25.5.09

Deseducação sexual: o ministério da educação é um menino do coro

Prof. João César das Neves, 25/05/2009:
"... A educação política ... é essencial e as escolas devem incluí-la. Mas que pensaria se esses programas lectivos fossem baseados nos projectos de um partido minoritário e extremista, por exemplo o Bloco de Esquerda? Que acharia se na escola as crianças e jovens aprendessem que "a energia deve ser pública" (porque não o pão?), que no meio da crise se deve adoptar a semana de 35 horas e palermices semelhantes? Para não falar na ditadura do proletariado e revolução permanente, escondidas nas suas raízes maoístas e trotskistas. Seria um terrível abuso do sistema educativo.

É exactamente essa infâmia que tem sido cometida nos últimos anos no campo da educação sexual escolar. ...

... tem-se assistido a intensa campanha para coagir a sociedade a seguir alguns princípios, autodenominados de progressistas, justos e livres. Esses princípios são aqueles a que a sociedade até há pouco chamava "porcalhões". As aulas devem mostrar órgãos sexuais às crianças e explicar os detalhes de carícias, coito e contracepção. A masturbação é natural, o impulso sexual deve ser promovido, se praticado com segurança, e há perfeita equivalência entre todas as opções sexuais. Pudor, castidade e matrimónio são disparates.

... são os ... activistas revolucionários que, órfãos dessas antigas lutas político-económicas, vêm agora atacar a instituição familiar com a fúria dos velhos combates laborais. A alcova substituiu a empresa e o direito à greve foi trocado pelo direito ao deboche. Os esquerdistas andam agora paradoxalmente aliados a marialvas e proxenetas.

Em consequência, o Governo, incapaz de resolver desemprego e falências, preocupa- -se com a facilitação do divórcio dos casais e a promoção do casamento de homossexuais. Os ministros, que fizeram explodir o défice, subsidiam abortos e querem distribuir preservativos gratuitos nas escolas...

... Em breve, as posições extremistas contra o matrimónio e a castidade, hoje julgadas indiscutíveis e gritadas com fúria, serão tão cómicas e obsoletas como são as ideias económicas do Bloco de Esquerda, tão respeitadas há 50 anos (altura em que também o PS as defendia). As tolices acabam sempre vencidas. O mal são as vítimas que criam entretanto...."
Esta questão da deseducação sexual nas escolas é grave e insere-se no processo de revolução cultural em curso.

Mas os seus defensores deveriam meditar no insucesso da escola pública na transmissão de conhecimentos menos controversos e mais simples, como sejam a aritmética e a ortografia, e o desinteresse que a mesma escola tem fomentado entre a juventude sobre estes e outros temas académicos. Será quase caso para dizer que, se quiseres que "os jovens" ganhem aversão à matéria "A", bastará solicitar ao Ministério da Educação que opere a sua mágica e insira a dita matéria no programa do ano B como matéria obrigatória e sujeita a avaliação (?).

Caros revolucionários culturais, nestas coisas de "vender" a fornicação, o adultério, a contracepção, o acto anti-natural, a masturbação, a impureza e a imodéstia o sector público demonstrará a sua ineficência e promoverá efeitos inesperados e contrários aos objectivos iniciais. Melhor será deixar a coisa "ao mercado", que tão bons resultados tem conseguido nesta área. A solução é a hollywood capitalista e o complexo pornográfico-industrial; o ministério da educação, neste particular, é um menino do coro.

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