16.2.07

O novo contexto da luta pela vida - Nota Pastoral da CEP (2)

Uma síntese (a minha) da Nota Pastoral:

  1. Os resultados indiciam uma mutação cultural e revelam fragilidades no processo evangelizador, mormente em relação aos jovens: “Toda a missão da Igreja tem de ser… pensada para um novo contexto da sociedade. São necessárias criatividade e ousadia, na fidelidade à missão da Igreja e às verdades evangélicas que a norteiam”.

  2. A campanha

    • O consenso anti-aborto: “… muitos defensores do “Sim” … afirmar[a]m ser contra o aborto, [e] quererem acabar com o aborto clandestino e diminuir o número de abortos.

    • Críticas ao Governo: “Governo da Nação, que se quis comprometer numa questão que não é de natureza estritamente política

    • Elogios à campanha do “Não” : “Congratulamo-nos com a vasta e qualificada mobilização, verificada nas últimas semanas… É um sinal positivo de esperança. É importante que permaneça activa, que encontre a estrutura organizativa necessária, para continuar a participar neste debate de civilização.

    • Críticas aos “católicos” pró-aborto: “Aos católicos que… se afastaram da verdade revelada e da doutrina da Igreja, convidamo-los a examinarem, no silêncio e tranquilidade do seu íntimo, as exigências de fidelidade à Igreja a que pertencem e às verdades fundamentais da sua doutrina.


  3. A ilegitimiadade moral do aborto: “ Todo o aborto continua a ser um pecado grave, por não cumprimento do mandamento do Senhor, “não matarás”.

    Os profissionais da saúde devem, por isso, recorrer à objecção de consciência.

  4. Nova etapa no combate pela Vida:

    • Objectivos: ajudar as pessoas, esclarecer as consciências, criar condições para evitar o recurso ao aborto, legal ou clandestino.

    • Caminhos para atingir os objectivos: "a alteração de mentalidades, a formação da consciência, a ajuda concreta às mães em dificuldades” .

    • Medidas concretas:… formação da juventude … apoio à maternidade e à família. … com particular atenção à maternidade em circunstâncias difíceis

      Medidas a curto prazo: “criar ou reforçar estruturas de apoio eficaz e amigo às mulheres a braços com uma maternidade não desejada”.

      Medidas a médio e longo prazo: “… uma política de educação que forme para a liberdade, na responsabilidade, concretizada numa correcta educação da sexualidade. … A sã educação da sexualidade há-de abrir para a gestão responsável da própria fecundidade, através de um planeamento familiar sadio, que respeite e integre as opções morais de cada um.

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