13.7.09

Hollywood, fábrica de pesadelos

Se, de facto, somos donos de nós próprios, então qualquer comportamento voluntário e consensual é legítimo. A moralidade do acto torna-se independente do seu objecto... não existem comportamentos objectivamente imorais num mundo onde não exista coerção.

Certo?

1 comentário:

Orlando disse...

O nosso corpo não pode ser uma propriedade porque é a condição prévia para a existência de propriedade. Mais ainda, o corpo só poderia ser entendido como propriedade caso se admitisse a existência do proprietário para além e para fora dele. Chamar o corpo de “propriedade” (e mesmo assim não jurídica, mas apenas lógica) faz sentido na perspectiva hindu ou cristã, para as quais a existência da individualidade transcende a do corpo – mas não faz sentido nenhum para a própria perspectiva materialista que, paradoxalmente, a toma como dogma inabalável.