25.5.08

O CATECISMO DIÁRIO: O bem e o mal são emanações do instinto de sobrevivência ?

É difícil justificar a existência de um padrão de moralidade objectivo sem recorrer a uma autoridade que esteja para além do próprio homem.

A tentativa de derivar a moral de uma fonte biológica é já antiga e confronta-se com uma dificuldade insolúvel. Como refere C. S. Lewis
"If the Moral Law was one of our instincts, we ought to be able to point to some one impulse inside us which was always what we call "good", always in agreement with the rule of right behaviour.

But you cannot, there is none of our impulses which the Moral Law may not sometimes tells us to suppress, and none which it may not sometimes tell us to encourage...
" (Mere Christianity)
De facto, como refere o Catecismo, estas tentativas de derivar o "ought" do "is" são meras manifestação de materialismo ateu:
"285 Desde os princípios que a fé cristã teve de defrontar-se com respostas, diferentes da sua... [alguns] rejeitam qualquer origem transcendente do mundo e vêem nele o puro jogo duma matéria que teria existido sempre (materialismo).

2126Muitas vezes, o ateísmo funda-se num falso conceito da autonomia humana, levado até à recusa de qualquer dependência em relação a Deus.
Por outro lado, na ânsia de fugir do "jugo leve e e do fardo suave" de Cristo, acaba-se por negar a liberdade humana:
1731 ... a liberdade implica a possibilidade de escolher entre o bem e o mal, e portanto, de crescer na perfeição ou de falhar e pecar. É ela que caracteriza os actos propriamente humanos. Torna-se fonte de louvor ou de censura, de mérito ou de demérito.

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