17.5.15

Catequese familiar: DOMINGO VII DA PÁSCOA ASCENSÃO DO SENHOR – SOLENIDADE

EVANGELHO Mc 16, 15-20

Naquele tempo, Jesus apareceu aos Onze e disse-lhes: «Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for baptizado será salvo; mas quem não acreditar será condenado. Eis os milagres que acompanharão os que acreditarem: expulsarão os demónios em meu nome; falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberem veneno, não sofrerão nenhum mal; e quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados». E assim o Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, foi elevado ao Céu e sentou-Se à direita de Deus. Eles partiram a pregar por toda a parte e o Senhor cooperava com eles, confirmando a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.


Como se designa o versículo "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura.?

Este versículo é designado por mandato apostó­lico universal ou mandato missionário. É um mandato imperativo de Cristo aos Seus Após­tolos para que preguem o Evangelho a todas as nações. Essa mesma missão apostólica incumbe, de modo especial, aos sucessores dos Apóstolos, que são os Bispos em comunhão com o Papa, sucessor de Pedro.

Não só eles, porém, mas toda a Igreja tem esta obrigação. Toda a actividade do Corpo místico que a este fim se oriente, chama-se apostolado.

É verdade que Deus actua directamente na alma de cada pessoa por meio da Sua graça, mas, ao mesmo tempo, deve afirmar-se que é vontade de Cristo, expressa neste e noutros textos, que os homens sejam instrumento ou veículo de salvação para os outros homens.

O quer ensina Jesus quando diz que "quem acreditar e for baptizado será salvo; mas quem não acreditar será condenado"?

Ensina-se neste versículo que a fé e o Baptismo são requisitos indispensáveis para alcançar a salvação. A conversão à fé de Jesus Cristo há-de levar directamente ao Baptismo, que nos «confere a primeira graça santificante, pela qual se perdoa o pecado original e também os actuais, se os houver; remete toda a pena por eles devida; imprime o caracter de cristãos; faz-nos filhos de Deus, membros da Igreja e herdeiros da glória, e habilita-nos para receber os outros sacramentos» (Catecismo Maior, n.° 553).

O Baptismo é absolutamente necessário para o homem se salvar, como se depreende destas palavras do Senhor. Mas a impossibilidade física do rito baptismal pode ser suprida ou pelo martírio, que é chamado baptismo de sangue, ou por um acto perfeito de amor de Deus ou de contrição, unidos ao desejo, pelo menos implícito, de ser baptizado; a isto chama-se baptismo de desejo (cfr Ibid., n.os 567-568).

Outra consequência ligada intimamente à anterior é a necessidade da Igreja.

Porque razão foram necessários os milagres que Jesus anuncia: "expulsarão os demónios em meu nome; falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberem veneno, não sofrerão nenhum mal; e quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados"?

«Os milagres — comenta São Jerônimo — foram precisos ao princípio para confirmar com eles a fé. Mas, uma vez que a fé da Igreja está confirmada, os milagres não são necessários». De qualquer modo, Deus continua a realizar milagres através dos santos de todos os tempos, também dos actuais mas em menor número para dar lugar ao mérito da fé.

Porque razão Jesus Cristo, depois da sua ressurreição, esteve quarenta dias na terra, antes de subir ao Céu?

Jesus Cristo, depois da sua ressurreição, esteve quarenta dias na terra, antes de subir tio Céu, para provar, com várias aparições, que ressuscitara verdadeiramente, e para instruir melhor os Apóstolos e confirmá-los nas verdades da fé.

Por que Jesus Cristo subiu ao Céu?

Jesus Cristo subiu tio Céu: (1) para tomar posse do seu reino, que havia merecido com sua morte; (2) para preparar o nosso lugar na glória, e para ver nosso Mediador eAdvogado junto do Padre Eterno; (3) para enviar o Espírito Santo aos seus Apóstolos.

Por que se diz de Jesus Cristo que subiu ao Céu, e de sua Mãe Santíssima se diz que foi levada para o Céu?

Diz-se de Jesus Cristo que subiu, e de sua Mãe Santíssima que foi levada ao Céu, porque Jesus Cristo, sendo Homem-Deus, subiu ao Céu por virtude própria; mas sua Mãe, que era criatura, embora a mais digna de todas, foi levada tio Céu por virtude de Deus.

Explicai as palavras: Está sentado à direita de Deus Padre todo-poderoso.

As palavras está sentado significam ti posse pacífica que Jesus Cristo tem da sua glória, o as palavras à direita deDeusPadre todo-poderoso exprimem que Ele, tem o lugar de honra sobre todas as criaturas.
What is the name of the following canticle: "Go into the whole world and proclaim the gospel to every creature?

This canticle is designated as the missionary mandate. It is an imperative mandate from Christ to His apostles to preach the Gospel to all nations. This apostolic mission belongs especially to the successores to the apostles, the bishops in communion with the Pope, the successor of Peter.


But all the church must evangelise. All the activities of the mystical body oriented towards this end are called apostolate.

It is true that God acts directly in soul of wach person by means of His grace, but, at the same time it is the will of Christ taht men should be instrument of salvation for othter men.



What does Jesus teaches us when He says: "Whoever believes and is baptized will be saved; whoever does not believe will be condemned."?

Jesus that faith and Baptism are indispensible for salvation. Conversion to Jesus will lead to baptism through which we will receive "the first sanctifying grace, remits original sin and actual guilt; remission of the temporal punishment; impresses the character of Christian; makes us children of God, members of the Church and heirs to Glory; enables us to receive other the other sacraments».


Baptism is absolutely necessary for Salvation. But in case of physical impossibility of celebrating the baptismal rite, it can be replaced for martyrdom, which is called baptism of blood, or for a perfect act of love for God or contrition, united to the, at least implicit, desire of being baptized (i.e. baptisms of desire).


Another consequence associated with the indispensability of Baptism is the necessity of the Church.



Why were the miracles announced by Jesus necessary:: "These signs will accompany those who believe: in my name they will drive out demons,they will speak new languages. They will pick up serpents with their hands, and if they drink any deadly thing, it will not harm them. They will lay hands on the sick, and they will recover."?

«Miracles — says St. Jerome — were needed in the beginning to strengthen the faith. But, once the faith of the Church was firm, miracles were no longer necessary». Anyway, God still makes miracles through the saints , but in a lesser number to increase the merit of faith.



Why did Jesus Christ remain forty days on earth after His resurrection before ascending into heaven?

After His resurrection Jesus Christ remained forty days on earth before ascending into heaven, to prove by several apparitions that He was truly risen, to instruct the Apostles still further, and to confirm them in the truths of faith.

Why did Jesus Christ ascend into heaven?

Jesus Christ ascended into heaven: (1) To take possession of the Kingdom He had merited by His death; (2) To prepare the place of our glory, and to be our Mediator and Advocate with the Father, (3) To send the Holy Ghost upon His Apostles.

Why is it said of Jesus Christ that He ascended, and of His Most Holy Mother that she was assumed, into heaven?

It is said of Jesus Christ that He ascended into heaven, and of His Most Holy Mother that she was assumed, because, Jesus Christ, being Man-God, ascended into heaven by His own power; but His Mother, being a creature, even though the greatest of all creatures, was taken up into heaven by the power of God.

Explain the words: Sitteth at the right hand of God, the Father Almighty.

The word sitteth signifies the peaceful possession which Jesus Christ has of His glory; and the words: At the right hand of God, the Father Almighty, denote that He has a place of honor above all creatures.

10.5.15

Catequese familiar: Domingo VI da Páscoa / Sixth Sunday of Easter


EVANGELHO Jo 15, 9-17: "Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Assim como o Pai Me amou, também Eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa. É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai. Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros».


Porque razão insiste Jesus com os seus discípulos para que cumpram os seus mandamentos: "Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor... Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando" ?

Esta frequente insistência em cumprir os mandamentos prova que a vida Cristã consiste, não apenas em ter fé, mas em praticar boas obras [ver domingo anterior.]
Why the frequent admonition of keeping the commandments: "If you keep my commandments, you will remain in my love... You are my friends, if you do the things that I command you. ?

This frequent admonition, of keeping the commandments, proveth, that a Christian's life consists not in faith only, but in good works.
Como devemos entender as palavras de Jesus sobre o novo mandamento do amor: "É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei... O que vos mando é que vos ameis uns aos outros" ?

S. Agostinho explica estas palavras da seguinte forma: "O nosso amor ao próximo deve ter origem no amor a Deus; porque se amamos o próximo devemos fazê-lo por causa de Deus. Aquele que ama a Deus, cumpre os primeiros quatro mandamentos, porque acredita nEle, tem esperança nas suas promessas, ama-O e honra-O e, simultaneamente, ama e honra os seus pais. Mas aquele que ama o próximo cumpre os restantes mandamentos, visto que o amor o impede de fazer mal ao próximo, e portanto, não o vai matar, roubar, caluniar, dar falso testemunho,; e desta forma cumpre a lei, porque '[d]estes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas' (Mt 22, 40). "
How are we to understand Jesus words concerning the new commandment of love: "This is my commandment, that you love one another, as I have loved you... These things I command you, that you love one another" ?

St. Augustine explains them as follows: "Our love towards our neighbor must have its origin in the love of God ; for if we love our neighbor, we must love him for God's sake. Now he who loves God keeps the first four commandments, for he believes in God, hopes in Him, loves Him, and honors Him, while he also loves and honors his parents. But he who loves his neighbor keeps the rest of the commandments also, since that love prevents him from doing any injury to his neighbor, so that he will not kill, nor steal, nor calumniate, nor bear false witness; thus he fulfills the law, for "upon these two commandments depend the whole law and the prophets" (Matt. xxii. 40).

Porque razão diz Jesus que "Não há maior amor do que dar a vida por aqueles que se amam?

Jesus diz-nos que amor e sacrifício são quase sinónimos. Amar significa não levar em conta o custo das nossas acções em prol das pessoas amadas. Uma mãe não sonharia em contabilizar o cansaço e as preocupações motivados pelos filhos. Não ocorreria a um marido medir a fadiga de velar junto da cama da sua mulher doente.

Jesus cumpre ele próprio o «mandamento novo» em relação a nós, ao dar a Sua vida pela nossa salvação.

Why does Jesus say: "Greater love than this no man hath, that a man lay down his life for his friends"?

Jesus is telling us that love and sacrifice are almost synonimous terms. To love means not to count the cost. A mother would not dream of measuring the sweat an tears she expends upon her children. It would nor occur to a husband to gauge his fatigue as he watches at the bedside of his sick wife.

Jesus fulfils himself the «new commandment» towards us, by giving His life for our salvation.

Porque razão o cumprimento da lei de Deus nos encherá de alegria: "Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa" ?

A Lei de Deus é uma expressão do Seu infinito amor e da Sua infinita sabedoria. Deus sabe o que é melhor para a natureza humana que Ele criou; sabe aquilo que mais contribuirá para a felicidade e o bem-estar do indivíduo e da espécie. Podemos dizer que a Lei de Deus é simplesmente o 'manual de instruções' do homem. Mais especificamente, a Lei de Deus é a expressão da sabedoria divina e dirige o homem para o cumprimento do seu fim último, a eterna felicidade e bem-estar.

Why is it that fulfiling God's commandments will fill us with joy: "These things I have spoken to you: that my joy may be in you, and your joy may be filled" ?

God's law is an expression of God's infinite lovel and infinite wisdom. God knows what is best for the human nature which he has created, what will contribute most to the good and the happiness of the individual and the race. We might say that God's law is simply the 'book of instructions" which accompanies man. More strictly speaking, the law of God is the expression of the divine wisdom in directing man to the fulfillment of his end and purpose, man's eternal happiness and well-being.

Que ideias estão contidas nestas palavras de Jesus: "Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá" ?

Três ideias estão contidas nestas palavras do Senhor. Uma, que o chamamento dos Apóstolos e também de todos os cristãos não provém de bons desejos, mas da escolha gratuita de Cristo. Não foram os Apóstolos que escolheram o Senhor como Mestre, segundo o costume judaico de escolher para si um rabino, mas foi Cristo quem os escolheu a eles. A segunda ideia é que a missão dos Apóstolos e de todo o cristão consiste em seguir Cristo, buscar a santidade e contribuir para a propagação do Evangelho. O terceiro ensinamento refere-se à eficácia da súplica feita em nome de Cristo; por isso a Igreja costuma terminar as orações da Sagrada Liturgia com a invocação «por Jesus Cristo Nosso Senhor».

Which ideas are contained in the following words of Jesus: "You have not chosen me: but I have chosen you, and have appointed you, *that you should go, and should bring forth fruit, and your fruit should remain: that whatsoever you shall ask of the Father in my name, he may give it to you" ?

Three ideas are contained in these words of Our Lord. The first one, that the apostles calling and also the vocation of all christians does not originate in their good wishes, but it is the free choice of Christ. It were not the Apostles who chose the Lord as Master, according with jewish custom of electing a rabi, but it was Christ Himself who chose them. The second idea is that the mission of the apostles and of all christians is following Christ by living a holy life and helping to propagate the Gospel. The third teaching refers to the efficay of the supplications made in the name of Christ; that is why the Churh usually finishes its prayers with the invocation of Jesus Christ Our Lord.


INSTRUÇÃO SOBRE O AMOR

Qual é a terceira virtude sobrenatural ?

A terceira virtude sobrenatural é a virtude da caridade ou amor.

INSTRUCTION ON LOVE

Which is the third supernatural virtue?

The third supernatural virtue is the virtue of charity or love.


Qual é a definição da virtude da caridade?

A Caridade é uma virtude sobrenatural, infundida por Deus em nossa alma, pela qual amamos a Deus por Si mesmo sobre todas as coisas, e amamos o próximo como a nós mesmos, por amor de Deus.

A caridade abrange todos os filhos de Deus no Céu, na terra e no purgatório.


What is the definition of the virtue of charity?

Charity or love is a divinely infused habit, inclining the human will to cherish God for his own sake above all things, and man for the sake of God.

Besides God, charity embraces all the children of God in heaven, on earth, and in purgatory.


Porque é a virtude da caridade infusa ?

A caridade é infusa porque é um dom de Deus. "A caridade de Deus é derramada nos nossos corações pelo Espírito Santo" (Rom 5, 5). Os teólogos concordam que a caridade é infusa juntamente com a graça santificante no baptismo.

É por isso distinta e superior à natural inclinação ou ao hábito adquirido de amar a Deus e de amar ao próximo por causa das suas qualidades.


Why is the virtue of charity infused ?

Charity is infused because it is a gift of God. "The charity of God is poured forth in our hearts, by the Holy Ghost" (Romans 5:5). Theologians agree in saying that it is infused together with sanctifying grace in baptism.

It is, therefore, distinct from, and superior to, natural inclination or the acquired habit of loving God and the natural love of neighbor because of his qualities.


A virtude da caridade ou amor é um sentimento?

Não.

O amor reside na nossa vontade. Apesar da caridade ser por vezes intensamente emocional esta reside na nossa vontade.

É possível ter um profundo amor a Deus, demonstrado pela nossa fidelidade a Deus e aos seus mandamentos sem sentir esse amor.

É possível ter um genuíno amor sobrenatural pelo nosso próximo, apesar de ao nível natural sentirmos uma forte aversão por ele. Perdo-o-lhe as suas ofensas, por amor a Deus ? Tento evitar pensamentos amargos e de vingança em relação a ele ? Rezo por ele e espero que ele obtenha as graças necessárias para a salvação da sua alma ? Estou preparado para o ajudar se ele precisar, apesar da minha repugnância ? Em caso afirmativo, tenho um amor sobrenatural pelo meu próximo.

Is the virtue of charity or love a feeling ?

No.

Love resides in our will. Although charity is at times intensely emotional it properly resides in the rational will.

It is possible to have a very deep love for God, as proved by our fidelity to Him and His commandments, without feeling that love.

We may have a genuinely supernatural love for our neighbor, even though on the natural level we feel a strong distaste for him. Do I forgive him, for God’s sake, the wrong he has done? Do I try to stop any bitter or vengeful thoughts that come to my mind about him? Do I pray for him, and hope that he will get the grace he needs and save his soul? Do I stand ready to help him if he should be in need, in spite of my own natural repugnance? Then I do have a supernatural love for my neighbor.

Por que motivos devemos amar a Deus?

Devemos amar a Deus, porque Ele é o sumo Bem, infinitamente bom e perfeito, e além disso por que Ele o manda, e pelos inumeráveis benefícios que dEle recebemos.

Como se deve amar a Deus?

Devemos amar a Deus sobre todas as coisas, com todo o nosso coração, com toda a nossa mente, com toda a nossa alma, e com todas as nossas forças.

Que quer dizer: amar a Deus sobre todas as coisas?

Amar a Deus sobre todas as coisas quer dizer: preferi-Lo a todas as criaturas mais caras e mais perfeitas, e estar disposto a perder tudo antes que ofendê-Lo ou deixar de amá-Lo.


Que quer dizer: amar a Deus com todo o nosso coração?

Amar a Deus com todo o nosso coração quer dizer: consagrar-Lhe todos os nossos afetos.

Que quer dizer: amar a Deus com toda a nossa mente?

Amar a Deus com toda a nossa mente quer dizer: dirigir para Ele todos os nossos pensamentos.

Que quer dizer: amar a Deus com toda a nossa alma?

Amar a Deus com toda a nossa alma quer dizer: consagrar-Lhe o uso de todas as potências da nossa alma.

Que quer dizer: amar a Deus com todas as nossas forças?

Amar a Deus com todas as nossas forças quer dizer: esforçar-se por crescer cada vez mais no amor dEle, e proceder de maneira que todastenham por motivo e por fim o seu amor e o desejo de Lhe agradar.

Why should we love God?

We should love God because He is the Supreme Good, infinitely good and perfect; and also, because He commands us to do so, and because of the many benefits we receive from Him 


How are we to love God?


We are to love God above all things else, with our whole heart, with our whole mind, with our whole soul, and with all our strength.


What does it mean to love God above all things?

To love God above all other things means to prefer Him to all creatures, even the dearest and most perfect, and to be willing to lose everything rather than offend Him or cease to love Him.

What is meant by loving God with our whole heart?

To love God with our whole heart means consecrating all our affections to Him.

What is meant by loving God with our whole mind?

To love God with our whole mind means directing all our thoughts to Him.


What is meant by loving God with our whole soul?

To love God with our whole soul means consecrating to Him the use of all the powers of our soul.

What is meant by loving God with all our strength?

To love God with all our strength means striving to grow ever more and more in His love, and so to act that all our actions should have as their one motive and end the love of Him and the desire of pleasing Him.

Porque devemos amar o nosso próximo?

Amamos o nosso próximo por causa de Deus. Apenas Deus é amável. No entanto, visto que todos os homens pela graça ou partilham ou são capazes de partilhar da bondade divina, resulta que o nosso amor sobrenatural inclui-os (Mt 22, 39 e Lc 10, 27). Portanto a mesma virtude da caridade tem por objecto Deus e o homem, primeiro Deus e depois o homem.


Why do we love our neighbor?

We love our neighbor for the sake of God. God alone is all lovable, yet, inasmuch as all men, by grace and glory, either actually share or at least are capable of sharing in the Divine goodness, it follows that supernatural love rather includes than excludes them, according to Matthew 22:39, and Luke 10:27. Hence one and the same virtue of charity terminates in both God and man, God primarily and man secondarily.


Como é que amamos o nosso próximo?

Amar o próximo como a nós mesmos quer dizer: desejar-lhe e fazer-lhe, tanto quanto pudermos, todo o bem que devemos desejar para nós mesmos, e não lhe desejar nem fazer mal algum.

No que respeita às vantagens que desejamos proporcionar-lhes, e por ordem de importância, devemos providenciar (1) os bens espirituais que têm a ver com a salvação da alma; (2) os bens intrínsecos e naturais da alma e do corpo como, p.ex., a vida, a saúde, o conhecimento, a liberdade, etc...; (3) os bens extrínsecos da reputação e da riqueza, etc...

A ordem de precedência da nossa caridade deve ser, primeiro aqueles que estão mais próximos de nós e depois os outros.

Aqueles cuja necessidade é mais extrema e/ou que não podem ajudar-se a si próprios tomam precedência sobre os restantes.

Uma aplicação destes princípios é a seguinte: Devemos socorrer o nosso próximo que tenha uma necessidade espiritual extrema mesmo à custa da nossa vida, desde que exista a certeza da necessidade do próximo e a certeza da eficiência do nosso serviço.

Como se perde a Caridade?

Perde-se a Caridade com qualquer pecado mortal.

Como recuperamos a Caridade?

Recuperamosa Caridade, fazendo atos de amor de Deus, arrependendo-nos e confessando-nos bem.

Quando somos obrigados a fazer um acto amor de Deus?

Somos obrigados a fazer actos de Caridade: (1) quando chegamos ao uso da razão; (2) frequentes vezes no decurso da vida; (3) em perigo de morte.

ACTO DE AMOR A DEUS

Meu Deus amo-Vos de todo o meu coração, porque sois infinitamente bom, e por amor de Vós amo o próximo como a mim mesmo.
How do we love our neighbor?

To love our neighbour as ourselves means to wish him and do him, as far as possible, the good which we ought to wish for ourselves, and not to wish or to do him any evil.


Concerning the advantages which we desire to procure for them, and by order of importance, we should provide (1) the spiritual goods appertaining to the salvation of the soul; (2) the intrinsic and natural goods of the soul and body like life, health, knowledge, liberty, etc…; (3) the extrinsic goods of reputation, wealth, etc…


The order of precedence should be, first those that are closer to us and then the others.


The ones who are in extreme necessity and/or cannot help themselves take precedence over the rest.

An application of these principles is the following: We are bound to succor our neighbor in extreme spiritual necessity even at the cost of our own life, an obligation which, however supposes the certainty of the neighbor’s need and of the effectiveness of our service to him.

How is charity lost?

Charity is lost by each and every mortal sin.


 How is charity regained?

Charity is regained by making acts of the love of God, by duly repenting and making a good confession.

When are we obliged to make an act of love?

 We should make acts of love: (1) when we reach the age of reason; (2) frequently in the couse of our lives; (3) When in danger of death.

 ACT OF LOVE

O my God, I love you above all things, with my whole heart and soul, because you are all good and worthy of all my love. I love my neighbor as myself for the love of you.

6.5.15

Pobres sacerdotes... e pobres de nós

Nos países anglos-saxónicos fazem abaixo-assinados e escrevem cartas ao editor.

Nos países latinos parece que sofrem em silêncio e sózinhos.

O alerta de Luíz Fernando Perez Bustamante, na Infocatolica:
"Debido a mi trabajo, he establecido contacto con curas de muchas diócesis, tanto de dentro como de fuera de España. Por lo general, son sacerdotes de buena doctrina,... Pues bien, creo que va siendo hora de dar la voz de alarma.

Un porcentaje preocupante de esos sacerdotes, tanto si son párrocos como no, llevan un tiempo muy descolocados. Primero de todo, se sienten solos, muy solos. Algunos ven como sus obispos andan desnortados ante determinadas cosas que están pasando en la Iglesia. Desnortados y sin capacidad de reaccionar. Y si en vez de desnortados están indiferenes, la cosa es peor. Otros ven que sus compañeros de presbiterio están pasando por problemas parecidos pero se impone la ley del silencio...

... Buena parte de esos curas sufren además el dolor de ver como últimamente muchos se regodean acusándoles de ser hipóritas, fariseos, avinagrados, funcionarios de la burocracia espiritual y sacramental. De un tiempo a otra parte solo reciben palos, desprecios, agresiones anímicas que no vienen a cuento. Y créanme, hasta el más santo de los santos puede acabar en plena crisis si no siente que la comunión de los santos es algo más que una buena teoría.

¿Cómo van a transmitir la alegría del evangelio aquellos que por el “delito” de ser fieles a Cristo, a su Iglesia, a la fe católica, se ven casi abandonados ante el tribunal de quienes quieren convertir a la Desposada del Señor en una fulana que busca el aplauso del mundo?
"
Fruto da confusão reinante, os ataques "de fora" também redobram de intensidade: O mesmo Bustamante conta o que aconteceu quando um pároco decidu fazer o que devia e recordar que a comunhão em estado de pecado de mortal é um sacrilégio.

A solução, diz o autor destes posts, é que nós - os leigos - façamos alguma coisa por estes sacerdotes.

3.5.15

Catequese familiar: Domingo V da Páscoa

EVANGELHO: Jo 15, 1-8

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu sou a verdadeira vide e meu Pai é o agricultor. Ele corta todo o ramo que está em Mim e não dá fruto e limpa todo aquele que dá fruto, para que dê ainda mais fruto. Vós já estais limpos, por causa da palavra que vos anunciei. Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em Mim. Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer. Se alguém não permanece em Mim, será lançado fora, como o ramo, e secará. Esses ramos, apanham-nos, lançam-nos ao fogo e eles ardem. Se permanecerdes em Mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e ser-vos-á concedido. A glória de meu Pai é que deis muito fruto. Então vos tornareis meus discípulos». Palavra da salvação.


Pensa-se que estas palavras de Jesus tenham sido pronunciadas no caminho entre o local da Última Ceia e o Jardim das Oliveiras. O Evangelho deste Domingo é a alegoria da videira e dos ramos (ou das varas ou dos sarmentos) (Nota: uma alegoria é uma sucessão de metáforas): (1) Deus é o agricultor; (2) Jesus, o filho de Deus Encarnado, é a videira; (3) os baptizados, o povo de Deus, são os ramos; (4) a videira e os ramos - Jesus e os baptizados são a Igreja; (5) A seiva que corre na videira é a vida da Graça.

O que é a Graça ?

A Graça é um dom de Deus de ordem sobrenatural e interior, concedido pelos méritos de Jesus Cristo, para nossa Salvação.

Quem são aqueles ramos que secam e são lançados ao fogo para arderem ?

São as pessoas os que estão separadas de Jesus pelo pecado mortal. Aqueles que morrem sem estar na Graça de Deus (i.e. sem terem confessado contritamente todos os seus pecados mortais), são lançados no inferno.

O que é o pecado mortal e o que é o inferno?

O pecado mortal é (1) uma desobediência à Lei de Deus em matéria grave, (2) feita com plena advertência e (3) consentimento deliberado.

O inferno é o sofrimento que consiste na privação de Deus, nossa felicidade, e no fogo com todos os outros males, sem bem algum.

Quem são os ramos que não dão fruto e que são cortados ?

São aqueles baptizados que, possuindo a fé, não praticam a caridade. São ramos que estão unidos à videira por vínculos externos mas não dão frutos de caridade, de boas obras, de apostolado (i.e. tentando trazer os outros a Jesus e à sua Igreja).

Isto ensina-nos também a Epístola de São Tiago ao dizer que não basta a fé (lac 2,17). Embora seja certo que a fé é o começo da salvação, e sem a fé não podemos agradar a Deus, também é verdade que a fé viva há-de dar o fruto das obras. «Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão nem a incircuncisão têm valor, mas somente a fé que actua pela caridade» (Gal 5,6)... Assim pois, pode dizer-se que para dar frutos agradáveis a Deus não basta ter recebido o Baptismo e professar externamente a fé, mas é preciso participar da vida de Cristo pela graça e colaborar na Sua obra redentora.

Porque diz Jesus que o Agricultor "limpa (poda) todo aquele que dá fruto, para que dê ainda mais fruto" ?

Os ramos que dão fruto são aqueles cristãos que, cheios de fé, praticam as boas obras. A poda dos ramos são os sofrimentos, as dificuldades, as contradições, as tentações que Deus permite que estas pessoas sintam nas suas vidas com o objectivo de purificar os seus corações dos afectos terrenos, de as tornar mais santas, de aumentar o seu mérito, a sua Glória eterna. A planta que é podada também cresce mais vigorosamente e dá mais frutos.

A nossa Salvação depende da Graça Divina - "Sem Mim nada podereis fazer". Mas Deus quis que salvar-nos com a nossa cooperação, nomeadamente com a nossa perseverança no meio das dificuldades.



INSTRUÇÃO SOBRE AS BOAS OBRAS

O que são as boas obras?

São todas as acções humanas realizadas de acordo com a vontade de Deus, e por amor a Deus, com a ajuda da Graça.

Quais são as principais boas obras?

A oração, o jejum e a esmola. A oração incluindo todos os actos que pertencem ao serviço de Deus; o jejum e todas as mortificações corporais; a esmola e todas as obras de misericórdia.

Quantas são as obras de misericórdia?

Duas: corporais e espirituais.

Quais são as obras de misericórdia espirituais?

Aquelas que têm por objecto a salvação do próximo: 1) corrigir o pecador; 2) ensinar os ignorantes; 3) dar bom conse­lho; ; 4) consolar os tristes; 5) sofrer com paciência as fraquezas do próximo; 6) perdoar as injúrias; ; 7) rezar a Deus por vivos e defuntos.

Quais são as obras de misericórdia corporais?

1) dar de comer a quem tem fome; 2) dar de beber a quem tem sede; 3) vestir os nus; 4) dar pousada aos peregrinos; 5) assistir os enfermos; 6) visitar os presos; 7) enterrar os mortos.

O que é necessário para que as nossas obras sejam meritórias?

1) Têm que ser boas em si mesmo; 2) Têm de ser feitas pela Graça de Deus; 3) Em estado de graça; 4) de livre vontade; 5) Com a boa intenção de ser agradável a Deus.

Podemos ser salvos sem as boas obras?

Não, porque Cristo disse expressamente: "Ele corta todo o ramo que está em Mim e não dá fruto ... será lançado fora... ao fogo". E o que servo no Evangelho (Matt. xxv. 25) nem desperdiçou o seu talento, nem o pôs no banco, mas enterrou-o e escondeu o dinheiro do seu Senhor e que, portanto, foi lançado nas trevas exteriores.

29.4.15

Mudanças doutrinais e a indefectibilidade da Igreja / Doctrinal changes and the indefectibility of the Church

"Entre as prerrogativas conferidas por Cristo à Sua igreja, encontra-se o dom da indefectibilidade.

Este termo significa, não apenas que a igreja persistirá até ao fim dos tempos, mas, mais do que isso, que preservará intactas as suas características essenciais. A igreja nunca poderá sofrer nenhuma alteração constitucional que a torne, enquanto organismo social, em algo diferente do que era na origem. Nunca poderá corromper a fé ou a moral; nunca poderá perder a sucessão apostólica, ou os sacramentos através dos quais Cristo comunica a sua Graça aos homens.

O dom da indefectibilidade é expressamente prometido por Cristo à Igreja, através das palavras em que Ele declara que as portas do inferno não prevalecerão contra ela. É evidente que, se as tempestades que assolam a igreja provocassem uma agitação tão grande que alterássem as suas características essenciais e a tornássem em algo diferente daquela que foi a intenção de Cristo, as portas do inferno, i.e. os poderes do mal, teriam prevalecido. É também claro que se a igreja pudesse sofrer alguma alteração substancial, não seria já instrumento capaz de desempenhar as funções para as quais Deus a criou.


Indefectibilidade e fé e moral

Ele estabeleceu-a para que pudesse ser escola de santidade para todos os homens. Deixá-lo-ia de ser se alguma vez definisse falsas e corruptas normas morais. Estabeleceu-a para proclamar a Sua revelação ao mundo, e encarregou-a de alertar todos os homens que, se não aceitassem esta mensagem, pereceriam eternamente. Se a igreja, ao definir os mais pequenos pormenores das verdades da revelação, pudesse errar, aquela missão seria impossível. Nenhum corpo poderia anunciar tal pena baseado numa doutrina que pode ser errónea.

[Uma igreja que, nalgum período, ensinasse como sendo de fé doutrinas que não fazem parte do depósito, nunca poderia apresentar ao mundo a sua mensagem como sendo mensagem de Deus. O homem poderia razoavelmente dizer que se trata de um "erro de adição".]


Indefectibilidade, hierarquia e sacramentos

Pela hieraquia e pelos sacramentos, Cristo tornou a igreja depositária das graças da Paixão. Se perdesse algum destes elementos, não poderia dispensar aos homens os tesouros da graça.


Indefectibilidade e igrejas particulares

... A apenas uma igreja particular é a indefectibilidade assegurada, viz. à Sé de Roma. A Pedro e, nele, a todos os seus sucessores, enquanto pastor supremo, cometeu Cristo a tarefa de confirmar os seus irmãos na Fé (Lc 22, 32); e, por isso, à Igreja romana, como afirma Cipriano, "a infidelidade não pode ganhar acesso" (Epistola 54). ...


Indefectibilidade e o princípio católico da reforma

Como foi referido acima, uma parte do dom de indefectibilidade da igreja é a sua preservação de toda a corrupção substancial na esfera da fé e da moral. Isto pressupõe, não apenas que ela proclamará sempre a norma perfeita da moralidade que lhe foi trasmitida pelo seu Fundador, mas também que em cada era as vidas de muitos dos seus filhos serão baseadas neste sublime modelo.

Apenas um princípio sobrenatural de vida espiritual poderia realizar este feito. A tendência natural do homem é descendente. A força de todos os movimentos religiosos gasta-se gradualmente; e o seguidores dos grandes reformadores religiosos tendem, com o passar do tempo, para o nível do ambiente em que se movem. De acordo com as leis da natureza humana não assistida, deveria ter sido assim com a sociedade estabelecida por Cristo. E no entanto a história mostra que a Igreja Católica possui um poder de reforma vindo do seu interior que não te paralelo em qualquer outra organização religiosa. Uma e outra vez ela produz santos, homens que imitam as virtudes de Cristo em grau extraordinário, e cuja influência, espalhando-se por todo o lado, dá um novo ardor àqueles atingiram um nível menos heróico. Para citar uma ou duas das situações mais conhecidas, das muitas que podiam ser citadas: S. Domingos e S. Francisco de Assis reacenderam o amor da virtude nos homens do séc. XIII; S. Filipe de Neri e S. Inácio de Loyola fizeram o mesmo no séc. XVI; S. Paulo da Cruz e S. Afonso Liguori no séc. XVIII. Nenhuma explicação é suficiente para justificar este fenómeno senão a doutrina Católica de que a Igreja não é uma sociedade natural mas sim sobrenatural cuja preservação da sua vida moral não depende apenas das leis da natureza humana mas também da presença vivificante do Espírito Santo..."
"Among the prerogatives conferred on His Church by Christ is the gift of indefectibility.

By this term is signified, not merely that the Church will persist to the end of time, but further, that it will preserve unimpaired its essential characteristics. The Church can never undergo any constitutional change which will make it, as a social organism, something different from what it was originally. It can never become corrupt in faith or in morals; nor can it ever lose the Apostolic hierarchy, or the sacraments through which Christ communicates grace to men.

The gift of indefectibility is expressly promised to the Church by Christ, in the words in which He declares that the gates of hell shall not prevail against it. It is manifest that, could the storms which the Church encounters so shake it as to alter its essential characteristics and make it other than Christ intended it to be, the gates of hell, i.e. the powers of evil, would have prevailed. It is clear, too, that could the Church suffer substantial change, it would no longer be an instrument capable of accomplishing the work for which God called it in to being.




Indefectibility and faith and morals

He established it that it might be to all men the school of holiness. This it would cease to be if ever it could set up a false and corrupt moral standard. He established it to proclaim His revelation to the world, and charged it to warn all men that unless they accepted that message they must perish everlastingly. Could the Church, in defining the truths of revelation err in the smallest point, such a charge would be impossible. No body could enforce under such a penalty the acceptance of what might be erroneous.

[A Church which at any period might conceivably teach, as of faith, doctrines which form no part of the deposit could never deliver her message to the world as the message of God. Men could reasonably urge in regard to any doctrine that it might be an "error of addition".]



Indefectibility, hierarchy and the sacraments

By the hierarchy and the sacraments, Christ, further, made the Church the depositary of the graces of the Passion. Were it to lose either of these, it could no longer dispense to men the treasures of grace.


Indefectibility and particular churches

... Only to One particular Church is indefectibility assured, viz. to the See of Rome. To Peter, and in him to all his successors in the chief pastorate, Christ committed the task of confirming his brethren in the Faith (Luke 22:32); and thus, to the Roman Church, as Cyprian says, "faithlessness cannot gain access" (Epistle 54). ...



Indefectibility and the catholic principle of reform

It was said above that one part of the Church's gift of indefectibility lies in her preservation from any substantial corruption in the sphere of morals. This supposes, not merely that she will always proclaim the perfect standard of morality bequeathed to her by her Founder, but also that in every age the lives of many of her children will be based on that sublime model.


Only a supernatural principle of spiritual life could bring this about. Man's natural tendency is downwards. The force of every religious movement gradually spends itself; and the followers of great religious reformers tend in time to the level of their environment. According to the laws of unassisted human nature, it should have been thus with the society established by Christ. Yet history shows us that the Catholic Church possesses a power of reform from within, which has no parallel in any other religious organization. Again and again she produces saints, men imitating the virtues of Christ in an extraordinary degree, whose influence, spreading far and wide, gives fresh ardour even to those who reach a less heroic standard. Thus, to cite one or two well-known instances out of many that might be given: St. Dominic and St. Francis of Assisi rekindled the love of virtue in the men of the thirteenth century; St. Philip Neri and St. Ignatius Loyola accomplished a like work in the sixteenth century; St. Paul of the Cross and St. Alphonsus Liguori, in the eighteenth. No explanation suffices to account for this phenomenon save the Catholic doctrine that the Church is not a natural but a supernatural society, that the preservation of her moral life depends, not on any laws of human nature, but on the life-giving presence of the Holy Ghost..."

27.4.15

Para provar a virtude das ovelhas / For the purpose of testing the virtue of the flock

"se às vezes na Igreja se vê algo em que se manifesta a fraqueza humana, isso não deve atribuir-se a sua constituição jurídica, mas àquela lamentável inclinação do homem para o mal, que seu divino Fundador às vezes permite até nos membros mais altos do seu corpo místico para provar a virtude das ovelhas e dos pastores e para que em todos cresçam os méritos da fé cristã."

Papa Pio XII, Mystici Corporis
"if at times there appears in the Church something that indicates the weakness of our human nature, it should not be attributed to her juridical constitution, but rather to that regrettable inclination to evil found in each individual, which its Divine Founder permits even at times in the most exalted members of His Mystical Body, for the purpose of testing the virtue of the Shepherds no less than of the flocks, and that all may increase the merit of their Christian faith."

Pope Pius XII, Mystici Corporis

26.4.15

Sunday homeschool: 3.º Domingo depois da Páscoa / 3rd Sunday after Easter


Evangelho: Jo 10, 11-18

Como é que Cristo demonstra que é o bom pastor?

Fazendo todos os esforços para procurar, encontrar e trazer de volta ao caminho certo as ovelhas perdidas - isto é, os pecadores; finalmente, Ele oferece a sua vida pelo Seu rebanho, e dá-se a si próprio como seu alimento e como penhor de vida eterna (1 John V. 1[0]; Rom V. 8)

Como é que reconhecemos as ovelhas de Cristo?

(1) Porque ouvem e seguem a voz de Cristo. Por voluntariamente receberem e tentarem cumprir os Seus ensinamentos. (2) Porque obedecem à Igreja e aos seus ministros porque quem a ouve, ouve o próprio Deus, e, como diz S. Agostinho, aquele que não tem a Igreja por mãe, não pode ter Deus por Pai. (3) Pela recepção frequente e satisfeita do alimento do Bom Pastor - a santíssima comunhão. (4) Por serem pacientes e mansos, por perdoarem aos seus inimigos prontamente e decididamente. (5) Por amarem o seu próximo e por tentarem fazer entrar no rebanho aqueles que se encontram de fora.


O QUE DEVEMOS ACREDITAR SOBRE A ESPERANÇA.

"Eu entrego a minha vida pelas minhas ovelhas." Jo 10, 15.

Jesus Cristo, pela Sua morte, obteve-nos não só o perdão dos nossos pecados, não só a graça e os meios para vivermos uma vida agradável a Deus, mas também a felicidade eterna na vida que há-de vir.

Em que consiste a vida eterna?

Na clara contemplação e perfeito amor a Deus.


O que é necessário para obter a felicidade eterna

Antes que tudo, a graça de Deus, que ilumina a nossa fé, confirma a nossa esperança, inflama o nosso amor e, através dos santos sacramentos, dispensa a força necessária para fazermos o bem.

Temos que fazer mais alguma coisa?

Temos de pedir a graça de Deus, e zelosamente cooperar com ela, visto que, como diz S. Agostinho, Deus que nos criou sem nós, não pode salva-nos sem a nossa cooperação.


Quando é que devemos fazer um acto de esperança?
  1. Em tempos de tribulação e de tentação contra esta virtude.
  2. No momento da recepção dos sacramentos.
  3. Frequentemente, durante a nossa vida ordinária, e na hora da nossa morte.
[Fonte]

Acto de Esperança

Meu Deus, porque sois omnipotente, infinitamente misericordioso e fidelíssimo às Vossas promessas, eu espero da Vossa bondade que, em atenção aos méritos de Jesus Cristo, nosso Salvador, me dareis a vida eterna e as graças necessárias para a alcançar, como prometestes aos que praticassem as boas obras, que eu me proponho realizar ajudado com o auxílio da Vossa divina graça. Senhor, minha esperança, na qual quero viver e morrer: jamais serei confundido. Ámen.


Gospel: John X, 11-18

How does Christ show that He is the good shepherd?

By taking all pains to seek, to find, and to bring back to the right way the lost sheep - that is, the sinner; finally, that He offers up His life for His flock, and gives Himself to be their food, and a pledge of eternal life (1 John V. 1[0]; Rom V. 8)


How do we know the sheep of Christ?

By their hearing and following the voice of Christ. By their willingly receiving and striving to fulfil His teachings. By their obeying the Church and her ministers for whoever hears Her, hears God Himself, and, as St. Augustine says, he who will not have the Church for his mother cannot have God for his Father. By their receiving, often and gladly, the food of the Good Shepherd - the holy communion. By being patient and meek, forgiving their enemies readily and willingly. By loving their fellow-men, and by seeking to bribg into the one fold those who are out of it.



WHAT WE MUST BELIEVE CONCERNING HOPE.

"I lay down My life for My sheep." John x. 15.

Jesus Christ, by His death, has obtained for us not only for giveness of our sins, the grace and means of leading lives pleasing to God, but also eternal happiness in the life to come.


In what does eternal happiness consist?

In the clear contemplation and perfect love of God.


What is necessary to obtain eternal happiness?

Before all else, the grace of God, which enlightens our faith, confirms our hope, inflames our love, and, through the holy sacraments, imparts the strength required to do good.


Have we nothing more to do?

We must pray for the grace of God, and zealously cooperate with it, since, as St. Augustine says, though God has created us without our concurrence, yet will He not save us unless we work with Him.

When should we make an Act of Hope?
  1. In time of tribulation, and of temptation against this virtue.
  2. At receiving the holy sacraments.
  3. Frequently during our ordinary life, and at the hour of death.
[Source]

Actus Spei

Dómine Deus, spero per grátiam tuam remissiónem ómnium peccatórum, et post hanc vitam ætérnam felicitátem me esse consecutúrum: quia tu promisísti, qui es infiníte potens, fidélis, benígnus, et miséricors. In hac spe vívere et mori státuo. Amen.