Por ocasião do Grande Jubileu, o Papa João Paulo II exortou frequentemente os Cristãos a fazerem penitência pelas infidelidades do passado. Nós acreditamos que a Igreja é Santa, mas que existem pecadores entre os seus membros. Precisamos de rejeitar o desejo de nos identificarmos apenas com com aqueles que não têm pecados. Como poderia a Igreja excluir os pecadores das suas fileiras ? Foi para a sua salvação que Jesus encarnou, morreu e resuscitou. Devemos, portanto,aprender a viver a penitência Cristã com sinceridade. Através da sua prática, confessamos os nossos pecados individuais em união com os outros, perante eles e perante Deus. No entanto, devemos evitar a arrogante pretensão de nos colocarmos na posição de julgar as anteriores gerações, que viveram em tempos diferentes e em diferentes circunstâncias. A sinceridade humile é necessária para que não neguemos os pecados do passado, e para que ao mesmo tempo não caiamos na acusação fácil na ausência de evidência real ou sem levar em conta as diferentes da época. Mais, the confessio peccati, para usar a expressão de S. Agostinho, deve ser sempre acompanhada pelo confessio laudis – a confissão de louvor. Ao pedirmos perdão pelos erros do passado, devemos também lembrar o bem conseguido com a ajuda da graça divina que, mesmo se é contido vasos de barro, produziu frutos que são muitas vezes excelentes.
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