- Não basta pedir aos “católicos” pró-aborto que reflictam sobre os seus erros. Estão previstas determinadas penalidades para aqueles que defendem de forma obstinada e em público opiniões contrárias à Doutrina e à Moral – nomeadamente, para os sacerdotes. É preciso que estas pessoas tomem consciência dos seus erros e se arrependam, e é preciso que os fiéis saibam de forma inequívoca que estas posições não são aquilo que a Igreja ensina. É uma questão de caridade.
- Também não é possível perceber porque razão alguns sectores da JOC e da LOC/MTC se recusaram a dar uma indicação de votos aos seus associados e porque razão a Agência Ecclesia decidiu publicar a notícia deste facto. Por outro lado, a recente mensagem da Comissão Nacional Justiça e Paz – que obriga apenas os seus signatários -, não menciona o aborto.
- Quanto às medidas propostas para combater este flagelo, este cristãozito lá fará tudo o que estiver ao seu alcance e ainda alguma coisa mais.
- Mas, na formulação das propostas, nomeadamente quando se fala de "planeamento familiar" e "educação da sexualidade", talvez se tenha perdido uma ocasião para ser moralmente claro, inequívoco e pedagógico. Um exemplo de como isso poderia ser feito está aqui.
"Antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes. ... [u]ma impostura religiosa, que trará aos homens uma solução aparente para os seus problemas, à custa da apostasia da verdade... A Igreja não entrará na glória do Reino senão através dessa última Páscoa, em que seguirá o Senhor na sua morte e ressurreição..." (Catecismo da Igreja Católica, n.ºs 675-677)
16.2.07
O novo contexto da luta pela vida - Nota Pastoral da CEP (3)
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6 comentários:
"Também não é possível perceber porque razão alguns sectores da JOC e da LOC/MTC se recusaram a dar uma indicação de votos aos seus associados e porque razão a Agência Ecclesia decidiu publicar a notícia deste facto. Por outro lado, a recente mensagem da Comissão Nacional Justiça e Paz – que obriga apenas os seus signatários -, não menciona o aborto."
Vês, caro João, aqui está um exemplo que dá razão aquilo que eu escrevi naquele post que comentaste.
O "politicamente correcto" funcionou e inibiu aqueles que mais deviam dar testemunho.
"Graças a Deus" todos falhamos, e graças Deus, o perdão sempre acontece e Ele nunca nos abandona.
Abraço em Cristo
Caro Joaquim,
Dizem-me as pessoas que fizeram a campanha de 98 que, desta vez, o empenhamento da hierarquia foi incomparavelmente superior. Foi essa a experiência que eu tive.
É certo que existem lobos com pele de pastor que nestas situações dizem e fazem asneiras. O seu comportamento já não surpreende. Apesar do acesso que têm aos media, estas pessoas são claramente minoritárias (esta campanha deu-me essa certeza).
Em resumo: O copo está meio-cheio !
Isto não quer dizer que se fechem os olhos às situações que motivaram o seu post (e o meu).
Não se trata de vingança ou de "fazer contas". É a salvação das almas destas pessoas e daquelas que se deixaram influenciar por elas que está em causa.
Abraço.
Caro João
Concordo contigo, embora a mim me tenha parecido que a Igreja se envolveu menos, ou então, foi menos clara nos seus propósitos e na defesa da Doutrina, sobretudo perante os "lobos" de que falas.
Claro que nuca se trata de "vinganças" ou "fazer contas", mas de uma análise e auto critica, para podermos fazer melhor quando a isso formos chamados, e somo-lo todos os dias.
Obrigado também pelo teu blog que é para mim uma referência nestes espaços.
Abraço em Cristo
"Dizem-me as pessoas que fizeram a campanha de 98 que, desta vez, o empenhamento da hierarquia foi incomparavelmente superior."
Permito-me discordar, caro João. Eu fiz a campanha de 1998 e observei então uma atitude muito mais interveniente do que agora (o caso de Braga e Viseu parecem-me paradigmáticos) - se bem que quando falamos de "Hierarquia" possamos estar a falar de coisas diferentes.
Vendo pelo lado positivo, o que observei como muito interessante em relação à campanha de 1998 foi a capacidade de "autodeterminação", mobilização e organização entusiasta de alguns grupos que no seio da Igreja teimam em não a deixar morrer, porventura iluminados pelos ensinamentos de D. Luigi Giussani ou S. JoseMaria Escrivá (para me fazer entender). Esses leigos deram um contributo que me pareceu magnífico.
Eu não estive na campanha de 98.
Aquilo que sei é o que me contam. Existindo opiniões contrárias, retiro o que disse.
É possível que tenha existido alguma variação a nível região que justifique opiniões díspares.
Caro João, não quero que retire o que disse, pelo contrário!
Limito-me a expressar a minha sensibilidade, também porque apesar de tudo quero acreditar que a Igreja mantém ainda em muitos pontos do país onde venceu o 'sim' um poder de influência efectiva que poderia ter sido exercido com sucesso se os párocos locais tivessem actuado como em 1998. E se não o fizeram, salvo em meia dúzia de excepções (que eu conheça... posso estar enganado!), presumo que houve orientações superiores que ditaram esse tipo de atitude menos missionária (ou mais demissionária).
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