14.4.09

Convergências à esquerda, unidades fracturantes

As universidades estão em falência técnica e partem para os lay-offs e despedimentos em massa.

Os jornais vão emagrecendo a olhos vistos e começam a cortar para o lado do músculo.

O funcionalismo público - incluindo 'a educação' e 'a cultura' - é vítima da lei de ferro da contabilidade do déficit - o 'neoliberalismo' socratista.

Com os seus terrenos de caça preferidos a regredirem a olhos vistos face ao avanço descontrolado d'"A Crise", como vai a extrema-esquerda pagar a conta da loja Gourmet ? É que o caviar não tem sofrido os efeitos da deflação.

É certo que "A crise" não afectará as castas mais elevadas da extrema-esquerda - "a alta nobreza universitária, invulnerável, subsidiada vitaliciamente em troca de muito pouco trabalho pela sociedade que quer destruir". (E que em último caso beneficia da rede de segurança dos rendimentos da família privilegiada).

O problema será mesmo o "baixo clero da intellingentzia e a pequena burguesia do Estado".

Que fazer ?

Entre a vocação para o call center e o interesse mercenário pelo cargo político bem remunerado, a escolha é fácil.

E é por aqui que surge a necessidade das 'convergências à esquerda'. É que não há rotação parlamentar que consiga alimentar o exército industrial de reserva esquerdista.

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