23.5.08

(libertarian) Monsters, Inc.

Pedro Afonso, Médico psiquiatra, in Público, 21/05/2008, p. 45:
"… uma sociedade que defende cada vez mais o relativismo moral, que resvala perigosamente para a ditadura do individualismo, despreza a ética e destrói a noção de culpa, cria condições para florescerem indivíduos anti-sociais. Se penetrarmos um pouco nas mentes de alguns psicopatas, verificamos que se consideram as únicas pessoas importantes e significativas, entendendo como um direito poder dispor dos outros para satisfação dos seus desejos.

Para sustentarem as suas aspirações, recorrem facilmente à racionalização e a teorias fascinantes que dissimulam as suas ambições de poder, e de subjugação do próximo, tendo como objectivo final concretizar as suas depravadas pretensões pessoais. Por outras palavras, existem vários Franz Fritl em estado latente que - tal como as bactérias - só precisam de um hospedeiro e de um ambiente propício para se multiplicar e espalhar a enfermidade.

Vejo por conseguinte com alguma apreensão e cepticismo o experimentalismo legislativo, o radicalismo político e a intolerância religiosa que se manifestam um pouco por todo o lado … há muitos mais psicopatas … ansiosos por terem o seu bunker."
Nós não somos seres heróicos imaculadamente concebidos e capazes de enfrentar sózinhos, apenas recorrendo à nossa razão e à nossa vontade, o mundo e o demónio. É imprescíndivel contar com a ajuda da Graça nos combates da virtude.

É, igualmente, muito aconselhável ordenar as sociedades e os estados de forma a que as suas instituições promovam os comportamentos virtuosos e punam os desvios. As Leis, em particular, não devem servir para racionalizar e desculpar determinados comportamentos (i.e. leis 'fracturantes').

Dizia um aclamado académico que se alguém puder fazer uma determinada asneira sem que ninguém veja e/ou com reduzida probabilidade de ser apanhado e/ou com reduzida probabilidade de ser condenado de forma proporcionada, provavelmente esse alguém vai fazer asneira.

Na realidade, nenhuma das 3 condições enunciadas se concretiza: Deus tudo vê, tudo julgará e tudo retribuirá com infinita Justiça. No dia do juízo final todas as contas ficarão saldadas ... o problema é o entretanto: os trágicos resultados naturais e sobrenaturais do desmantelamento do pouco que resta da Cristandade.

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