3.6.09

Federação Portuguesa pela Vida questiona partidos concorrentes às eleições europeias

A Federação Portuguesa pela Vida enviou aos partidos concorrentes às eleições europeias um inquérito sobre as questões da vida e da família.

Os resultados deste inquérito encontram-se a circular por e-mail. No entanto, este resumo está incompleto, nomeadamente no que respeita à questão da 'liberdade de voto' dos deputados eleitos.

Consultadas as respostas completas, existe motivo para ter alguma esperança (embora não no MEP). Ao nível dos princípios, PSD, CDS e MPT parecem ter posições coincidentes com a agenda "mais vida, mais família". O MEP, apesar de se ter escusado a responder, parece também, enquanto partido, ter posições similares.

No entanto, existem vários partidos que atribuem aos seus deputados a 'liberdade' de votar contra os princípios que o partido defende e que apresenta aos eleitores !

É, por exemplo, o caso do PSD e do MEP (ver comentários ao post aqui referido). O MPT não responde à questão essencial da 'liberdade' de voto.

Resta o CDS que, no papel, oferece todas as garantias. O CDS foi também o único partido do arco parlamentar que se portou bem no último referendo do aborto, para além de ter mantido na linha o Governo Santana Lopes no que a estas matérias diz respeito. Mas o que é que por lá anda a fazer a Teresa Caeiro ?

6 comentários:

O Corcunda disse...

É caso para dizer que o PSD é um partido de mentirosos. Tem posições no programa que podem ser pisadas pelos senhores deputados.
Uma vergonha! Motivos de esperança?
E liberdade de voto para apoiar o Sócrates, têm?

O partido da Laurindinha, que vê tudo pela positiva, é muito divertido. Tanta sacristia e tão pouco Cristo.

Quanto às perguntas, estranho apenas a pergunta da pena de morte, que vai contra a Doutrina da Igreja. Deve ser mudada a posição da Igreja para que esta seja pró-Vida?

Um abraço

Alma peregrina disse...

Realmente, o MEP foi uma grande desilusão. Estava indeciso entre MEP e o CDS. Parece que já não estou.

Mas, digam-me uma coisa: O CDS não se absteve aquando da aprovação do projecto-lei que iria consagrar a educação sexual como obrigatória?! Talvez houvesse aí alguma manobra política que eu desconheço... mas não percebi.

Pax Christi.

Joao disse...

Pelos vistos o CDS votou contra os projectos do PCP e do BE e absteve-se no caso da proposta do PS:

"O projecto do Partido Socialista, que impõe uma carga ho-rária mínima de 12 horas por ano lectivo dedicada à educação sexual nos ensinos básico e secundário, foi aprovado com os votos favoráveis do Partido Social-Democrata, Partido Comunista Português e Partido Ecologista Os Verdes e com a abstenção do Partido Popular e do Bloco de Esquerda.

O PSD deu liberdade de voto aos seus deputados, tendo Mota Amaral, José Luís Arnaut e Zita Seabra optado pela abstenção.
Os socialistas utilizaram o direito de fixar a agenda parlamentar para discutir o seu projecto de lei, mas permitiram que diplomas do PCP e do BE fossem também votados.

O diploma do PCP, que, segundo os comunistas, serviu de “inspiração” ao projecto socialista, foi aprovado pelo PS, PCP, BE e PEV, com os votos contra do CDS-PP e a abstenção do PSD.

O projecto de lei do BE foi chumbado, com os votos contra do PSD e do CDS-PP e com a abstenção do PS."

Alma peregrina disse...

Pois... mas a minha VERDADEURA questão é: por que o CDS se absteve? Se se tratava de um projecto-lei sobre Educação Sexual OBRIGATÓRIA, como é que o CDS se absteve? Não deveria ter votado contra?!

Joao disse...

Não sei porque razão se absteve.
Mas parece-me que deveria ter votado contra.

Manuel disse...

Só uma candidatura se apresenta a estas eleições europeias como sendo pró-Pátria, pró-Vida e pró-Família, e a única não-internacionalista, não-federalista, não-globalização. Essa candidatura é a lista Nacionalista do PNR liderada por Humberto Nuno Oliveira. Não votar não é protestar, a abstenção é a arma dos políticos do sistema, que preferem ter os cidadãos longe da política.