9.6.09

O Saramago foi feito à imagem de Deus; o Berlusconi também, mas como é 'de direita' ...

Unanimidade Nacional, Pe Nuno Serras Pereira, 08. 06. 2009:
"Se eu escrevesse – “o político abortófilo é uma coisa parecida com um ser humano. Esta coisa, esta enfermidade, este vírus ameaça ser a morte moral do país de Nossa Senhora de Fátima se um vómito profundo não o conseguir arrancar da consciência dos portugueses, antes que o veneno acabe corroendo as veias e acabe destroçando o coração de um dos países mais humanos e católicos da Europa” – seria imediatamente lapidado por uma torrente furiosa de emails, de exortações, admoestações, repreensões, tudo em nome da caridade, a que teria faltado. Professores de teologia e outros católicos empenhados voltariam a falar com os meus confrades para que me incutissem juízo, para que a Ordem me metesse na ordem. Os órgãos de comunicação social da Igreja sentir-se-iam gozosamente confirmados na censura e indiferença a que me têm votado. A comunidade internauta católica e os movimentos pró vida veriam confirmadas as suas razões para não colocarem nos seus blogues e sites os meus escritos, e para não reenviarem os mesmos por correio electrónico. Não convém que haja qualquer associação com pessoa tão funesta e desbragada. Um tal radicalismo fanático, um tamanho fundamentalismo ortodoxo só lhes pode retirar credibilidade.

Portugal, parece não haver dúvida, é um país onde só muito difícil e raramente se consegue alguma unanimidade. Eu admito que porventura haja mais, mas a verdade é que só me recordo de dois. Timor e eu. É verdade, tenho recalcitrantemente que reconhecer que sou um factor de harmonia nacional. Abortófilos, eutanazis, naciona-sexualistas, divorcistas, eugenistas, racistas, “gays” e homossexualistas, anticoncepcionalistas, ateus, laicistas, agnósticos, maçons, católicos fervorosos, católicos dissidentes, partidos políticos, grandes órgãos de comunicação social, Padres, Bispos, Cardeais, movimentos, instituições e associações católicas, e pró vida, etc., tudo à uma concorda na condenação ou no desdém unânimes dos meus escritos.

Todas estas coisas contra a minha vontade, pois eu queria ser sinal de contradição, realizando aquele dito de Jesus Cristo: “Não penseis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas a espada”. (Mt 10, 34). Sou, pois, uma vocação falhada.

Ah! Antes que me esqueça, aquilo acima era uma glosa de Saramago, esse enorme e incontestável génio contemporâneo, num escrito no El País: “[Berlusconi é] uma coisa perigosamente parecida com um ser humano, uma coisa que dá festas, organiza orgias e manda num país chamado Itália.” “Esta coisa, esta enfermidade, este vírus ameaça ser a morte moral do país de Verdi se um vómito profundo não o conseguir arrancar da consciência dos italianos, antes que o veneno acabe corroendo as veias e acabe destroçando o coração de uma das mais ricas culturas europeias.” José Saramago, El País, cit. In Público, 8 de Junho de 2009".

1 comentário:

Nova Evangelização disse...

!?!?!?

A "COISA" SARAMAGO

(Volta-se o feitiço contra o feiticeiro)

Não vejo que outro nome lhe poderia dar.
Uma coisa perigosamente parecida a um ser humano, uma coisa que dá festas, que organiza atentados e que mora numa ilha chamada Lançarote.
Esta coisa, esta doença, este vírus ameaça ser a causa de morte moral dos países de Camões e de Cervantes, se um vómito profundo não arrancá-lo da consciência dos portugueses e dos espanhóis, antes que o veneno acabe corroendo as veias e destrua os corações de ambas essas culturas europeias, duas das mais relevantes.
Os valores básicos da coexistência humana são pisados diariamente pelos pés viscosos da coisa Saramago que, entre os seus talentos literários e marxistas, tem uma habilidade rocambolesca para abusar das palavras, pervertendo-lhes a intenção e o sentido, como é o caso do "Ensaio sobre a Cegueira", romance com que adulterou a literatura.

Chamei de traidor a essa coisa, e não o lamento.
Por razões de natureza semântica e social, que outros explicarão melhor do que eu, o termo traidor tem uma carga mais negativa em português do que em qualquer outra língua falada na Europa.
Para traduzir de forma clara e contundente o que eu penso da coisa Saramago, utilizo o termo (traidor) na acepção dada pela língua de Camões, ainda que seja duvidoso que este poeta o tenha usado alguma vez.
"Traição", no meu italiano, de acordo com os dicionários e na prática corrente da comunicação, é o "acto de cometer perfídias, de desobedecer às leis e aos padrões morais".
A definição assenta na coisa Saramago cheia de rugas, com fricção, até ao ponto de parecer-se mais com uma segunda pele do que a roupa com que se veste.

Durante anos, a coisa Saramago vem cometendo delitos de gravidade variável, mas sempre demonstrada.
Para cúmulo, não é que ele desobedeça às leis, sendo pior ainda: fá-lo para defender os seus interesses públicos e privados de escritor, de acompanhante de jovens, e no que respeita aos padrões morais, nem vale a pena falar, pois não há quem não saiba, em Portugal, na Espanha e no mundo, que essa coisa Saramago há muito tempo caiu na mais completa abjecção.

Isto é esse escritor português exilado, isto é a coisa que os socialistas portugueses e espanhóis acolheram para lhes servir de modelo; este é o caminho que, por arrasto, afecta os valores da liberdade e da dignidade que impregnaram a língua de Camões e a acção política de Salazar, esses patriotas que fizeram de Portugal dos séculos XVI e XX, durante os Descobrimentos e o Estado Novo, um guia moral e político exemplar da Europa e dos europeus.
É isso o que a coisa Saramago quer deitar no caixote do lixo da História.
Até quando lho permitirão os portugueses e os espanhóis?

"Silvio Berlusconi"

(Adaptado por
Joseavlis)