30.4.07

A oposição de farsa a João Jardim

A oposição de farsa a João Jardim :
"este é mais um exemplo do estilo que os políticos usam quando a questão é João Jardim. Com acusações levianas e habitualmente desmentidas pelas urnas. Ainda na sexta-feira passada, o próprio José Sócrates disse no Parlamento que a Madeira tinha um ambiente de claustrofobia democrática. Se acha isso, devia actuar, como primeiro-ministro. Se não acha, não o devia dizer. E é assim, sem oposição à altura, que Jardim vai ganhar as nonas eleições. E, segundo as sondagens, com mais votos que as anteriores."
Repetir muitas vezes que "Alberto João Jardim é feio e mau..." parece ser o essencial das campanhas eleitorais da oposição.

Como foi uma táctica que falhou nas últimas 8 eleições pode ser que resulte agora. Especialmente se contar com o apoio do Engenheiro Sócrates e da sua reconhecida e ensaiada "convicção".

A oposição esquece-se que não está a fazer campanha para conseguir os votos dos árbitros das elegâncias do Continente (excepto no caso do Manuel Monteiro que parece querer aproveitar as eleições regionais para cair nas boas graças da opinião publicada e bem-pensante).

Meio-metro sul do Tejo > Túnel do Marquês

Derrapagem a metro:
"O primeiro-ministro inaugura hoje o troço inicial do Metro Sul do Tejo... Previa-se que a primeira fase do metro estivesse concluída em Dezembro de 2005... A inauguração de hoje, quase um ano e meio depois do previsto, contempla apenas um pequeno troço desse projecto, sendo que a data apontada para concluir a primeira fase é final de 2008.

... não há data oficial para alargamento da rede ao Fogueteiro e ao Barreiro, que constituem a segunda e terceira fases do projecto.

... Sobre a derrapagem financeira, a auditoria do Tribunal de Contas, divulgada em Janeiro, é elucidativa. Só o custo dos arranjos exteriores disparou 300%...
"
Comparem-se as reacções publicadas a esta inauguração com as reações ao túnel do Marquês ou com as inaugurações feitas por Alberto João Jardim.

Saudades do tempo em que o jornalismo não era comunicação social(ista)

António Ribeiro Ferreira no CM:
"O Partido Socialista sempre quis ter um grupo de Comunicação Social. Está-lhe no sangue... O escândalo da Emaudio, também conhecido como caso do Fax de Macau, arrefeceu as intenções socialistas...

... se a rapaziada socialista deste sítio cada vez mais mal frequentado era incapaz de pôr de pé um grupo de Comunicação Social sólido, Sócrates não hesitou em pedir ajuda aos vizinhos espanhóis...

... E o que faz a Direita lusa, em particular o PSD? Dá gritinhos hipócritas de indignação em vez de pôr mãos à obra. Isto é, ir a Madrid falar com o Partido Popular e encomendar ao fundador e director do ‘El Mundo’ um projecto de um grupo de media assumidamente de Direita e Centro-direita que faça oposição a sério ao domínio socialista, com televisão, rádio e jornais.
"
Eu, pessoalmente, preferia que jornalistas, independentemente da sua cor política, se dedicassem apenas ao jornalismo; já existem demasiados educadores do proletariado e revolucionários culturais.

Nuvens negras no horizonte

No DN libertado, o Prof. César das Neves revela uma verdade muito incoveniente::
"A crise actual resulta de uma espécie de aquecimento global: os nossos salários estão demasiado elevados para a produtividade. Isso derrete a nossa competitividade, leva à extinção de vários sectores, altera o clima das empresas...

... perante os desafios da globalização os Estados europeus têm feito reformas e ajustado as suas economias, enquanto os portugueses se deixam embalar em retóricas enganadoras e direitos adquiridos.

... só recuperaremos a dinâmica económica se reduzirmos o nível salarial e mudarmos a legislação laboral, ajustando-os à realidade. Isso acabará por ser feito, quer queiramos quer não, através das falências, despedimentos, recessão económica. Seria muito mais rápido e saudável se fosse assumido explicitamente e corrigido conscientemente.
"
Nuvens negras no horizonte. Vamos ter mais referendos sobre "questões fracturantes" e outras manobras de diversão com resultados muito pouco divertidos.

My most peculiar Aristocratic Title

My Peculiar Aristocratic Title is:
His Most Noble Lord Joao the Amicable of Withering Glance
Get your Peculiar Aristocratic Title


P.S. Withering Glance é uma referência ao comportamento do meu sitemeter.

29.4.07

A IGREJA e os SISTEMAS ECONÓMICO-SOCIAIS

Post originalmente publicado no Insurgente em 14/03/2005 e que copio para aqui para 'memória futura' e consulta presente.

Se sobre as chamadas “questões fracturantes” é bastante claro que a consciência cristã bem formada não permite a ninguém favorecer, com o próprio voto, a actuação de um programa político ou de uma só lei, onde os conteúdos fundamentais da fé e da moral sejam subvertidos, já no que diz respeito às questões de política económica e social e ao sistema económico os Católicos terão maior liberdade de escolha.

No que diz respeito às questões económicas e sociais, a Igreja propõe a doutrina social da Igreja (Centesimus Annus nº43), que inclui princípios de reflexão e fornece orientações para a acção (Cf. Catecismo nº2423), mas não propõe um sistema concreto; a doutrina social da Igreja não é um ideologia, nem uma 3ª via.

Assim, apesar de uma das últimas “exigências éticas fundamentais e irrenunciáveis” ser“o progresso para uma economia que esteja ao serviço da pessoa e do bem comum, no respeito da justiça social, do princípio da solidariedade humana e do de subsidariedade”, o Papa é o primeiro a referir que a “Igreja não tem modelos a propor(Centesimus Annus nº43).

Se não tem modelos a propor, muito menos terá neste âmbito preferências partidárias (excepto nalgumas situações mencionadas no parágrafo seguinte). “No plano da militância política concreta, há que ter presente que o carácter contingente de algumas escolhas em matéria social, o facto de muitas vezes a possibilidade de interpretar de maneira diferente alguns princípios basilares da teoria política, bem como a complexidade técnica de grande parte dos problemas políticos, explicam o facto de geralmente poder dar-se uma pluralidade de partidos, dentro dos quais os católicos podem escolher a sua militância” (Cf. Nota Doutrinal sobre algumas questões relativas à participação e comportamento dos católicos na vida política).

De facto, os sistemas económico-sociais reais e concretos nascem no quadro das diversas situações históricas e da tentativa de enfrentar os problemas concretos Centesimus Annus nº43). A Igreja limita-se, em determinadas circunstâncias, a emitir um juízo moral sobre esses sistemas quando os direitos das pessoas ou a salvação das almas o exige (Catecismo nº2420), ajuizando à luz do conjunto da Palavra revelada por Cristo Jesus e com a assistência do Espírito Santo (Catecismo nº2422). Por exemplo, durante o séc. XX:

  • a Igreja rejeitou as ideologias totalitárias e ateias, associadas, nos tempos modernos ao «comunismo» e ao «socialismo» (Catecismo nº2425).
  • Considerou o socialismo, mesmo depois de abandonada a luta de classes e oposição à propriedade privada, incompatível com o Catolicismo (“Whether considered as a doctrine, or an historical fact, or a movement, Socialism, if it remains truly Socialism, even after it has yielded to truth and justice on the points which we have mentioned, cannot be reconciled with the teachings of the Catholic Church because its concept of society itself is utterly foreign to Christian truth.” – Quadragesimo Anno nº117)
  • Condenou o ‘o socialismo cristão’: “Religious socialism, Christian socialism, are contradictory terms; no one can be at the same time a good Catholic and a true socialist.” (Quadragesimo Anno, nº120)
  • Criticou o ‘neoliberalismo’ da américa latina porque, “apoiado numa concepção economicista do homem, considera o lucro e as leis de mercado como parâmetros absolutos a prejuízo da dignidade e do respeito da pessoa e do povo. Por vezes, este sistema transformou-se numa justificação ideológica de algumas atitudes e modos de agir no campo social e político que provocam a marginalização dos mais fracos.” (Ecclesia in America, nº56).


Tendo em conta que para realizar ou garantir uma “economia que esteja ao serviço da pessoa e do bem comum”, são moralmente possíveis diversas estratégias, convirá verificar até que ponto ou em que medida o capitalismo é um sistema económico-social compatível com a doutrina social da Igreja

Pretende-se de seguida identificar o juízo da Doutrina Social da Igreja sobre o Capitalismo actual.

O PAPA e o CAPITALISMO ACTUAL

No Catecismo, logo a seguir à total rejeição do «comunismo» e do «socialismo», pode ler-se que a Igreja “recusou, na prática do «capitalismo», o individualismo e o primado absoluto da lei do mercado sobre o trabalho humano. Regular a economia...só pela lei do mercado é faltar à justiça social, «porque há numerosas necessidades humanas que não podem ser satisfeitas pelo mercado»” (Catecismo nº2425).

Portanto, ao contrário do «comunismo» e do «socialismo» que são rejeitados, o «capitalismo» é parcialmente rejeitado. Ou antes, é rejeitado uma certa forma de «capitalismo»como resulta da leitura da Encíclica Centesimmus Annus.

Na Encíclica Centesimmus Annus (nº42), o Papa distingue dois tipos de capitalismo:
“... pode-se porventura dizer que, após a falência do comunismo, o sistema social vencedor é o capitalismo e que para ele se devem encaminhar os esforços dos Países que procuram reconstruir as suas economias e a sua sociedade? É, porventura, este o modelo que se deve propor aos Países do Terceiro Mundo, que procuram a estrada do verdadeiro progresso económico e civil?

...Se por «capitalismo» se indica um sistema económico que reconhece o papel fundamental e positivo da empresa, do mercado, da propriedade privada e da consequente responsabilidade pelos meios de produção, da livre criatividade humana no sector da economia, a resposta é certamente positiva, embora talvez fosse mais apropriado falar de «economia de empresa», ou de «economia de mercado», ou simplesmente de «economia livre».

Mas se por «capitalismo» se entende um sistema onde a liberdade no sector da economia não está enquadrada num sólido contexto jurídico que a coloque ao serviço da liberdade humana integral e a considere como uma particular dimensão desta liberdade, cujo centro seja ético e religioso, então a resposta é sem dúvida negativa.

Tantas multidões vivem ainda agora em condições de grande miséria material e moral. A queda do sistema comunista, em tantos países, elimina certamente um obstáculo para enfrentar de modo adequado e realístico estes problemas, mas não basta para resolvê-los. Existe até o risco de se difundir uma ideologia radical de tipo capitalista, que se recusa mesmo a tomá-los em conta, considerando a priori condenada ao fracasso toda a tentativa de os encarar e confia fideisticamente a sua solução ao livre desenvolvimento das forças de mercado.”
Alguns autores referem-se estes dois modelos distinguindo entre ‘economia de mercado’ e ‘sociedade de mercado’.

Em conclusão: (1) o Papa gosta do Capitalismo inserido num estado de direito democrático e envolvido por uma determinada ‘ecossistema’ moral; (2) o Papa não gosta do libertarianismo anarco-capitalismo. Portanto, é perfeitamente compatível com a doutrina a defesa do capitalismo nos termos acima referidos.

Caros Insurgentes, podemos ser Católicos e defensores do Capitalismo. O Capitalismo não será o único sistema compatível com a doutrina social da Igreja – é possível fazer uma leitura ‘social-democrata’ da Encícilia Centesimmus Annus, p.ex. -, mas não foi ‘excomungado’.

A INTERVENÇÃO DO ESTADO NUMA ‘ECONOMIA DE MERCADO’

Será possível identificar na doutrina social da Igreja linhas de orientação quanto ao grau e ao tipo de intervenção do Estado numa ‘economia de mercado’? No contexto de uma economia de mercado, existem formas de intervenção que são incompatíveis com a doutrina ?

Desde logo, o Catecismo alerta para os perigos da excessiva socialização:
”...a socialização também oferece perigos. Uma intervenção exagerada do Estado pode constituir uma ameaça à liberdade e às iniciativas pessoais (Catecismo nº1884)

E para fazer face a estes perigos, a doutrina da Igreja elaborou o princípio dito da subsidiariedade. Este princípio é um dos dois pilares da doutrina social da Igreja, sendo que o outro é o princípio da solidariedade. Segundo o princípio da subsidiariedade:

”... uma sociedade de ordem inferior não deve interferir na vida interna duma sociedade de nível inferior, privando-a das suas competências, mas deve antes apoiá-la, em caso de necessidade, e ajudá-la a coordenar a sua acção com a dos demais componentes sociais com vista ao bem comum” (Catecismo nº1884). “Segundo o princípio da subsidiariedade, nem o estado nem qualquer sociedade mais abrangente devem substituir-se à iniciativa e à responsabilidade das pessoas e dos corpos intermédios” (Catecismo nº1894). “O princípio da subsidiariedade opõe-se a todas as formas de colectivismo e marca os limites da intervenção do Estado. Visa harmonizar as relações entre os indivíduos e as sociedades...” (Catecismo nº1885)

Por outro lado, o Papa identifica 5 funções diferentes para o Estado numa economia de mercado:

  1. Como resulta da anterior citação sobre o Capitalismo, uma das principais funções que o Estado deve desempenhar na economia é a criação e/ou manutenção de um enquadramento institucional, jurídico e político que garanta a liberdade individual e a propriedade, além de uma moeda estável e serviços públicos eficientes (Centesimmus Annus nº48).

    Para quem não seja anarquista, esta função não será excessivamente polémica.
  2. ”Uma outra função, é a de vigiar e orientar o exercício dos direitos humanos, no sector económico”. Mas neste campo, o Papa alerta para o facto de que a “primeira responsabilidade não é do Estado, mas dos indivíduos e dos diversos grupos e associações em que se articula a sociedade. O Estado não poderia assegurar directamente o direito de todos os cidadãos ao trabalho, sem uma excessiva estruturação da vida económica e restrição da livre iniciativa dos indivíduos. Contudo isto não significa que ele não tenha qualquer competência neste âmbito, como afirmaram aqueles que defendiam uma ausência completa de regras na esfera económica. Pelo contrário, o Estado tem o dever de secundar a actividade das empresas, criando as condições que garantam ocasiões de trabalho, estimulando-a onde for insuficiente e apoiando-a nos momentos de crise.” (Centesimmus Annus nº48)).

    A formulação desta função do Estado exclui aqueles que consideram que o Estado é responsável por arranjar emprego para todos, e todos aqueles que acham que o mercado de trabalho deve ser completamente desregulamentado e que a intervenção do Estado na economia em momentos de crise não deve existir. Dentro destes limites, existe espaço para um conjunto de políticas variadas - mais liberais ou mais intervencionistas -, mas, há partida, todas seriam compatíveis com a doutrina.

  3. ”O Estado tem também o direito de intervir quando situações particulares de monopólio criem atrasos ou obstáculos ao desenvolvimento” (Centesimmus Annus nº48)) .

    Uma ‘política de regulação e concorrência’ não é incompatível com a doutrina. Mas a Encíclica fala de ‘direito’ e não de obrigação, pelo que existem outras formas de actuação que, aparentemente, seriam igualmente compatíveis com a doutrina.

  4. O Papa refere igualmente que o Estado “pode desempenhar” o que designa por funções de suplência: intervenções “em situações excepcionais, quando sectores sociais ou sistemas de empresas, demasiado débeis ou em vias de formação, se mostram inadequados à sua missão. Estas intervenções de suplência, justificadas por urgentes razões que se prendem com o bem comum, devem ser, quanto possível, limitadas no tempo, para não retirar permanentemente aos mencionados sectores e sistemas de empresas as competências que lhes são próprias e para não ampliar excessivamente o âmbito da intervenção estatal, tornando-se prejudicial tanto à liberdade económica como à civil” (Centesimmus Annus nº48)) .

    De novo, a possibilidade de desempenhar este tipo de funções não é incompatível com a doutrina, embora, aparentemente, não sejam obrigatórias (“pode desempenhar”). O desempenho deste tipo de funções justificadas por “razões urgentes” é rodeado por um conjunto de restrições associados à garantia da liberdade.

  5. Um outro conjunto de funções do Estado são as ‘funções sociais’. Dedica-se a próxima secção a este tipo de políticas.


A CRÍTICA do ‘WELFARE STATE’ e o ELOGIO DA SOCIEDADE CIVIL

Ao referir-se às funções sociais, o Papa critica de imediato o ‘Welfare State’:
”Assistiu-se, nos últimos anos, a um vasto alargamento dessa esfera de intervenção, o que levou a constituir, de algum modo, um novo tipo de estado, o «Estado do bem-estar». Esta alteração deu-se em alguns Países, para responder de modo mais adequado a muitas necessidades e carências, dando remédio a formas de pobreza e privação indignas da pessoa humana. Não faltaram, porém, excessos e abusos que provocaram, especialmente nos anos mais recentes, fortes críticas ao Estado do bem-estar, qualificado como «Estado assistencial». As anomalias e defeitos, no Estado assistencial, derivam de uma inadequada compreensão das suas próprias tarefas. Também neste âmbito, se deve respeitar o princípio de subsidiariedade: uma sociedade de ordem superior não deve interferir na vida interna de uma sociedade de ordem inferior, privando-a das suas competências, mas deve antes apoiá-la em caso de necessidade e ajudá-la a coordenar a sua acção com a das outras componentes sociais, tendo em vista o bem comum.

Ao intervir directamente, irresponsabilizando a sociedade, o Estado assistencial provoca a perda de energias humanas e o aumento exagerado do sector estatal, dominando mais por lógicas burocráticas do que pela preocupação de servir os usuários com um acréscimo enorme das despesas. De facto, parece conhecer melhor a necessidade e ser mais capaz de satisfazê-la quem a ela está mais vizinho e vai ao encontro do necessitado. Acrescente-se que, frequentemente, um certo tipo de necessidades requer uma resposta que não seja apenas material, mas que saiba compreender nelas a exigência humana mais profunda. Pense-se na condição dos refugiados, emigrantes, anciãos ou doentes e em todas as diversas formas que exigem assistência, como no caso dos toxicómanos: todas estas são pessoas que podem ser ajudadas eficazmente apenas por quem lhes ofereça, além dos cuidados necessários, um apoio sinceramente fraterno.” (Centesimmus Annus nº48)).
Esta crítica é positivamente ‘neoliberal’...

Mas então, qual é a solução não estatal que é compatível com a doutrina ?

É a sociedade civil:
” O indivíduo é hoje muitas vezes sufocado entre os dois pólos: o Estado e o mercado. Às vezes dá a impressão de que ele existe apenas como produtor e consumidor de mercadorias ou então como objecto da administração do Estado, esquecendo-se que a convivência entre os homens não se reduz ao mercado nem ao estado...” (Centesimmus Annus nº49)
O Papa refere um conjunto de instituições que deverão assegurar o cumprimento destas funções eventualmente com o auxílio do Estado:
  • A Igreja.
  • A Família.
  • Outras sociedades intermédias que constróem específicas redes de solidariedade.
Logo, pretender que a assistência aos pobres ou a resoluções dos problemas sociais seja realizada exclusivamente ou mesmo maioritariamente pelo Estado, não é compatível com a doutrina, visto que não cumpre os seus objectivos de solidariedade e viola o princípio da subsidiariedade.

The sad side of gay parenting


[Obrigado]

27.4.07

Esta é a Santa Zita que não acabou os estudos...

Hoje a Igreja celebra Santa Zita, virgem, +1278:
"Santa Zita nasceu em 1218, em Monsagrati, nos arredores da cidade de Lucca. Filha de camponeses, aos 12 anos foi trabalhar como empregada doméstica na casa de uma rica família. Perguntava-se sempre a si mesma: "Isto agrada ao Senhor?" Ou: "Isto desagrada a Jesus?" Foi-lhe confiado o encargo de distribuir as esmolas cada sexta-feira. E dava do seu pouco, da sua comida, das suas roupas, daquilo que possuía, das suas parcas economias. Dizem que um dia foi surpreendida enquanto socorria os necessitados. Mas no seu avental o que era alimento converteu-se em flores. Por 60 anos foi doméstica. Na hora da morte tinha ajoelhada a seus pés toda a família Fatinelli, a quem servira toda a vida. Partiu para o Céu no dia 27 de Abril de 1278. Pio XII proclamou-a padroeira das empregadas domésticas do mundo inteiro."

26.4.07

A Islamização da Europa ?

  • The Young, the Fertile, and the Ambitious - Author Philip Jenkins discusses the demographic trends and religious movements that the elite don't notice.

    • ...by American standards Muslim minorities in Europe are not going to be that huge. The other big issue is that when people talk about Muslim minorities, they automatically assume that everyone of Muslim background is going to continue to be a dyed-in-the-wool, hardcore Muslim in Europe.

      There's a lot of evidence that they're not. If you look at Algerian people in France, they have a strong sense of ethnic identity, but there's quite a low level of religious observance... there's a small and potentially very dangerous hardcore of quite extreme Islamists, and you'd have to be a fool to ignore that. But the majority of people are very happy to assimilate to some kind of French or Dutch or German identity.

    • ...birthrates have leveled off in some countries that most readers wouldn't expect. Between 1986 and 2000, average births per woman in Iran have fallen from 6 to 2, which is slightly lower than the replacement rate of 2.1. Indeed, birthrates almost everywhere are plummeting... across the Middle East. The Middle East in the last 15 years is going through the great demographic transition and that is one of the great facts in world politics. What it should mean is that in about 15 years these countries should be vastly more stable. The next 15 years could be a very rocky ride, but the long-term trend is to underpopulation.


  • The Much Exaggerated Death of Europe, Richard John Neuhaus

    Jenkins urges the reader to keep things in historical perspective. Remember 1798, possibly “the worst single moment” in the history of Christianity in Western Europe. The Catholic Church was severely persecuted; deist and other anti-Christian movements were on the clear ascendancy; revolutionary armies seized Pius VI and carried him into exile, signaling to many the end of the papacy and the Catholic Church. But then followed the worldwide missionary movement of the nineteenth century, the second evangelical revival, and the Catholic devotional revolution. “Nothing drives activists and reformers more powerfully than the sense that their faith is about to perish in their homelands and that they urgently need to make up for these losses farther afield, whether overseas or among the previously neglected lost sheep at home. . . . Death and resurrection are not just fundamental doctrines of Christianity; they represent a historical model of the religion’s structure and development.”

    (inclui críticas às teses de Phillip Jenkins)

  • European multicultural boondoggle. Islamists create parallel culture.

24.4.07

Vatican: Gay marriage evil, abortion terrorism

Archbishop Angelo Amato, secretary of the Congregation for the Doctrine of the Faith:
... newspapers and television bulletins often seemed like "a perverse film about evil." He denounced "evils that remain almost invisible" because the media presented them as "expression of human progress."

He listed these as abortion clinics, which he called "slaughterhouses of human beings," euthanasia, and "parliaments of so-called civilized nations where laws contrary to the nature of the human being are being promulgated, such as the approval of marriage between people of the same sex ..."

... After denouncing "abominable terrorism" such as that carried out by suicide bombers, he condemned what he called "terrorism with a human face," and accused the media of manipulating language "to hide the tragic reality of the facts."

"For example, abortion is called 'voluntary interruption of pregnancy' and not the killing of a defenseless human being, an abortion clinic is given a harmless, even attractive, name: 'centre for reproductive health' and euthanasia is blandly called 'death with dignity'," he said in his address.
Pastores dabo vobis ...

Cristianismo Vs Budismo

  • Christ claimed to be the one and only true God who came to suffer, die, and rise again, establishing a unique and everlasting covenant with man. Buddha is believed to be one of many thatãgata (thus-come-one). The historic Buddha is just one of several thatãgata who come in various ages to teach man that life is an illusion and to strip away human desires and attachments.

  • Christ taught that He is "the Way, the Truth, and the Life." Buddha teaches that every person must find their own path to enlightenment, or nirvana, the extinction of self.

  • Christ preached the reality of sin, the nature of God the Father, and the need for repentance and salvation. Buddha preached the untenable nature of existence and the means to escape suffering.

  • Christ taught that God is completely Other, but also taught that God wishes to share His divine life, given through the Son by the power of the Holy Spirit. Buddha taught individuality must perish and that everything is One.

  • Christ established a Church, with a structure of authority, based on His words and Person. Buddha left a teaching in which each person must find his own path.

  • Christ rose from the dead, once and for all, and is returning as King of Kings. He claimed divinity by saying, "Truly, truly, I say to you, before Abraham was born, I am." (John, 8:58). For Buddhists, Buddha is a model, regardless of whether or not he was a historical person. Buddha suggests that, "There is no 'I'; there is no 'self'." At his death, when he experienced pari-nirvana, or "final extinction," he stated that the question of the afterlife was, "not conducive to edification." What's important is that man escapes desire by being extinguished.

22.4.07

«Eu renovo todas as coisas»

No próximo dia 30 de abril, a Igreja celebra S. Pio V, o Papa que, entre outras coisas, promulgou o Missal Romano que condficou a chamada Missa Tridentina.

Especula-se que será nessa data que o Papa irá finalmente publicar o seu Motu Proprio liberalizando o uso da Missa Trindentina.

Alguns questionam os efeitos práticos desta medida. Por um lado, os Sacerdotes não estão preparados para celebrar de acordo com o Missal de 1962. Por outro lado, a arquitectura de algumas Igrejas mais recentes não se presta à celebração da Missa de S. Pio V. E depois temos ainda a questão da ignorância dos fiéis mais jovens.

Está bem.

O vídeo seguinte demonstra, no entanto, que a questão da arquitectura das Igrejas modernas não tem de ser um obstáculo à celebração desta Missa.

Este filme passa-se numa Igreja francesa na qual a FSSP-Fraternidade Sacerdotal de S. Pedro está autorizada a celebrar algumas Missas de acordo com Missal de 1962.

Os retornados

Na última edição da La Civilità Cattolica, descobre-se que, nos últimos 35 anos, cerca de 57.000 sacerdotes abandonaram as suas responsabilidades pastorais para se casaram (em média, 1600 por ano).

Mas, curiosamente, cerca de 11.200 destes - 20% ou 1 em cada 5 - demonstraram insatisfação com as suas novas vidas e solicitaram o retorno à sua anterior condição.

De acordo com o Anuário Pontífico 2006, em 2004 existiam cerca de 406.000 sacerdotes em todo o Mundo. O número de candidatos ao sacerdócio foi, nesse ano, de cerca de 113.000.

Os sacerdotes que abandonarm definitivamente o seu ministério para se casarem representam assim 11% do total de sacerdotes.

UPDATE:

O número de sacerdotes que abandonam o sacerdócio para se casarem tem desacelarado nos últimos anos: entre 2000 e 2004 foram menos de 5.400, ou cerca de 1.080 por ano.

21.4.07

Até os Sacerdotes !

A primeira leitura deste Sábado é do Livro dos Actos dos Apóstolos. A dada altura lê-se (Act. 6, 7):
"A palavra de Deus ia-se divulgando cada vez mais; o número dos discípulos aumentava consideravelmente em Jerusalém e também obedecia à fé grande número de sacerdotes."
Até os Sacerdotes !

Não todos, é claro, apenas um "grande número" deles. Mas, claramente, a Deus tudo é possível.

P.S. Post dedicado a todos os Sacerdotes que escrevem no DN e no Público ao fim-de-semana.

[Roubado daqui]

19.4.07

D. Javier Echevarría no Público: "Nos 80 anos do Papa Bento XVI"

"No 80º aniversário do Santo Padre, o desejo é de lhe agradecer a ajuda com que nos leva a apreciar a beleza da vida cristã, e a recordar a alegria e a liberdade de ser fiéis aos preceitos divinos. Gratidão, ainda, por nos alentar a colocar a caridade no centro do nosso agir.

... Este aniversário constitui um convite a rezar e a oferecer sacrifícios pela sua pessoa e intenções, de maneira que o Papa sinta a comunhão da Igreja inteira, no empenho por progredir na missão confiada a todos pelo Senhor."

18.4.07

I am not crying [Inglês Técnico]

"... a 76-year-old [holocaust] survivor sacrificed his life to save his students in Monday's shooting at Virginia Tech College that left 33 dead and over two dozen wounded.

Professor Liviu Librescu, 76, threw himself in front of the shooter when the man attempted to enter his classroom. The Israeli mechanics and engineering lecturer was shot to death, "but all the students lived - because of him," ...

... [he] immigrated to Israel from Romania in 1978. They then moved to Virginia in 1986 for his sabbatical and had stayed since then"

Supreme Court Bans Partial-Birth Abortion

"...The outcome is likely to spur efforts at the state level to place more restrictions on abortions".
E assim, devagarinho, um passo de cada vez, chegaremos um dia ao Reino de Granada.

17.4.07

Havia um pastorzinho que andava a pastorar...

D. Fernando Arêas Rifan é Bispo e Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal S. João Baptista Maria Vianney cujos limites territoriais coincidem com a Diocese de Campos, no Brasil.

Esta Administração Apostólica foi criada na sequência do re-estabelecimento da comunhão plena entre os tradicionalistas 'Padres de Campos', ex-alidos da SSPX do Msgr. Lefebvre, e a Igreja.

D. Fernando publicou recentemente uma Orientação Pastoral "sobre o Magistério Vivo da Igreja" na qual trata das principais objecções levantadas pelos tradicionalistas radicais.

Pessoalmente, pareceu-me muito útil, sobretudo, o tratamento das questões relacionadas com o ecumenismo e a liberdade religiosa no contexto do Concílio Vaticano II. Comprova-se que se mantêm os ensinamentos milenares da Igreja sobre estas matérias.

Para além da evidente utilidade deste texto para o diálogo com aqueles que não querem aceitar o último Concílio, os argumentos apresentados podem igualmente ser utilizados com proveito nas discussões com "os outros" que defendem que o Concílio representou uma ruptura com o passado e com a Tradição. Os extremos tocam-se...

É leitura aconselhada para os momentos de desilusão, desespero e tentação.


P.S. Anteriormente, D. Fernando fez publicar um Catecismo sobre o Papa e o Magistério da Igreja em formato de pergunta e resposta ! (É escandaloso ! Por este andar os fiéis da Administração Apostólica arriscam-se a ficar a conhecer a Doutrina).

16.4.07

15.4.07

Ecrasons L'Infame ?

"These days, some contend that a world without Christian restraints would be more egalitarian, less violent, and more individualistic. But for those with a historical sense, Rome shows that another alternative is more likely. The classical world was not all marble columns and noble rhetoric. It was a world where the strong ruled, and those who could not conquer were themselves conquered. Far from being egalitarian, the only clear rule was inequality: between masters and slaves, husbands and wives, or plebeians and patricians. Those wishing to reject the West’s Christian heritage should take a hard look at what that world was like."
Evidente ! Nem valia a pena recuar tantos séculos para chegar a esta conclusão. Basta olhar à nossa volta.

13.4.07

A SIC vai enganar os seus tele-espectadores

Há cerca de dois meses, o Discovery Channel emitiu um documentário - "The Lost Tomb of Jesus" - sobre a alegada descoberta do túmulo da família de Jesus, em Jerusalém.

O documentário em causa foi produzido e realizado pelo premiado cineasta James Cameron e recorria ao depoimento de vários especialistas que pareciam corroborar a tese defendida: o túmulo e as ossadas encontradas pertenciam a Jesus e à sua família.

Logo que surgiu a notícia da emissão deste documentário, vários arqueólogos, nomeadamente, aqueles que tinham estado envolvidos nas escavações do referido túmulo, vieram a público desmentir a alegada descoberta:
"Amos Kloner, the first archaeologist to examine the site, said the idea fails to hold up by archaeological standards but makes for profitable television."They just want to get money for it," Kloner said."
Aliás, conclui-se logo nessa altura que a descoberta em causa não era original. A BBC tinha feito um programa sobre estas mesmas ossadas em 1996 !

Posteriormente, o Wall Street Journal (Edição de 09/03/2007), contactou um dos especialistas cuja análise constituia um dos pilares da tese apresentada: uma análise estatística que parecia concluir que a probabilidade do túmulo em causa não ser o túmulo da família de Jesus era muito reduzida. O analista em causa, confrontado pelo Wall Street Journal, concluiu que a informação de base utilizada de boa-fé nos seus cálculos (e fornecida pelos produtores do programa) não tinha a qualidade desejável, facto que colocava em causa a conclusão retirada.

Mais recentemente, Stephen Pfann da Univerdade da Terra Santa em Jerusalém, publicou uma investigação intitulada "Cracks in the Foundation: How the Lost Tomb of Jesus story is losing its scholarly support" (este estudo é citado, p.ex., no Jerusalem Post de 09/04/2007). De acordo com os depoimentos recolhidos por este investigador, os especialistas citados no documentário afirmam que se enganaram ou que foram mal citados:
"...The most startling change of opinion featured in the 16-page paper is that of University of Toronto statistician Professor Andrey Feuerverger, who stated those 600 to one odds in the film. Feuerverger now says that these referred to the probability of a cluster of such names appearing together.

...Shimon Gibson, who was part of the team that excavated the tomb two and half decades ago and who appeared in the film, is quoted in Pfann's report as saying he doubted the site was the tomb of Jesus and his family.
"Personally, I'm skeptical that this is the tomb of Jesus and I made this point very clear to the filmmakers," Gibson is quoted as saying.

... In the film, renowned epigrapher Prof. Frank Moore Cross, professor emeritus of Hebrew and oriental languages at Harvard University, is seen reading one of the ossuaries and stating that he has "no real doubt" that it reads "Jesus son of Joseph." But according to Pfann, Cross said in an e-mail that he was skeptical about the film's claims, not because of a misreading of the ossuary, but because of the ubiquity of Biblical names in that period in Jerusalem.

... The paper also notes that DNA scientist Dr. Carney Matheson, who supervised DNA testing carried out for the film from the supposed Jesus and Mary Magdalene ossuaries, and who said in the documentary that "these two individuals, if they were unrelated, would most likely be husband and wife," later said that "the only conclusions we made were that these two sets were not maternally related. To me, it sounds like absolutely nothing."

... a specialist in ancient apocryphal text, Professor Francois Bovon, who is quoted in the film as saying the enigmatic ossuary inscription "Mariamne" is the same woman known as Mary Magdalene - one of the filmmakers' critical arguments - issued a disclaimer stating that he did not believe that "Mariamne" stood for Mary of Magdalene at all."
Tendo em conta as críticas e refutações vindas a público, o Discovery Channel decidiu não voltar a retransmitir este documentário.

No entanto, a SIC prepara-se para transmitir adquiriu os direitos exclusivos para Portugal do documentário de James Cameron e vai exibi-lo no próximo domingo, dia 15, depois do Jornal da Noite.

Porque razão vai a SIC transmitir um documentário cuja tese foi já refutada publicamente ? Porque razão pretende a SIC induzir os seus teleespectadores em erro ?


Confrontado com os erros, o Discovery Channel deixou de emitir o documentário sobre o suposto "túmulo de Jesus"

No anterior post, mencionaram-se os desmentidos dos 'especialistas' citados no documentário "O túmulo perdido de Jesus". O Discovery Channel, depois de ter sido confrontada com esses e outros factos que colocavam em causa a credibilidade da tese defendida, decidiram deixar de retransmitir o dito documentário:
"Last month, the Discovery Channel aired James Cameron’s documentary on the “Jesus Family Tomb,” claiming the discovery of a tomb with ossuaries bearing the names of Jesus, Mary Magdalene, and “Judah son of Jesus.”

Scholars and archaeologists disproved Cameron’s findings, saying that the text on the Mary Magdalene ossuary actually read “Mary and Martha,” and that the tomb was more than likely the tomb of St. Paul’s friend, another Jesus, who was also known as Justus, son of Joseph. Following the revelation, Discovery pulled its planned repeat of the program.
"
Em Portugal, a SIC vai emitir este documentário no próximo Domingo...

12.4.07

O túmulo de Jesus - Especialistas ouvidos pelo Discovery Channel dizem que se enganaram ou foram 'mal citados'

O documentário do Discovery Channel sobre o suposto túmulo de Jesus (anteriormente, mencionado aqui e aqui), incluia depoimentos de vários 'especialistas' que corroboravam as conclusões do programa.

Entretanto, esses mesmos especialistas voltam atrás e já dizem que, afinal, estavam enganados:
"...The most startling change of opinion featured in the 16-page paper is that of University of Toronto statistician Professor Andrey Feuerverger, who stated those 600 to one odds in the film. Feuerverger now says that these referred to the probability of a cluster of such names appearing together.

... Shimon Gibson, who was part of the team that excavated the tomb two and half decades ago and who appeared in the film...
[said:] "Personally, I'm skeptical that this is the tomb of Jesus and I made this point very clear to the filmmakers," Gibson is quoted as saying...

... In the film, renowned epigrapher Prof. Frank Moore Cross, professor emeritus of Hebrew and oriental languages at Harvard University, is seen reading one of the ossuaries and stating that he has "no real doubt" that it reads "Jesus son of Joseph." But ... Cross said in an e-mail that ..."It has been reckoned that 25 percent of feminine names in this period were Maria/Miriam, etc. - that is, variants of 'Mary.' So the cited statistics are unpersuasive. You know the saying: lies, damned lies, and statistics," ...

The paper also notes that DNA scientist Dr. Carney Matheson, who supervised DNA testing carried out for the film from the supposed Jesus and Mary Magdalene ossuaries, and who said in the documentary that "these two individuals, if they were unrelated, would most likely be husband and wife," later said that "the only conclusions we made were that these two sets were not maternally related. To me, it sounds like absolutely nothing."

... a specialist in ancient apocryphal text, Professor Francois Bovon, who is quoted in the film as saying the enigmatic ossuary inscription "Mariamne" is the same woman known as Mary Magdalene - one of the filmmakers' critical arguments - issued a disclaimer stating that he did not believe that "Mariamne" stood for Mary of Magdalene at all...
"

10.4.07

Presidente promulga nova lei da despenalização do aborto

Já anteriormente tinha promulgado a lei da chamada 'procriação medicamente assistida', apesar da 'golpada na AR' e apesar de considerar que a Lei em causa não garantia «a protecção efectiva da vida humana embrionária».

Agora promulgou a Lei do Aborto, apesar de ter apelado a "soluções de bom senso, equilibradas e ponderadas" e de ter aconselhado o Parlamento a analisar as "boas práticas" existentes nos países desenvolvidos da União Europeia."

Começa a esboçar-se uma tendência: O Sr. Presidente da República demonstra sempre algum horror face à gritaria da populaça, mas acaba por lavar as mãos.

São boas notícias para o Eng. Sócrates. O cão ladra mas não morde. Não será daqui que virão os problemas.


P.S. Na carta que enviou à AR, Cavaco reconhece que a Lei é mázinha e que o Parlamento, na prática, fez orelhas moucas aos pedidos públicos do PR. Mas isso não impede que o PR promulgue a Lei.

Aquando da promulgação da lei da 'PMA,' Cavaco também enviou à AR uma carta cheia de boas intenções. Os resultados práticos foram nulos.

Assim se vê a força deste PR.


9.4.07

Good News, Bad News: Evangelization, Conversion and the Crisis of Faith

by Fr. C. John McCloskey and Russell Shaw

  1. O capítulo introdutório do livro está disponível aqui.

  2. Algumas notas sobre os autores:

    • Fr. John McCloskey has become a famous "convert maker" in the powerful corridors close to the White House. Having run the Catholic Information Center in the heart of Washington, DC from 1998 to 2004, McCloskey had direct contact with numerous well-known and lesser-known Washington figures. Among well-known Catholic converts instructed by Fr. McCloskey are Senator Sam Brownback, publisher Alfred Regnery, Dr. Bernard Nathanson, journalist Robert Novak and many others.

    • This work is a joint effort of McCloskey and Russell Shaw, the widely read Catholic author, speaker, and former communications director for the U.S. bishops. Drawing on moving, firsthand accounts of conversions, this book combines personal testimony, solid theology, and effective methods of communicating the Catholic Faith.
    ~

  3. Comentários:

    • Robert D. Novak, Syndicated Columnist:
      "From personal experience, I can testify that Father C. John McCloskey is one of America's great Catholic evangelizers. This book is a unique, fascinating guide of how and why to convert, and it should be must reading for all Catholics."

    • Scott Hahn, author Rome Sweet Home:
      "Through their friendship and their family life, Catholics converted the Roman Empire, on person at a time. This book shows you how it was done--and how it's still done today. It's a book that can change the world all over again."
P.S. No final de 2003, eu li este artigo do Pe. McCloskey. Na altura, eu não sabia que ele era do Opus Dei. Nem sabia o que era o Plano de Vida.

Conto de Páscoa

No DN libertado mas ainda não livre, o Prof. César das Neves continua a lutar ainda e sempre contra o invasor.

Liberalização do consumo de drogas

O The Independent foi assaltado pela realidade e a ideologia deu lugar ao bom senso:
"...startling in its way is an apology that appeared on the front page of the British weekly, The Independent on Sunday...: Cannabis: An apology. The leading article went on to declare that, in the face of new evidence about the harm the drug is doing, the paper has reversed its 10-year campaign for decriminalisation.

... Amongst the evidence it took into account is the following:

* More than 22,000 people were treated in the UK last year for cannabis addiction, and almost half of those were under 18.

* The cannabis smoked by the majority of young Britons (and others) today -- known as "skunk" -- is 25 times stronger than traditional resin or "grass".

* New research shows today's cannabis is more dangerous than LSD or ecstasy.

* There is strong evidence that cannabis causes or aggravates psychosis in vulnerable individuals -- an expert estimates that at least 25,000 of the 250,000 schizophrenics in the UK could have avoided the illness if they had not used the drug.

* At the current rate of use the burden of mental illness among young people can only get worse.
"
Não havia necessidade.

Se os editores do Independent tivessem lido o Catecismo talvez não fossem agora responsáveis morais pelos males que afligem o seu país:
"2291 The use of drugs inflicts very grave damage on human health and life. Their use, except on strictly therapeutic grounds, is a grave offense.

Clandestine production of and trafficking in drugs are scandalous practices. They constitute direct co-operation in evil, since they encourage people to practices gravely contrary to the moral law."


P.S. Hoje mesmo li um texto que, apesar de escrito num contexto diverso, se aplica a esta situação:
"Não duvideis, meus filhos: qualquer forma de evasão das honestas realidades diárias é, para vós, homens e mulheres do mundo, coisa oposta à vontade de Deus...

... Não sabíeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que recebestes de Deus, e que não vos pertenceis?
[I Cor 6, 19]. ...uma coisa tão material como o meu corpo foi escolhida pelo Espírito Santo para estabelecer a Sua morada...; já não me pertenço...; o meu corpo e a minha alma - o meu ser inteiro - são de Deus... glorificai a Deus no vosso corpo [I Cor 6, 20]".
Verdadeiramente (contra-)Revolucionário.

5.4.07

Cuidados de higiene

«Se Eu não te lavar, nada terás a haver comigo»(Jo 13, 8).

«Compreendeis o que vos fiz? Vós chamais-me 'o Mestre' e 'o Senhor', e dizeis bem, porque o sou. Ora, se Eu, o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros» (Jo 13, 13-14).

4.4.07

Will He Rise Again In Europe Too?

"Something unexpected is happening in Europe. Signs of a re-awakening of the Christian faith are slowly cropping up."

A liberdade como parteira da tirania

"… Pouco importa… que cada participante do debate público se nomeie a si próprio como “liberal” ou “conservador”; o que interessa é saber a posição de cada um no confronto entre o substantivismo tradicional e o formalismo moderno. Do ponto de vista da economia, a diferença é mínima, pois ambos defendem a economia de mercado. A diferença aparece é em tudo o mais.

Ora, desde que a influência de Lukács, da Escola de Franckfurt e de Antônio Gramsci adquiriu predomínio na formulação estratégica do movimento esquerdista internacional, foi justamente esse “tudo o mais” que veio para o centro da luta política, enquanto a socialização dos meios de produção era deixada para o dia de são nunca… [porque, de um lado, o fracasso econômico do socialismo se tornou demasiado evidente …; e, de outro lado, o sucesso cultural do esquerdismo era garantido pela própria expansão capitalista, que… fazia crescer ilimitadamente a classe revolucionária por excelência, isto é, a “intelectualidade...]

É justamente essa imensa transformação da esquerda mundial que, hoje, obriga os seus opositores a tomar posição antes em função da guerra cultural do que das questões econômicas.

E aí o formalismo liberal, por mais que se proclame inimigo do comunismo, se torna um instrumento da estratégia esquerdista através do apoio que presta a slogans e bandeiras que lhe pareçam “ampliar a democracia” por meio do aumento das liberdades e direitos concedidos a cada novo grupo militante e reivindicante. Como essa expansão dos direitos se faz através de novas legislações, e a aplicação delas exige a criação de novos órgãos jurídico-administrativos especializados, o resultado é a intervenção cada vez maior do Estado na vida dos cidadãos. Uma vez mais, a liberdade vazia é a parteira da ditadura.

… O pensamento formalista, não podendo afirmar valores substantivos, apega-se ao ícone da “liberdade”, mas, sem o amparo nas virtudes, é a liberdade de mercado que se torna o modelo de todas as demais liberdades. Daí a tendência a sacrificar em prol do mercado os próprios valores que o possibilitam, na esperança louca de que ele volte a criá-los por mágica…
"

Pope says rich nations "plundered" Third World

O Corriere dela Sera publica um excerto do novo livro do Papa sobre a Vida de Jesus. O livro será publicado no próximo dia 16/4. A Reuters trancreve e interpreta.

A transcrição primeiro:
"The current relevance of the parable [of the Good Samaritan] is obvious... If we apply it to the dimensions of globalised society today, we see how the populations of Africa have been plundered and sacked and this concerns us intimately...

... We see how our lifestyle, the history that involved us, has stripped them naked and continues to strip them naked"...

[The Pope also condemns drug trafficking and sexual tourism, saying they are signs of a world brimming with "people who are empty" yet living among abundant material goods.]

"Instead of giving them God, the God close to us in Christ, and welcoming in their traditions all that is precious and great ... we have brought them the cynicism of a world without God, where only power and profit count... We destroyed (their) moral criteria to the point that corruption and a lust for power devoid of scruples have become obvious."
A Reuters interpreta estas últimas linhas da seguinte forma:
"[this] could be seen as a strong self-criticism of the Roman Catholic Church, whose missionary activities often went hand-in-glove with colonialism."
Vê-se que têm estudos...

O excerto disponível no site do Corriere dela Sera não destaca os parágrafos seleccionados pela Reuters:
«(...)Se la domanda fosse stata: «È anche il samaritano mio prossimo?», allora nella situazione data la risposta sarebbe stata un «no» piuttosto netto. Ma ecco, Gesù capovolge la questione: il samaritano, il forestiero, si fa egli stesso prossimo e mi mostra che io, a partire dal mio intimo, devo imparare l’essere-prossimo e che porto già dentro di me la risposta. Devo diventare una persona che ama, una persona il cui cuore è aperto per lasciarsi turbare di fronte al bisogno dell’altro. Allora trovo il mio prossimo, o meglio: è lui a trovarmi(...)».


PROFECIA: Qualquer semelhança entre o "spin" da Reuters sobre o livro do Papa e a realidade será pura coincidência.

3.4.07

Dignidade da mulher

Porque razão é que o concurso a "bela e o mestre" foi condenado no tribunal da opinião publicada, enquanto que o espectáculo "crazy horse" é, quando muito, ignorado (senão mesmo promovido)?

Discriminação

O PNR conseguiu chegar à primeira página dos jornais e dos telejornais com um único cartaz xenófobo.

Os promotores do "crazy horse" foram obrigados a semear milhares de cartazes pornográficos por todo o país para conseguirem igual feito.

1.4.07

Caro Hugo...

Roma, 28 de Dezembro de 1878

Caro Hugo,

"...socialists, stealing the very Gospel itself with a view to deceive more easily the unwary, have been accustomed to distort it so as to suit their own purposes, nevertheless so great is the difference between their depraved teachings and the most pure doctrine of Christ that none greater could exist...

... in accordance with the teachings of the Gospel, the equality of men consists in this: that all, having inherited the same nature, are called to the same most high dignity of the sons of God, and that,... each one is to be judged by the same law and will receive punishment or reward according to his deserts. The inequality of rights and of power proceeds from the very Author of nature... But the minds of princes and their subjects are, according to Catholic doctrine and precepts, bound up one with the other in such a manner, by mutual duties and rights, that the thirst for power is restrained and the rational ground of obedience made easy, firm, and noble...

... while the socialists would destroy the "right" of property, alleging it to be a human invention altogether opposed to the inborn equality of man, and... argue that poverty should not be peaceably endured, and that the property and privileges of the rich may be rightly invaded, the Church... recognizes the inequality among men, who are born with different powers of body and mind, inequality in actual possession, also, and holds that the right of property and of ownership, which springs from nature itself, must not be touched and stands inviolate. For she knows that stealing and robbery were forbidden in so special a manner by God...

... But not the less on this account does our holy Mother not neglect the care of the poor or omit to provide for their necessities; but, rather, drawing them to her with a mother's embrace, and knowing that they bear the person of Christ Himself, who regards the smallest gift to the poor as a benefit conferred on Himself, holds them in great honor. She does all she can to help them; she provides homes and hospitals where they may be received, nourished, and cared for all the world over and watches over these. She is constantly pressing on the rich that most grave precept to give what remains to the poor; and she holds over their heads the divine sentence that unless they succor the needy they will be repaid by eternal torments.

...who does not see that this is the best method of arranging the old struggle between the rich and poor? For... if this method is rejected or disregarded, one of two things must occur: either the greater portion of the human race will fall back into the vile condition of slavery which so long prevailed among the pagan nations, or human society must continue to be disturbed by constant eruptions, to be disgraced by rapine and strife, as we have had sad witness even in recent times.
"

Cumprimentos,

Leão XIII, Papa


P.S. Quod Apostolici Muneris...