"Em vários parlamentos, desenrola-se actualmente uma vaga de novas leis ordinárias que são profundas revoluções dos pressupostos antropológicos e éticos das instituições da civilização do ocidente.
Quando, acerca da inviolabilidade da vida ("a vida humana é inviolável" e "em caso algum haverá pena de morte", diz a nossa Constituição, art. 24º), se legisla negando aplicar estes princípios aos embriões humanos, sem que se prove que esses embriões não são ainda "vida humana" e apenas sob pretexto de que cada mulher manda na sua barriga; quando, em matéria de casamento se altera por lei ordinária, e até simples maioria parlamentar, o seu conceito milenar de união entre um homem e uma mulher, para degradar esse conceito numa "genérica" associação entre duas (ou mais, então por que não?) pessoas; quando, porque a ciência descobre processos biológicos da vida, se admite com grande desenvoltura, à revelia de maiores reflexões e debates, legislar sobre a eufemística "reprodução medicamente assistida", como faz o Parlamento português, é caso para ficar assustado."
Mário Pinto
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