25.2.09
4.ª Feira de Cinzas
O blog voltará à vida daqui a 46 dias, no Domingo da Ressurreição. Durante este período de 40 dias (excluem-se os Domingos), este blog estará ligado à máquina. Eventuais movimentações serão meros espasmos musculares provocados pela fome.
(O problema será distinguir entre estes momentos de 'morte cerebral' e os meus habituais posts).
EM CASO DE EMERGÊNCIA:
Do anti-antisemitismo selectivo
Há exactamente 4 anos, no dia 25 de Fevereiro de 2004, 4.ª feira de cinzas, estreou-se nos Estados Unidos o filme A Paixão de Cristo, de Mel Gibson.Foi um êxito de bilheteiras. Na altura, tornou-se um dos 10 filmes mais vistos de sempre.
Esteve em risco de não se estrear porque existiam receios que o filme fomentasse o anti-semitismo e provocasse verdadeiros pogroms durante os quais beatas enfurecidas assassinariam Judeus, destruiriam as suas casas, roubariam o seu Oiro e violariam Judias (tal como ainda hoje acontece nalguns países membros do Comité de Direitos Humanos da ONU).
Passados 4 anos, os efeitos anti-semitas do visionamento deste filme não se fizeram ainda sentir. Mas pode ser que o filme tenha efeitos retardados.
Entretanto, as manifestações anti-semitas mais recentes partiram exactamente daqueles 'públicos' que menos expostos estiveram ao filme: a extrema-esquerda e a extrema-direita anti-'sionista' e os governos de alguns países Muçulmanos. Não houve notícias de campanhas internacionais de protesto contra estes actos e declarações.
23.2.09
22.2.09
Os Católicos não são ideólogos anarco-capitalistas ou minarquistas
"Mas porque raio é que o Papa dá opinião sobre sistemas económicos louvando políticas de distribuição não voluntária?"(Trata-se de um comentário ao discurso do Papa proferido durante a apresentação do novo Embaixador do Brasil na Santa Sé).
A minha resposta (com as minhas desculpas pelo atraso):
- O Magistério da Igreja tem legitimidade para se pronunciar sobre a matéria económica e social
Catecismo da Igreja Católica, n.ºs 2219-2420:"2419. ... A Igreja recebe do Evangelho a revelação plena da verdade acerca do homem. Quando cumpre a sua missão de anunciar o Evangelho, a Igreja atesta ao homem, em nome de Cristo, a sua dignidade própria e a sua vocação para a comunhão das pessoas, e ensina-lhe as exigências da justiça e da paz, conformes à sabedoria divina.
2420. A Igreja emite um juízo moral em matéria económica e social, «quando os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigem» ... a Igreja preocupa-se com os aspectos temporais do bem comum em razão da sua ordenação ao Bem soberano, nosso fim último. E esforça-se por inspirar as atitudes justas, no que respeita aos bens terrenos e às relações sócio-económicas. - A autoridade política deve promover o bem-estar social que é uma componente do bem comum
Catecismo n.º1898: Toda a comunidade humana tem necessidade de uma autoridade que a governe...
Catecismo n.º 1910: ... Compete [à autoridade política] defender e promover o bem comum da sociedade civil, dos cidadãos e dos corpos intermédios.
Catecismo n.º 1908: Em segundo lugar, o bem comum exige o bem-estar social e o desenvolvimento da própria sociedade. ... à autoridade compete arbitrar, em nome do bem comum, entre os diversos interesses particulares; mas deve tornar acessível a cada qual aquilo de que precisa para levar uma vida verdadeiramente humana: alimento, vestuário, saúde, trabalho, educação e cultura, informação conveniente, direito de constituir família ... - A autoridade política pode, no âmbito da promoção do bem comum, regular o direito de propriedade em função desse mesmo bem comum
- A Igreja reconhe e promove o direito à propriedade
Catecismo da Igreja Católica, n.ºs 2402:2402. ... a terra foi repartida entre os homens para garantir a segurança da sua vida, exposta à penúria e ameaçada pela violência. A apropriação dos bens é legítima, para garantir a liberdade e a dignidade das pessoas, e para ajudar cada qual a ocorrer às suas necessidades fundamentais e às necessidades daqueles que tem a seu cargo. Tal apropriação deve permitir que se manifeste a solidariedade natural entre os homens.
- O direito de propriedade não se sobrepõe ao destino universal dos bens
Catecismo da Igreja Católica, n.ºs 2402-2404:2402. No princípio, Deus confiou a terra e os seus recursos à gestão comum da humanidade, para que dela cuidasse, a dominasse pelo seu trabalho e gozasse dos seus frutos. Os bens da criação são destinados a todo o género humano. ...
2403. O direito à propriedade privada, adquirida ou recebida de maneira justa, não anula a doação original da terra à humanidade no seu conjunto...
2404. «Quem usa desses bens, não deve considerar as coisas exteriores, que legitimamente possui, só como próprias, mas também como comuns, no sentido de que possam beneficiar, não só a si, mas também aos outros». A propriedade dum bem faz do seu detentor um administrador da providência de Deus, com a obrigação de o fazer frutificar e de comunicar os seus benefícios aos outros, a começar pelos seus próximos. - A autoridade política pode regular o direito de propriedade em nome do bem comum:
2406: A autoridade política tem o direito e o dever de regular, em função do bem comum, o exercício legítimo do direito de propriedade.
Isto não é, como é óbvio, uma licença para criar uma economia de direcção central, tal com aquelas que em tempos recentes se basearam no "socialismo" ou no "comunismo" (Ver n.º2425). Esta intervenção da autoridade pública é justificada pelo seguinte facto:[Existem]"certo bens colectivos como o ambiente natural e o ambiente humano, cuja salvaguarda não pode ser garantida pos simples mecanismos de mercado... há necessidades colectivas e qualitativas, que não podem ser satisfeitas através dos seus mecanismos; existem exigências humanas importantes, que escapam à sua lógica; há bens que, devido à sua natureza, não se podem nem se devem vender e comprar. Certamente os mecanismos de mercado oferecem seguras vantagens... Todavia eles comportam o risco de uma «idolatria» do mercado, que ignora a existência de bens que, pela sua natureza, não são nem podem ser simples mercadoria (Centesimus Annus, n.º40)"
- A Igreja reconhe e promove o direito à propriedade
- A redistribuição é um dos muitos meios através dos quais a autoridade política pode exercer o seu dever de regular o direito de propriedade em função do bem comum.
Para "tornar acessível a cada qual aquilo de que precisa para levar uma vida verdadeiramente humana" (ver citação acima), a autoridade política pode recorrer a meios diversos, desde que moralmente legítimos (Ver aqui II.3).
Entre esses meior legítimos encontra-se a redistribuição:Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 303: ... Um bem-estar econômico autêntico se persegue também através de adequadas políticas sociais de redistribuição da renda que, tendo em conta as condições gerais, considerem oportunamente os méritos e as necessidades de cada cidadão.
19.2.09
Existem mandamentos que são mais fáceis de cumprir do que outros
"Então Jesus mandou-o para casa e disse-lhe: «Não entres sequer na povoação».Meu rico sofá ! Infelizmente, não foi este mandamento que me calhou em sorte.
18.2.09
O Papa dá lição de catequese a Nancy Pelosi
Vamos ver o spin que a Sr.ª Pelosi e os media americanos vão dar a isto, e qual será a reacção do Vaticano ao dito spin..."VATICAN CITY (AP) - Pope Benedict XVI on Wednesday told U.S. Speaker of the House Nancy Pelosi , a Catholic [apenas em nome] who supports abortion rights [ou seja, retirar o direito à vida às crianças não nascidas], that Catholic politicians have a duty to protect life "at all stages of its development," [percebeste bem ou é preciso fazer um desenho] the Vatican said.
Pelosi is the first top Democrat to meet with Benedict since the election of Barack Obama, who won a majority of the Catholic vote [por acaso, entre aqueles que vão à Missa perdeu] despite differences [TOTAL OPOSIÇÃO] with the Vatican [sem querer de maneira nenhuma julgar ninguém, o principal problema que ela vai ter não será com o Vaticano, mas sim com Deus no dia da sua morte],on abortion.
The Vatican released remarks by the pope to Pelosi, saying Benedict spoke of the church's teaching "on the dignity of human life from conception to natural death." That is an expression often used by the pope when expressing opposition to abortion...
Pelosi could not immediately be reached after the 15-minute meeting [esperemos que se tenha ido confessar], which was closed to reporters and photographers [o objectivo principal de Pelosi era a chamada photo-opportunity com o Papa que poderia render dividendos políticos back home]. The two met in a small room [a cada um aquilo que merece] of a Vatican auditorium after the pope's weekly public audience.
A number of the bishops [Pastores Dabo Vobis] in the United States have questioned Pelosi's stance on abortion, particularly her theological defense of her support for abortion rights.
Benedict has cautiously welcomed the new Democratic administration, although several American cardinals have sharply criticized its support of abortion rights in a break from former President George W. Bush."
Para já não está nada mal.
P.S. O Press Release do Vaticano.
16.2.09
Cap. III - Campanhas negras, campanhas rosas e como distinguir umas das outras

A copy of The Great Teacher of Journalists, a book on Kim Jong Il published by the state in 1983
[Fonte]
Passo seguinte na canonização de Nuno Álvares Pereira
Sabato 21 febbraio 2009, alle ore 11.00, nella Sala Clementina del Palazzo Apostolico Vaticano, avrà luogo, durante la celebrazione dell’Ora Sesta, il Concistoro Ordinario Pubblico per la Canonizzazione dei Beati:
...
NUNO DE SANTA MARIA ÁLVARES PEREIRA, religioso dell’Ordine dei Carmelitani;
...
The last acceptable prejudice
15.2.09
Uma escada para o céu e um elevador para o inferno
... um elevador para o inferno.
Audiência geral de quarta-feira 11 de Fevereiro
Três virtudes para escalar o céu
Na audiência geral de quarta-feira, na Sala Paulo VI, o Papa falou sobre os ensinamentos de João Clímaco, recordando que a fé é renúncia à "arrogância" e "caminho rumo à humildade, à infância espiritual".
Queridos irmãos e irmãs
Depois de vinte catequeses dedicadas ao Apóstolo Paulo, gostaria de retomar hoje a apresentação dos grandes Escritores da Igreja do Oriente e do Ocidente da Idade Média. E proponho a figura de João, chamado Clímaco, transliteração latina do termo grego klímakos, que significa da escada (klímax). Trata-se do título da sua obra principal, na qual descreve a escalada da vida humana para Deus. Ele nasceu por volta de 575. Portanto, a sua vida desenvolveu-se nos anos em que Bizâncio, capital do império romano do Oriente, conheceu a maior crise da sua história. Repentinamente, o quadro geográfico do império mudou e a torrente das invasões barbáricas fez desabar todas as suas estruturas. Sustentou sozinho a estrutura da Igreja, que nestes tempos difíceis continuou a desempenhar a sua acção missionária, humana e sociocultural, especialmente através da rede de mosteiros, em que trabalhavam grandes personalidades religiosas, como precisamente João Clímaco.
No meio das montanhas do Sinai, onde Moisés encontrou Deus e Elias ouviu a sua voz, João viveu e narrou as suas experiências espirituais. Notícias sobre ele estão conservadas numa breve Vida (PG 88, 596-608), escrita pelo monge Daniel de Raito: com 16 anos João, que se tornou monge no monte Sinai, ali fez-se discípulo do abade Martírio, um "ancião", ou seja um "sábio". Com cerca de vinte anos, escolheu viver como eremita numa gruta no sopé do monte, na localidade de Tola, a oito quilómetros do actual mosteiro de Santa Catarina. Porém, a solidão não lhe impediu de encontrar pessoas desejosas de ter uma direcção espiritual, assim como de ir visitar alguns mosteiros nos arredores de Alexandria. Com efeito, o seu retiro eremítico, longe de ser uma fuga do mundo e da realidade humana, desabrochou num amor ardente pelo próximo (Vida 5) e a Deus (Vida 7). Depois de quarenta anos de vida eremítica vivida no amor a Deus e ao próximo, anos durante os quais chorou, rezou, lutou contra os demónios, foi nomeado igúmeno do grande mosteiro do monte Sinai e assim voltou à vida cenobítica no mosteiro. Mas alguns anos antes da morte, nostálgico da vida eremítica, passou ao irmão monge no mesmo mosteiro, a guia da comunidade. Morreu por volta do ano 650. A vida de João desenvolve-se entre duas montanhas, o Sinai e o Tabor, e verdadeiramente pode-se dizer que dele se irradiou a luz vista por Moisés no Sinai e contemplada pelos três Apóstolos no Tabor!
Tornou-se famoso, como já disse, por obra da Escada (klímax), qualificada no Ocidente como Escada do Paraíso (PG 88, 632-1164). Composta por insistente pedido do vizinho igúmeno do mosteiro de Raito, nos arredores do Sinai, a Escada é um tratado completo de vida espiritual, em que João descreve o caminho do monge, desde a renúncia ao mundo até à perfeição do amor. É um caminho que segundo este livro se desenvolve através de trinta degraus, cada um dos quais está ligado ao seguinte. O caminho pode ser resumido em três fases sucessivas: a primeira expressa-se na ruptura com o mundo, em vista de voltar ao estado da infância evangélica. Portanto, o essencial não é a ruptura, mas a ligação com aquilo que Jesus disse, ou seja, o regressar à verdadeira infância em sentido espiritual, o tornar-se como as crianças. João comenta: "Um bom fundamento é formado por três bases e por três colunas: inocência, jejum e castidade. Todos os recém-nascidos em Cristo (cf. 1 Cor 3, 1) comecem a partir destas coisas, a exemplo daqueles que são recém-nascidos fisicamente" (1, 20; 636). O desapego voluntário das pessoas e dos lugares queridos permite à alma entrar em comunhão mais profunda com Deus. Esta renúncia leva à obediência, que é o caminho para a humildade diante das humilhações que nunca faltarão por parte dos irmãos. João comenta: Bem-aventurado aquele que mortificou a sua vontade até ao fim e que confiou o cuidado da própria pessoa ao seu mestre no Senhor: efectivamente, ele será colocado à direita do Crucificado!" (4, 37; 704).
A segunda fase do caminho é constituída pelo combate espiritual contra as paixões. Cada degrau da escada está ligado a uma paixão principal, que é definida e diagnosticada, com a indicação da terapia e com a proposta da virtude correspondente. Sem dúvida, o conjunto destes degraus constitui o mais importante tratado de estratégia espiritual que possuímos. Porém, a luta contra as paixões reveste-se de positividade não permanece algo negativo graças à imagem do "fogo" do Espírito Santo: "Todos aqueles que empreendem este bom combate (cf. 1 Tm 6, 12), duro e árduo [...] saibam que vieram lançar-se num fogo, se verdadeiramente desejam que o fogo imaterial habite neles" (1, 18; 636). O fogo do Espírito Santo, que é fogo do amor e da verdade. Só a força do Espírito Santo assegura a vitória. Mas segundo João Clímaco, é importante tomar consciência de que as paixões não são más em si próprias; tornam-se tais pelo mau uso que a liberdade do homem faz das mesmas. Se forem purificadas, as paixões hão-de abrir para o homem o caminho rumo a Deus com energias unificadas pela ascese e pela graça e, "se elas receberam do Criador uma ordem e um início... o limite da virtude é infinito" (26/2, 37; 1068).
A última fase do caminho é a perfeição cristã, que se desenvolve nos últimos sete degraus da Escada. Estes são os degraus mais altos da vida espiritual, experimentáveis pelos "hesicastas", os solitários, aqueles que alcançaram a tranquilidade e a paz interior; mas são fases acessíveis também aos cenobitas mais fervorosos. Dos primeiros três simplicidade, humildade e discernimento João, em sintonia com os Padres do deserto, considera mais importante o último, ou seja, a capacidade de discernir. Cada comportamento deve ser submetido ao discernimento; com efeito, tudo depende das motivações profundas, que se devem avaliar. Aqui entra-se no núcleo vivo da pessoa e trata-se de despertar no eremita, no cristão, a sensibilidade espiritual e o "sentido do coração", dons de Deus: "Como guia e regra em cada coisa, depois de Deus, temos que seguir a nossa consciência" (26/1, 5; 1013). Deste modo alcança-se a tranquilidade da alma, a esichía, graças à qual a alma pode debruçar-se sobre o abismo dos mistérios divinos.
O estado de tranquilidade, de paz interior, prepara o hesicasta para a oração, que em João é dúplice: a "oração corpórea" e a "oração do coração". A primeira é própria de quem se deve fazer ajudar por atitudes do corpo: estender as mãos, emitir gemidos, bater ao peito, etc. (15, 26; 900); a segunda é espontânea, porque é efeito do despertar da sensibilidade espiritual, dom de Deus a quem se dedica à oração corpórea. Em João ela adquire o nome de "oração de Jesus" (Iesoû euché), e é constituída pela invocação exclusiva do nome de Jesus, uma invocação contínua como a respiração: "A memória de Jesus seja uma só com a tua respiração, e então conhecerás a utilidade da esichía", da paz interior (27/2, 26; 1112). No final, a oração torna-se muito directa, simplesmente a palavra "Jesus", que se faz uma só com a nossa respiração.
O último degrau da escada (30), imbuído da "sóbria ebriedade do Espírito", é dedicado à suprema "trindade das virtudes": a fé, a esperança e sobretudo a caridade. Da caridade, João fala também como eros (amor humano), figura da união matrimonial da alma com Deus. E ele escolhe ainda a imagem do fogo para expressar o ardor, a luz, a purificação do amor a Deus. A força do amor humano pode ser novamente orientada para Deus, como no olival pode ser enxertado uma boa oliveira (cf. Rm 11, 24) (15, 66; 893). João está convencido de que uma intensa experiência deste eros faz progredir a alma muito mais que a dura luta contra as paixões, porque o seu poder é grande. Portanto, prevalece a positividade do nosso caminho. Todavia, a caridade é vista também em estreita relação com a esperança: "A força da caridade é a esperança: graças a ela esperamos a recompensa da caridade... A esperança é a porta da caridade... A ausência da esperança aniquila a caridade: a ela estão vinculados os nossos cansaços, por ela são sustentados os nossos esforços e graças a ela somos circundados pela misericórdia de Deus" (30, 16; 1157). A conclusão da Escada contém a síntese da obra, com palavras que o autor faz o próprio Deus proferir: "Esta escada te ensine a disposição espiritual das virtudes. Eu estou no ápice desta escada, como disse aquele meu grande iniciado (São Paulo): Agora subsistem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior delas é a caridade (1 Cor 13, 13)!" (30, 18; 1160).
Nesta altura impõe-se uma última pergunta: a Escada, obra escrita por um monge eremita que viveu há mil e quatrocentos anos, ainda pode dizer-nos algo hoje? O itinerário existencial de um homem que viveu sempre na montanha do Sinai, numa época muito distante, pode ter alguma actualidade para nós? Num primeiro momento pareceria que a resposta deve ser "não", porque João Clímaco está demasiado distante de nós. Mas se observarmos um pouco mais de perto, vemos que aquela vida monástica é apenas um grande símbolo da vida baptismal, da vida do cristão. Mostra, por assim dizer, com caracteres grandes, o que nós escrevemos no dia-a-dia com caracteres pequenos. Trata-se de um símbolo profético que revela o que é a vida do baptizado, em comunhão com Cristo, com a sua morte e ressurreição. É para mim particularmente importante o facto de que o ápice da "escada", os últimos degraus são, ao mesmo tempo, as virtudes fundamentais, iniciais, mais simples: a fé, a esperança e a caridade. Não são virtudes acessíveis apenas a heróis morais, mas são um dom de Deus para todos os baptizados: nelas cresce também a nossa vida. O início é também o fim, o ponto de partida é inclusive o ponto de chegada: todo o caminho se orienta para uma realização de fé, esperança e caridade cada vez mais radical. Nestas virtudes toda a escalada está presente. A fé é fundamental, porque tal virtude implica que eu renuncie à minha arrogância, ao meu pensamento; à pretensão de julgar sozinho, sem confiar nos outros. É necessário este caminho para a humildade, para a infância espiritual: é preciso superar a atitude de arrogância que faz dizer: neste meu tempo do século xxi eu sei mais do que pudessem saber aqueles de então. Contudo, é necessário confiar unicamente na Sagrada Escritura, na Palavra do Senhor, apresentar-se com humildade ao horizonte da fé, para entrar assim na enorme vastidão do mundo universal, do mundo de Deus. É desde modo que cresce a nossa alma, que aumenta a sensibilidade do coração a Deus. João Clímaco justamente diz que só a esperança nos torna capazes de viver a caridade. A esperança em que transcendemos as coisas de cada dia não esperamos o sucesso nos nossos dias terrenos, mas no final aguardamos a revelação do próprio Deus. É só nesta extensão da nossa alma, nesta autotranscendência, que a nossa vida se torna grande e podemos suportar os cansaços e as decepções de todos os dias, podemos ser bons para com os outros sem esperar uma recompensa. Só se existir Deus, esta grande esperança para a qual tendo, posso cada dia dar os pequenos passos da minha vida e assim aprender a caridade. Na caridade esconde-se o mistério da oração, do conhecimento pessoal de Jesus: uma oração simples, que só tende a tocar o Coração do Mestre divino. É assim que se abre o próprio coração, que se aprende dele a sua própria bondade, o seu amor. Por conseguinte, utilizemos esta "escalada" da fé, da esperança e da caridade; assim alcançaremos a verdadeira vida.
No final da audiência geral, entre outras saudações dirigidas aos fiéis presentes na Sala Paulo XVI, o Santo Padre pronunciou estas palavras em português:
Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os de Portugal, das Paróquias de São Martinho de Lordelo do Ouro, Cristo-Rei de Santa Bárbara Gaia, Santa Eulália de Águeda e Nossa Senhora de Lourdes de Coimbra. A todos faço votos de uma feliz estadia na Cidade Eterna, e que este encontro com o Sucessor de Pedro reforce os propósitos de unidade e de comunhão da única fé, em nosso Senhor Cristo Jesus. Que Deus vos abençoe e ampare, pela intercessão da Virgem de Fátima.
Barreiro e Vale Figueira foram a Roma ver o Papa
"Saúdo com afecto o grupo das paróquias do Barreiro e Vale de Figueira, em Portugal, e demais peregrinos de língua portuguesa, desejando que esta vossa romagem vos ajude a fortalecer a confiança em Jesus Cristo e a encarnar na vida a sua mensagem de salvação. De coração vos agradeço e abençoo. Ide com Deus!"Estive uma vez em Roma, em trabalho, mas não vi o Papa. Nessa altura ainda não tinha encontrado o Caminho (ou vice-versa).
14.2.09
14 de Fevereiro
- A Igreja celebra S. Cirilo, monge, e S. Metódio, Bispo, patronos da Europa.
- É também dia de S. Valetim:
- O meu anterior post sobre o dia dos namorados.
- O Paraíso dos enamorados: “O teu caminho para ir para o céu chama-se…” (o nome da mulher, ou para ela, o do marido".
- O meu anterior post sobre o dia dos namorados.
- "Em 14 de Fevereiro de 1930, em Madrid, enquanto celebra a Santa Missa, [S. Josemaria] compreende que deve começar o trabalho do Opus Dei com mulheres. Em 1943, no mesmo dia 14 de Fevereiro, recebe uma luz de Deus para resolver o problema da incardinação de sacerdotes no Opus Dei, provenientes dos leigos já incorporados na Obra: assim nasce a Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz".
12.2.09
11.2.09
Os jornais descobriram hoje 2 documentos assinados por um tal Cardeal Ratzinger há alguns anos (fica a faltar a documentação do Freeport)
- Nota Doutrinal sobre alguns aspectos da participação dos Católicos na política, n.º 4 (2002):
- Considerações sobre projectos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais (2003):
"Em presença do reconhecimento legal das uniões homossexuais ou da equiparação legal das mesmas ao matrimónio, com acesso aos direitos próprios deste último, é um dever opor-se-lhe de modo claro e incisivo. Há que abster-se de qualquer forma de cooperação formal na promulgação ou aplicação de leis tão gravemente injustas e, na medida do possível, abster-se também da cooperação material no plano da aplicação. Nesta matéria, cada qual pode reivindicar o direito à objecção de consciência.
... Se todos os fiéis são obrigados a opor-se ao reconhecimento legal das uniões homossexuais, os políticos católicos são-no de modo especial, na linha da responsabilidade que lhes é própria."
"a consciência cristã bem formada não permite a ninguém favorecer, com o próprio voto, a actuação de um programa político ou de uma só lei, onde os conteúdos fundamentais da fé e da moral sejam subvertidos...
Quando a acção política se confronta com princípios morais que não admitem abdicações, excepções ou compromissos de qualquer espécie, é então que o empenho dos católicos se torna mais evidente e grávido de responsabilidade. Perante essas exigências éticas fundamentais e irrenunciáveis, os crentes têm, efectivamente, de saber que está em jogo a essência da ordem moral, que diz respeito ao bem integral da pessoa. É o caso [da] ... tutela e promoção da família, fundada no matrimónio monogâmico entre pessoas de sexo diferente ... não se pode, de maneira nenhuma, pôr juridicamente no mesmo plano com a família outras formas de convivência, nem estas podem receber, como tais, um reconhecimento legal".
A História de Stanislawa Leszczynska
Stanislawa foi presa em Lodz em Fevereiro de 1943. Posteriormente foi enviada para Auschwitz onde chegou no dia 17 de Abril de 1943.
Em Auschwitz, Stanislawa trabalhou como parteira durante dois anos. Ajudou a nascer mais de 3.000 bébés: “Não tive um único caso de morte, nem mães, nem recém-nascidos... Todos os Bébés nasceram vivos. Era seu objectivo viver.”
Política anti-crise e de desenvolvimento sustentável
Até Maio de 1943, todos os Bébés nascidos no em Auschwitz eram afogados num barril por duas alemãs, criminosas de delito comum, a quem tinha sido atribuída essa tarefa. Relata Stamislawa que “depois do parto, as mães podiam ouvir ruído do corpo a entrar e a debater-se na água e o característico gorgolejar …”.
Das crianças que nasceram em Auschwitz entre Abril de 1943 e Janeiro de 1945, apenas 30 sobreviveram. As outras, morreram afogadas ou foram vítimas do frio e da fome.
O estranho caso do Dr. Jekyl e do Dr. Mengele
Stanislawa recusou por três vezes ordens, sob a ameaça de morte, para colaborar e participar activamente nos infanticídios - “Não, Nunca”. Um dia recusou mesmo cumprir as ordens do famoso Dr. Mengele. Deste episódio, a diminuta e humilde Stanislawa recordava-se apenas das longas botas negras de Mengele saltando para cima e para baixo, enquanto o dono das mesmas, furioso, gritava 'Befehl ist befehl' [uma ordem é uma ordem]. Seria esta a forma como Mengele racionalizava os actos que contrariavam o seu juramento de Hipócrates?
Stanislawa recordava-se sobretudo dos médicos aprisionados no campo que “não trabalhavam pela fama, aprovação ou por ambição profissional… O que lhes restava era a obrigação de, enquanto médicos, salvar a vida em cada situação…“.
A coisa mais importante
As companheiras de Stanislawa recordam também a sua grande piedade. Antes de cada parto, fazia o sinal da cruz e rezava. Organizava as suas orações de forma a que as outras também pudessem participar.
Maria Oyrzynska conta que, um dia, enquanto assistia Stanislawa num parto, esta tomou o Bébé, lavou-o, envolveu em papel e num cobertor e disse: “Agora a coisa mais importante. Vamos baptizar esta criança. " … “Eu te baptizo, Adam, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.” Considerando as condições do campo, o Bébé teve uma vida relativamente longa: 3 semanas.
10.2.09
À procura de Jesus em Londres ...
"Long considered an aggressively secular city, London has quietly become one of Britain's most Christian areas, going from the least observant region in Britain in 1979 to the second most observant today.
... The focal point for many of these new believers is Holy Trinity Brompton (HTB)... The church's 4000-strong congregation has almost tripled in the past 15 years, and its average age is 27 years. ...
Underpinning this success is Holy Trinity Brompton's Alpha course, a 10-week introduction to Christianity aimed at converting young people. Since the course was first run out of HTB's basement in 1990, it has gone global and reached more than 11 million people across various denominations...
HTB's success stems from its ability to foster a sense of community in its youthful participants... It may also be able to openly discuss issues with which Britain's famously stuffy elite remain uncomfortable. Even in cases were all material wants are met, Gumbel says, there remains a "spiritual hunger" among London's wealthy youth. "...
... Concerned about the influence of Holy Trinity Brompton on Britain's future ruling class, the British Humanist Association recently partnered with Richard Dawkins, secularist Oxford professor and author of The God Delusion, to raise funds for advertisements to counter the Alpha course's own advertising campaign, with posters on buses carrying an inscription with a similar font to the Alpha's posters: "There is probably no god. Now stop worrying and enjoy your life," ...
Judging by the success of the HTB, however, the humanists may be fighting a losing battle. ...
I've looked everywhere for the answers to my deepest questions," the philosophy major Mumford says. "It took me a while to realize that I'd find them in a London Church."
Uma síntese entre Davos o Fórum Social Mundial ...
De um lado, a experiência concreta de mecanismos económicos (microfinança, comércio equitativo e solidário) que se revelaram eficazes no combate à pobreza e no desenvolvimento da confiança, responsabilidade e coesão social. São métodos de intervenção 'miniaturistas' e locais, que reforçam os circuitos da economia local, que criam valor económico, social e ambiental no terreno e servem de rede de segurança contra as dramáticas flutuações do cenário macroeconómico mundial. (Opõem-se à inundação de produção e de recursos financeiros que, mal geridos, vão engrossar a dívida.)
Do outro lado, o sublinhar do conjunto de restrições a nível agregado que requerem um certo nível de produtividade e de criação de valor económico para poder garantir o pagamento da dívida e um nível de vida adequado a uma população mundial de mais de 6 mil milhões de pessoas que não podem viver de uma economia de subsistência.
Alla ricerca di una sintesi tra due mondi economici
Un dialogo possibile
tra Davos e Belém
di Leonardo Becchetti
Se lo slogan tradizionale del World Social Forum - un altro mondo è possibile attraverso un'alternativa al modello economico dominante - diventa oggi amche l'obiettivo del summit dei grandi a Davos non ci si può permettere di ignorare le riflessioni e le elaborazioni dell'ultimo Forum appena concluso a Belém. La storia recente ci insegna che il Forum è stato, nonostante alcuni suoi aspetti più pittoreschi e stravaganti, vetrina e laboratorio di innovazioni e sperimentazioni locali le cui prassi migliori sono state successivamente metabolizzate dagli attori principali del mercato. Anche le recenti critiche del mondo economico sul funzionamento del sistema, e le soluzioni proposte per fronteggiare il problema ambientale, fino a qualche tempo fa potevano essere udite solo in questa arena così particolare ed erano considerate pericolosamente estremiste dagli economisti tradizionali. Ciò induce a pensare che se Davos e il Social Forum dialogassero e si confrontassero un po' di più si potrebbe presto giungere a sintesi importanti.
Proprio questo appare essere il principale limite del dibattito economico contemporaneo. Nonostante la pletora di seminari e tavole rotonde, l'istinto dominante è quello di organizzare momenti di approfondimento con i propri simili evitando accuratamente occasioni di confronto tra prospettive e visioni diverse.
Proviamo a colmare questo divario con un mini dibattito virtuale immaginando cosa i partecipanti al Social Forum direbbero a quelli di Davos e viceversa.
Nel primo caso i contenuti sono facilmente immaginabili. Il social forum rivendica di aver previsto da tempo la crisi finanziaria mettendo in guardia dai pericoli della finanziarizzazione dell'economia. Significativo da questo punto di vista notare che le agenzie di rating sociale (Ethibel, Eiris, Kld), che orientano le scelte dei fondi etici in tema di investimento, avevano da tempo sconsigliato l'acquisto dei titoli azionari delle banche d'affari americane, non per motivi morali, ma per la scarsa trasparenza e i rischi connessi alle attività cartolarizzate. Il rating sociale ha insomma previsto il rischio finanziario meglio delle società di rating tradizionali (Moody, S&P, Fitch) che, specificamente preposte a questo compito, hanno invece attribuito il grado di massima affidabilità ai titoli tossici e alle istituzioni finanziarie e creditizie che ne possedevano grandi quantità.
Il Forum indica alcune direzioni di marcia per costruire un'economia sostenibile. Rinforzare quei meccanismi economici (microfinanza, commercio equo e solidale) che si sono rivelati efficaci nel costruire percorsi di promozione di pari opportunità e uscita dalla marginalità. Sottolineando come essi insegnino che, per combattere la povertà, c'è bisogno di miniaturisti in grado di promuovere equità di rapporti economici lungo le filiere piuttosto che di inondazioni di produzione e di risorse finanziarie che, mal gestite, vanno ad ingrossare il debito. È quindi necessario irrobustire i circuiti dell'economia locale che creano valore economico, sociale ed ambientale sul territorio e fanno da rete di protezione alle fluttuazioni drammatiche nello scenario macroeconomico mondiale. È necessario promuovere una maggiore giustizia contributiva cercando nei paradisi fiscali le risorse aggiuntive per finanziare i beni pubblici globali. In sintesi, bisogna mettere al centro dei processi economici la cura realizzata dalla "mano visibile", il bene della persona e l'equilibrio ambientale definendo al contempo indicatori di sviluppo più coerenti con questo obiettivo, perché se le frecce indicano la direzione sbagliata non è possibile raggiungere la meta.
Davos risponde sottolineando che la ricchezza delle sperimentazioni locali deve essere compatibile con un insieme di vincoli aggregati che richiedono un certo livello di produttività e di creazione di valore economico per poter garantire il pagamento del debito e standard di vita adeguati ad una popolazione mondiale di più di sei miliardi di persone che non può certo vivere di economia di sussistenza.
Se la sintesi sarà efficace lo vedremo sul campo nei prossimi anni. Per trovarla sarà tuttavia essenziale coniugare professionalità e capacità con sensibilità e solidarietà uscendo dagli stereotipi di un'efficienza perseguita a scapito della giustizia e viceversa.
Ciò che questa crisi ha reso ormai evidente è l'impraticabilità dei sentieri del riduzionismo antropologico ed imprenditoriali (che mettono l'avidità al centro del sistema) e di una politica di distribuzione dei redditi sperequata che alimenta la spirale del debito familiare ed è all'origine delle vicende odierne. Non quindi è più possibile dubitare del fatto che, per poter sopravvivere, la società e l'economia hanno bisogno di valori intangibili (fiducia, responsabilità, coesione sociale) che proprio i laboratori di economia solidale si sono dimostrati particolarmente abili a generare, svolgendo un servizio di fermento per tutto il sistema.
Um post antecipado de dia do enamorado [Cf. directivas do Concílio Vaticano II]
Este amor tem a sua expressão e realização peculiar no acto próprio do matrimónio. São, portanto, honestos e dignos os actos pelos quais os esposos se unem em intimidade e pureza; realizados de modo autênticamente humano, exprimem e alimentam a mútua entrega pela qual se enriquecem um ao outro na alegria e gratidão."
Gaudium et Spes, n.º49
9.2.09
Um artigo sobre Indulgências no New York Times !
Hoje o Papa falou português !
"... desejo reiterar aqui a esperança de que... se continuem a fomentar e divulgar os valores humanos fundamentais, sobretudo quando se trata de reconhecer de maneira explícita a santidade da vida familiar e a salvaguarda do nascituro, desde o momento da sua concepção até o seu termo natural. Pari passu, no que diz respeito às experiências biológicas, a Santa Sé vem promovendo a defesa de uma ética que não deturpe e proteja a existência do embrião e o seu direito de nascer.
... Por outro lado, a política de redistribuição da renda interna tem facilitado um maior bem-estar entre a população; neste sentido, faço votos por que se prossiga estimulando uma melhor distribuição da renda, e se fortaleça uma maior justiça social para o bem da população. Cabe ressaltar, porém, que, para além da pobreza material, incide de maneira relevante a pobreza moral que grassa pelo mundo afora, inclusive ali onde não se carece de bens materiais. De fato, o perigo do consumismo e do hedonismo, aliado à falta de sólidos princípios morais que norteiem a vida do simples cidadão, torna vulnerável a estrutura da sociedade e da família brasileira. Por isso, nunca é demais insistir na urgência de uma sólida formação moral a todos os níveis, inclusive no âmbito político, face às constantes ameaças geradas pelas ideologias materialistas ainda reinantes e, particularmente, à tentação da corrupção na gestão do dinheiro público e privado..."
Alembra-me o fim do cavaquismo ...
Dizem que os líderes da oposição não convencem. Mas, há uns anos atrás, nem o Guterres, nem o Sampaio eram propriamente Grandes e Queridos Líderes. Limitaram-se a ser o não-cavaco de serviço.
A primer on the persistent myth of "Pope Joan"
"New Line Cinema (that's right, the same good folks who produced The Last Temptation of Christ) has reportedly bought the movie rights to Pope Joan, the best-selling 1996 novel by Donna Woolfolk Cross. Her book is couched as an historical "novel" — embellishing on a grand scale the rather sparse details that have clung to the legend of a brilliant, plain girl who rises to the highest levels in Church service, culminating in her being elected pope by an unsuspecting college of cardinals.Pode ser que "a crise" faça o favor de acabar com a New Line Cinema e o seu capitalismo anti-católico.
The way the book is written and the way it's being promoted support my concern that it will be seen by most of its historically ignorant readers, not as a novel, a fiction, but as a real biography of the one woman who "made it to the top." When the movie comes out, this problem will certainly grow in proportions.
It's important to remember that even if there had been a female impostor pope, this would just mean that an invalid election had taken place, nothing more. Other invalidly elected claimants to the papal office have come and gone over the centuries, and the fact that a woman made that list would simply mean that a woman made that list, She would not have been pope - no one invalidly elected would be. And nothing in the Church's teachings about the papacy would be injured or disproved.
But in reality, the Pope Joan story is all sizzle and no steak."
Se não for esse o caso, aqui fica este post 'para mais tarde recordar'.
8.2.09
"A plena comunhão com a Igreja implica uma verdadeira fidelidade [ao] ... Concílio Vaticano II" - 5
Existirão Católicos que consideram que o adultério, o divórcio e 'recasamento', as relações contra-natura, as relações pré-conjugais, a contracepção, o aborto, as uniões legalmente reconhecidas entre pessoas do mesmo sexo e a não discriminação positiva da família no âmbito das políticas públicas são compatíveis com o Evangelho ?
Se assim pensam não são verdadeiramente fiéis ao Concílio Vaticano II:
Constituição pastoral do Concílio Vaticano II sobre a Igreja no Mundo actual, Gaudium et Spes:
48. ... Por sua própria índole, a instituição matrimonial e o amor conjugal estão ordenados para a procriação e educação da prole, que constituem como que a sua coroa. O homem e a mulher, que, pela aliança conjugal «já não são dois, mas uma só carne» (Mt. 19, 6)... Esta união íntima, já que é o dom recíproco de duas pessoas, exige, do mesmo modo que o bem dos filhos, a inteira fidelidade dos cônjuges e a indissolubilidade da sua união ...
49. ... Este amor tem a sua expressão e realização peculiar no acto próprio do matrimónio. São, portanto, honestos e dignos os actos pelos quais os esposos se unem em intimidade e pureza; realizados de modo autênticamente humano, exprimem e alimentam a mútua entrega pela qual se enriquecem um ao outro na alegria e gratidão. Esse amor, ratificado pela promessa de ambos e, sobretudo, sancionado pelo sacramento de Cristo, é indissolùvelmente fiel, de corpo e de espírito, na prosperidade e na adversidade; exclui, por isso, toda e qualquer espécie de adultério e divórcio...
... Os jovens devem ser conveniente e oportunamente instruídos, sobretudo no seio da própria família, acerca da dignidade, missão e exercício do amor conjugal. Deste modo, educados na castidade, poderão, chegada a idade conveniente, entrar no casamento depois dum noivado puro.
50. O matrimónio e o amor conjugal ordenam-se por sua própria natureza à geração e educação da prole. ...Por isso, o autêntico cultivo do amor conjugal, e toda a vida familiar que dele nasce, sem pôr de lado os outros fins do matrimónio, tendem a que os esposos, com fortaleza de ânimo, estejam dispostos a colaborar com o amor do criador e salvador, que por meio deles aumenta cada dia mais e enriquece a sua família.
Os esposos sabem que no dever de transmitir e educar a vida humana - dever que deve ser considerado como a sua missão específica - eles são os cooperadores do amor de Deus criador e como que os seus intérpretes. Desempenhar-se-ão, portanto, desta missão com a sua responsabilidade humana e cristã; com um respeito cheio de docilidade para com Deus, de comum acordo e com esforço comum, formarão rectamente a própria consciência, tendo em conta o seu bem próprio e o dos filhos já nascidos ou que prevêem virão a nascer, sabendo ver as condições de tempo e da própria situação e tendo, finalmente, em consideração o bem da comunidade familiar, da sociedade temporal e da própria Igreja. São os próprios esposos que, em última instância, devem diante de Deus tomar esta decisão. no seu modo de proceder, tenham os esposos consciência de que não podem agir arbitràriamente, mas que sempre se devem guiar pela consciência, que se deve conformar com a lei divina, e ser dóceis ao magistério dia Igreja, que autenticamente a interpreta à luz do Evangelho...
Assim, os esposos cristãos, confiados na divina Providência e cultivando o espírito de sacrifício (12), dão glória ao Criador e caminham para a perfeição em Cristo quando se desempenham do seu dever de procriar com responsabilidade generosa, humana e cristã. Entre os esposos que deste modo satisfazem à missão que Deus lhes confiou, devem ser especialmente lembrados aqueles que, de comum acordo e com prudência, aceitam com grandeza de ânimo educar uma prole numerosa...
51. O Concílio não ignora que os esposos, na sua vontade de conduzir harmònicamente a própria vida conjugal, encontram frequentes dificuldades em certas circunstâncias da vida actual...
Não falta quem se atreva a dar soluções imorais a estes problemas, sem recuar sequer perante o homicídio. Mas a Igreja recorda que não pode haver verdadeira incompatibilidade entre as leis divinas que regem a transmissão da vida e o desenvolvimento do autêntico amor conjugal.
... Quando se trata, portanto, de conciliar o amor conjugal com a transmissão responsável da vida, a moralidade do comportamento não depende apenas da sinceridade da intenção e da apreciação dos motivos; deve também determinar-se por critérios objectivos, tomados da natureza da pessoa e dos seus actos; critérios que respeitem, num contexto de autêntico amor, o sentido da mútua doação e da procriação humana. Tudo isto só é possível se se cultivar sinceramente a virtude da castidade conjugal. Segundo estes princípios, não é lícito aos filhos da Igreja adoptar, na regulação dos nascimentos, caminhos que o magistério, explicitando a lei divina, reprova ...
52. ... aqueles que têm alguma influência nas comunidades e grupos sociais, devem contribuís eficazmente para a promoção do matrimónio e da família. A autoridade civil há-de considerar como um dever sagrado reconhecer, proteger e favorecer a sua verdadeira natureza, assegurar a moralidade pública e fomentar a prosperidade doméstica. Deve salvaguardar-se o direito de os pais gerarem e educarem os filhos no seio da família. Protejam-se também e ajudem-se convenientemente, por meio duma previdente legislação e com iniciativas várias, aqueles que por infelicidade não beneficiam duma família.
A profunda veneração de João XXIII por Pio IX
O L'Osservatore Romano publica hoje um o conjunto de testemunhos, excertos da correspondência e escritos vários de João XXIII, que demonstram o respeito e a veneração deste Papa por Pio IX. Este facto não encaixa na versão hollywoodesca da história da Igreja, que é aquela que toda a gente pensa que conhece: o Papa João XXIII, que convocou o Concílio Vaticano II, seria uma espécie de anti-Pio IX, o Papa do Vaticano I, do Syllabus e declaração dogmática da infalibilidade pontíficia.
Excerto:
"Non solo Papa Giovanni ammiratore di Pio IX, ma anche fautore della sua beatificazione durante il concilio Vaticano II![Texto completo escondido aqui por baixo]
... Questa ammirazione si riscontra soprattutto ne Il Giornale dell'Anima in cui Giovanni XXIII espresse le cose che gli stavano più a cuore; ... In una sua invocazione Giovanni esclama: "Oh! grande Pio IX, amabile e forte, custode inflessibile della verità, e previdente apostolo dei tempi moderni! Quale esempio continua a darci di vera grandezza, di costanza tenace, di illuminata prudenza, a conforto e incoraggiamento delle nostre umili, ma generose intraprese!".
La profonda venerazione di Giovanni XXIII per la memoria di Pio IX
Alla grande impresa del Vaticano II
guardando al Papa del Vaticano I
di Pietro Messa
Un aspetto poco considerato, per non dire dimenticato, di Giovanni XXIII è il suo amore per Giovanni Maria Mastai Ferretti. Fin da piccolo Angelo Giuseppe Roncalli, era stato devoto a Pio IX grazie al prozio Zaverio, il suo educatore, il quale possedeva una biografia popolare del Pontefice che era morto soltanto da tre anni quando, il 25 novembre 1881, nacque Papa Giovanni. Successivamente don Angelo Roncalli fu per dieci anni segretario di monsignor Giacomo Radini Tedeschi, il vescovo di Bergamo, anch'egli fervido ammiratore di Pio IX, come testimonia il discorso tenuto a Roma nella chiesa di Sant'Ignazio nel 1894, nel commemorare il centenario della nascita di Giovanni Maria Mastai Ferretti; in cui tra l'altro - con un linguaggio proprio del tempo - affermò: "Commemorare un grande, al cospetto di chi vivente lo conobbe sì bene, e tanto lo venerò ed amò; dopo che degne ed eloquenti labbra ne dissero splendido e commovente sulla tomba l'elogio; quando vivo e parlante quasi sta ancora in mezzo a mille cuori, che ne ricordano le angeliche virtù, le amabili sembianze, il cuore amanti di padre e di re, è compito soprammodo sgradevole. Ti avessi almeno potuto conoscere o Pio IX! Come ti venerai da lungi, e come fosti visione incantevole de' miei primi anni, e palpito tenerissimo del mio cuore, e ideale di Pontefice e sovrano; avessi potuto il bacio mio stampare sulla tua destra benedicente, sul piede a te che evangelizzavi la pace e il bene, sul tuo labbro anzi su cui errava eterno il sorriso e dal quale sgorgava l'accento della verità e della vita!".
La stessa ammirazione per Pio IX fu testimoniata dall'ormai cardinal Angelo Roncalli allorquando si trovò ad essere patriarca di Venezia e il 16 ottobre 1958, nell'imminenza del conclave, si recò al Verano presso la tomba dei suoi antichi superiori del seminario romano e nella basilica di San Lorenzo per pregare davanti all'ipogeo di Pio IX.
Soltanto due mesi dopo la sua elezione al Soglio Pontificio, in un biglietto autografo, così scrisse a monsignor Alberto Canestri: "Vaticano 12 gennaio 1959. Saluto di cuore il rev.mo mons. Alberto Canestri, di cui ho letto il discorso "Coscienza di un Papa dell'Ottocento". So della sua validissima cooperazione alla causa di beatificazione di Pio IX di cui mi compiaccio assai. Intanto, umilmente, ma fervidamente benedico la sua persona che sarò ben lieto di accogliere in udienza e lo incoraggio per la santa impresa che mi sta molto a cuore, come questa della glorificazione di Pio IX". Dopo essersi interessato più volte della glorificazione di Papa Mastai, il 31 agosto 1962 Papa Giovanni andò perfino di persona a trovare monsignor Alberto Canestri, postulatore della causa di beatificazione di Pio IX.
Nella solennità dell'Immacolata del 1960, dopo la sosta devozionale alla colonna di piazza di Spagna, durante la celebrazione mariana a Santa Maria Maggiore, Giovanni XXIII esprimeva tutta la sua ammirazione per il predecessore: "In questo otto dicembre, che tutti gli anni ricorda la solenne e più che centenaria proclamazione del domma soave e luminoso dell'Immacolata, il pensiero nostro corre spontaneamente a colui, che di esso fu la voce autorevole, l'infallibile oracolo. La soave figura del nostro predecessore Pio IX, di grande, di santa memoria, ci è particolarmente venerata e cara, perché egli nutrì per la Vergine un amore tenerissimo e si applicò fin dai giovani anni allo studio ed alla penetrazione del privilegio dell'immacolato concepimento di Maria Santissima. Risalendo a ritroso dei secoli egli amò avvolgersi nello stesso mantello di gloria di cui si ornarono tanti suoi illustri antecessori nel romano pontificato, nelle ripetute testimonianze di devozione e di amore a Maria, che il popolo romano riconosce ufficialmente quale sua salute invocata e benedetta, salus populi romani, e che tutto il mondo acclama, del cielo e della terra regina (...). Come la sua figura si leva alta e indicatrice davanti a noi! e ci propone la via giusta, noi ci teniamo con l'aiuto di Dio ad imitarlo e lo imiteremo nel proseguire il nostro apostolico ministero. Dalla contemplazione della figura mite e forte di Pio IX, prendiamo ispirazione per inoltrarci di buon passo nella grande impresa, del concilio Vaticano II, che ci sta innanzi".
Pochi giorni prima, commentando gli atti del primo sinodo diocesano - che aveva annunciato il 25 gennaio 1959 assieme al concilio - riferendosi a se stesso affermò: "Da mesi, il Papa dà alcune delle sue ore subsescivae alla storia degli ultimi concilii, con speciale riferimento al Vaticano I; ed in questa giornata, sentendo intorno alla nostra umile persona gli echi di tante buone parole di augurio per la continuazione della lunga vita che il Signore ci ha concesso, pensiamo al venerato predecessore Pio IX di gloriosissima e santa memoria, che appunto all'età nostra esatta, sul finire del suo 79° anno, e sull'inizio dell'anno 80°, come accade a noi in quest'ora, si accingeva alla apertura immediata del Concilio Vaticano, che tanto beneficio nell'ordine spirituale e pastorale doveva apportare e portò alla Chiesa cattolica nel mondo intero".
Successivamente il 6 settembre 1961 rivolgendosi ad un gruppo di fedeli provenienti dalle Marche, precisamente dal paese natale di Papa Mastai Ferretti, Papa Giovanni affermò: "I pellegrini di Senigallia vantano una gloria specialissima: Pio IX. E il vecchio Pio IX deve tornare a farsi vedere. Il pensiero va spesso a questo insigne servo di Dio e non è disgiunto dal desiderio per una sua glorificazione, riconosciuta anche sulla terra. Ci sarà il concilio Vaticano II, il quale non può, in qualche modo, non riallacciarsi al concilio Vaticano I, voluto e aperto da Pio IX. Chissà che in tale circostanza non ci sia pure l'auspicabile gaudio di vedere Pio IX oggetto di particolare venerazione". Già il 25 agosto 1959 a Genazzano nel santuario della Madonna del Buon Consiglio espresse il suo desiderio di beatificare Pio IX: "Pio IX: ecco un nuovo motivo di preghiera al Signore perché, se a lui piacerà, si degni di affrettare il giorno della glorificazione anche in terra del grande e venerato Pontefice".
Il 22 agosto 1962 riferendosi a Pio IX durante un'udienza pubblica esclamò: "Eccelsa e nobile figura di pastore, del quale fu anche scritto, nell'avvicinarlo all'immagine di Nostro Signore Gesù Cristo, che nessuno fu più di lui amato e odiato dai contemporanei. Ma le sue imprese, la sua dedizione alla Chiesa rifulgono oggi più che mai; unanime è l'ammirazione: mi conceda il Signore il grande dono di poter decretare gli onori dell'altare, durante lo svolgimento del XXI Concilio ecumenico a colui che indisse e celebrò il XX, il Vaticano I". Non solo Papa Giovanni ammiratore di Pio IX, ma anche fautore della sua beatificazione durante il concilio Vaticano II! Tanto che nella sua agenda, il 23 novembre, con l'elenco delle persone ricevute scrive: "Padre Ferdinando Antonelli. (...) Lo interessai vivamente per il processo di beatificazione del Santo Padre Pio IX". Questa ammirazione si riscontra soprattutto ne Il Giornale dell'Anima in cui Giovanni XXIII espresse le cose che gli stavano più a cuore; in esso nel raccoglimento di un ritiro spirituale del 1959 scrisse: "Io penso sempre a Pio IX di santa e gloriosa memoria: ed imitandolo nei suoi sacrifici vorrei essere degno di celebrarne la canonizzazione". In una sua invocazione Giovanni esclama: "Oh! grande Pio IX, amabile e forte, custode inflessibile della verità, e previdente apostolo dei tempi moderni! Quale esempio continua a darci di vera grandezza, di costanza tenace, di illuminata prudenza, a conforto e incoraggiamento delle nostre umili, ma generose intraprese!".
(©L'Osservatore Romano - 8 febbraio 2009)
7.2.09
"A plena comunhão com a Igreja implica uma verdadeira fidelidade [ao] ... Concílio Vaticano II" - 4
Constituição pastoral do Concílio Vaticano II sobre a Igreja no Mundo actual, Gaudium et Spes:
"27... são infames as seguintes coisas: tudo quanto se opõe à vida, como seja toda a espécie de homicídio, genocídio, aborto, eutanásia e suicídio voluntário; tudo o que viola a integridade da pessoa humana, como as mutilações, os tormentos corporais e mentais e as tentativas para violentar as próprias consciências; tudo quanto ofende a dignidade da pessoa humana, como as condições de vida infra-humanas, as prisões arbitrárias, as deportações, a escravidão, a prostituição, o comércio de mulheres e jovens; e também as condições degradantes de trabalho; em que os operários são tratados como meros instrumentos de lucro e não como pessoas livres e responsáveis. Todas estas coisas e outras semelhantes são infamantes; ao mesmo tempo que corrompem a civilização humana, desonram mais aqueles que assim procedem, do que os que padecem injustamente; e ofendem gravemente a honra devida ao Criador."Se existissem Católicos que apoiassem a liberalização destas práticas infames e que se opõem à vida e à dignidade humanas tais como, por exemplo, o aborto, a eutanásia, o suícidio e a prostituição, esses Católicos não estariam a ser verdadeiramente fiéis aos ensinamentos conciliares e, logo, não estariam em plena comunhão com a Igreja.
Bribery Vs Burberry: a hipótese inglês técnico
O então Ministro do Ambiente, ícone metrosexual, sempre demonstrou um particular gosto pelas roupinhas elegantes. Na reunião que ralizou com o Sr. Smith o então Ministro do Ambiente terá elogiado a camisola Burberry do representante do Freeport. Mas, como o Sr. Smith não é fluente em Inglês Técnico, terá feito uma lamentável confusão da qual resultou todo este imbróglio.
"A plena comunhão com a Igreja implica uma verdadeira fidelidade [ao] ... Concílio Vaticano II" - 3
Constituição conciliar sobre a Sagrada Liturgia, Sacrosantum Concilium
"36. § 1. Deve conservar-se o uso do latim nos ritos latinos..."Suponham que o Rito Latino não conservava o uso do latim - língua oficial da Igreja - e que este não era ensinado aos seminaristas que se viam assim impedidos de cumprir esta norma conciliar. Neste caso, provavelmente não existiria uma verdadeira fidelidade ao Concílio...
6.2.09
"A plena comunhão com a Igreja implica uma verdadeira fidelidade [ao] ... Concílio Vaticano II" - 2
Constituição dogmática sobre a Revelação Divina do Concílio Vaticano II, Dei Verbum, n.º19:
"19. A santa mãe Igreja defendeu e defende firme e constantemente que estes quatro Evangelhos, cuja historicidade afirma sem hesitação, transmitem fielmente as coisas que Jesus, Filho de Deus. durante a sua vida terrena, realmente operou e ensinou para salvação eterna dos homens, até ao dia em que subiu ao céu (cfr. Act. 1. 1-2)."De acordo com o Concílio Vaticano II e o Papa Bento XVI, se, por hipótese académica, existisse algum teólogo ou biblista que considerasse que os Evangelhos não relatam factos históricos, esse senhor não estaria em plena comunhão com a Igreja.
"A plena comunhão com a Igreja implica uma verdadeira fidelidade [ao] ... Concílio Vaticano II" - 1
Constituição Dogmática sobre a Igreja do Concílio Vaticano II, dita Lumen Gentium, n.º25:
"... Esta religiosa submissão da vontade e do entendimento é por especial razão devida ao magistério autêntico do Romano Pontífice, mesmo quando não fala ex cathedra; de maneira que o seu supremo magistério seja reverentemente reconhecido, se preste sincera adesão aos ensinamentos que dele emanam, segundo o seu sentir e vontade; estes manifestam-se sobretudo quer pela índole dos documentos, quer pelas frequentes repetições da mesma doutrina, quer pelo modo de falar."Ou seja, de acordo com o Vaticano II e com o Papa Bento XVI, quem não não adere ao 'mero' magistério ordinário dos Papas expresso, por exemplo, nas Encíclicas (esta, esta ou esta, por exemplo), não está em plena comunhão com a Igreja.
4.2.09
Radical
Apesar dos nossos insistentes protestos, lá partiu com a sua mala de cartão.
E nunca mais ouvimos falar dele !
Até que ressurgiu agora na Internet. Continua ligado ao "Verbe et Vie". Pertence a uma comunidade de que fazem parte, para além dele e da família, pelo menos um sacerdote e homens e mulheres consagrados.
E, apesar dos cabelos precocemente brancos, o sorriso não engana: É feliz.
3.2.09
Mensagem do Papa para a Quaresma 2009

[O texto completo]
... In this year’s Lenten Message, I wish to focus my reflections especially on the value and meaning of fasting.
... Lent could be a propitious time to present again the norms contained in the [Apostolic Constitution Pænitemini of 1966], so that the authentic and perennial significance of this long held practice may be rediscovered, and thus assist us to mortify our egoism and open our heart to love of God and neighbor, the first and greatest Commandment of the new Law and compendium of the entire Gospel (cf. Mt 22, 34-40).
... Denying material food, which nourishes our body, nurtures an interior disposition to listen to Christ and be fed by His saving word. Through fasting and praying, we allow Him to come and satisfy the deepest hunger that we experience in the depths of our being: the hunger and thirst for God.
At the same time, fasting is an aid to open our eyes to the situation in which so many of our brothers and sisters live. ... Voluntary fasting enables us to grow in the spirit of the Good Samaritan... the faithful being invited to give to the poor what had been set aside from their fast ...
From what I have said thus far, it seems abundantly clear that fasting represents an important ascetical practice, a spiritual arm to do battle against every possible disordered attachment to ourselves. Freely chosen detachment from the pleasure of food and other material goods helps the disciple of Christ to control the appetites of nature, weakened by original sin, whose negative effects impact the entire human person. ... Let us use sparingly words, food and drink, sleep and amusements. May we be more alert in the custody of our senses.” ...
May every family and Christian community use well this time of Lent, therefore, in order to cast aside all that distracts the spirit and grow in whatever nourishes the soul, moving it to love of God and neighbor. I am thinking especially of a greater commitment to prayer, lectio divina, recourse to the Sacrament of Reconciliation and active participation in the Eucharist, especially the Holy Sunday Mass...
GALLUP: Abortion decision least popular of President's early actions...
"Obama's decision to reverse the prohibition on funding for overseas family-planning providers may be the least popular thing he has done so far. This was an executive order that forbade federal government money from going to overseas family-planning groups that provide abortions or offer abortion counseling. Fifty-eight percent of Americans disapprove of Obama's decision to lift this ban, while only 35% approve of it. The ban on federal funds to these groups was put in place by Ronald Reagan, but lifted by Bill Clinton. George W. Bush re-instituted the ban after taking office in 2001, but Obama has once again lifted it."
Vinde e Contemplai
"A gravação foi realizada no dia 1 de Dezembro de 2008 dentro da Clausura do nosso Carmelo. Os cânticos são interpretados por nós, Irmãs Carmelitas, em clima de oração e de grande simplicidade, e pretendem igualmente introduzir aquele que os escuta, num clima de recolhimento e de comunhão com Deus.Se “a Liturgia é a visão do invisível”, é nosso desejo que estes cânticos litúrgicos ajudem a abrir espaços ao Senhor no coração de cada um, que permitam o encontro com Ele. Quereríamos que quem os ouvisse pudesse sentir aquela “brisa suave” que sussurra em nome do Senhor:
“Não estás sem Mim”. “ Sou a tua companhia, sempre!”
Ficamos a rezar por todos vós, para que possais fazer uma verdadeira experiência do intenso e infinito Amor de Deus nas vossas vidas. É essa a razão porque estamos aqui, e com alegria entregamos a nossa vida a Deus.
Agradecemos imensamente a todos aqueles cuja iniciativa e empenho conduziram à concretização deste CD, alguns dos quais quiseram ficar no anonimato. Ofereceram o seu trabalho: Miguel Noronha de Andrade (gravação e produção), Ramón Galarza (utilização de material de sonoplastia), Spirituc (design). Agradecemos igualmente a amável atenção da Speedmedia (reprodução).
Este CD não está à venda. Será solicitado ao Carmelo de S. José, só por telefone,
mediante um donativo para as nossas obras, para cobrir as despesas do CD e do correio.
Estarão desta forma a contribuir para ajudar as obras do nosso Carmelo.
[(+351) 249 531 627, das 09.30 h às 17.00h]
Retirado do site do Carmelo de São José, em Fátima"
Mais informação em Sulco.
2.2.09
Anti-Gay Marriage Donors Fear Increased Threats After California Judge's Disclosure Ruling
... "Disclosure inherently carries the risk of harassment and intimidation. No voter in the state of California in their right mind would care that Joe Blow gave as little as $100 to a multimillion-dollar campaign."
... Brian Brown, executive director for the National Organization for Marriage California, said stopping the disclosure of smaller donors is the group's "main concern." The names of major donors already have been disclosed on the secretary of state's Web site.
... "You get telephone calls, you get threats," McDermott told FOXNews.com. "Ask anyone — If you've donated, your name is published everywhere, all over California. That's what's happening."
"They come all day and night," he said.
... Brown said he's particularly troubled by a Web site that shows a map of donors, how much they donated and when.
... Bopp continued, "We have demonstrated that there was a concerted campaign to harass and intimidate the donors and that harassment was carried out. We think that's sufficient to say that this group does not have to disclose at all."
1.2.09
"Tyburn Tree" near Marble Arch in London
"For centuries, the "Tyburn Tree" near Marble Arch in London was a place of abject horror for Catholics.Between 1535 and 1679 nearly 400 Roman Catholics were executed on the triple-pillared gallows for refusing to recant their faith, as priest hunters scoured Britain looking for traitors to the post-Reformation crown.
... The first martyrs of the Protestant Reformation – St John Houghton and four other priests – were executed for treason there on 4 May 1535 for refusing to recognise Henry VIII as the head of the English Church. Houghton was hanged, drawn and quartered.
Watching their procession towards Tyburn from the window at his prison in the Tower of London, soon-to-be martyr Thomas More was said to have remarked to his daughter: "Look Meg! These blessed Fathers be now as cheerfully going to their deaths as bridegrooms to their marriage!"
In 1571, Queen Elizabeth I erected the Tyburn Tree, a triangular gallows purposely built for multiple executions. The supports were strong enough to hang eight people from each side of the gallows, allowing a gruesome public spectacle that visibly reinforced the Crown's power.
The last Catholic to die at Tyburn for their faith was St Oliver Plunkett, the Archbishop of Armagh, on 1 July 1679. He had been falsely accused of being part of a papist plot to assassinate Charles II.
Since the 1950s the site has been marked simply by a stone roundel but Westminster City Council has begun looking for ideas for a more fitting memorial in honour of the hundreds of martyrs who swung from the Tyburn Tree – one that will very publicly associate one of Britain's busiest shopping areas with the persecution of Catholics."
[Fonte]
O anti-antisemitismo selectivo
- Holocaust a 'big lie': Iran govt spokesman: "Iran's government spokesman on Tuesday branded the Holocaust a "big lie"...


