28.9.09

In Montes

1 Mac 2, 27-48:
27 ... em altos brados, Matatias levantou a voz através da cidade e disse: «Aquele que sentir zelo pela lei e permanecer fiel à aliança, venha e siga-me.» 28 E fugiu com os filhos, em direcção às montanhas, abandonando todos os seus bens na cidade.

29 Então, muitos dos que procuravam a rectidão e a justiça, encaminharam-se para o deserto, para ali se refugiarem, 30 juntamente com os seus filhos, as suas mulheres e os seus rebanhos, porque a perseguição chegara ao auge.
Este blog parte para o exílio.

Até Sempre.

UPDATE: Resistência armada

Acabaram-se os bolicaos !

Não há condições...

A resistência armada fica suspensa até que seja possível 'recuperar' uma loja da telepizza com os respectivos stocks e pessoal especializado.

27.9.09

Resistência armada

Catecismo da Igreja Católica, n.º2243:
2243. A resistência à opressão do poder político não recorrerá legitimamente às armas, senão nas seguintes condições:

1 – em caso de violações certas, graves e prolongadas dos direitos fundamentais;
2 – depois de ter esgotado todos os outros recursos;
3 – se não provocar desordens piores;
4 – se houver esperança fundada de êxito;
5 – e se for impossível prever razoavelmente soluções melhores.
Pois então analisemos:

  1. "violações certas, graves e prolongadas dos direitos fundamentais"

    Como diria o Dr. Jorge Sampaio, "Dispenso-me de os mencionar um a um, pois são do conhecimento do País."

  2. "depois de ter esgotado todos os outros recursos"

    Tradicionalmente, a Aristocracia e a Igreja serviam de contrapeso ao poder 'executivo'. Hoje em dia, a primeira foi substituída pelo Joe Berardo e a influência da segunda já não existe.

    Os remédios liberais da separação e divisão de poderes também não funcionam. Governo e poder legislativo são um só e o poder judicial foi metido no bolso de trás das calças do engenheiro.

    As forças armadas foram sendo domesticadas através do orçamento de estado e são neste momento uma ameaça menos credível que a ASAE ou a EMEL.

    O chamado '4.º poder' anda pela trela do PS.

    As instituições da sociedade civil, esmagadas entre o peso crescente do Estado e o avanço inexorável do mercado, deixaram de existir.

    O que resta de sector económico privado está refém do fisco, dos contratos ou do poder 'regulador' do Estado.

    As eleições a que os nossos senhores se submetem de 4 em 4 anos, resultam sempre na imposição da escolha de uma minoria, devidamente manipulada pela propaganda, ao todo da Nação. E as eleições de hoje são disso prova.

    Resultado: É o Sócrates total !

  3. "se não provocar desordens piores"

    A minha Mãe sempre disse que era muito arrumadinho.

  4. "se houver esperança fundada de êxito"

    Sou do Benfica...

  5. "se for impossível prever razoavelmente soluções melhores."

    É impossível.
Existe uma 6.ª condição que o Catecismo omite: a resistência armada exige armas ...

Eu não tenho armas.


Portanto, parto em espírito para a Serra da Arrábida - Serra Mãe chamou-lhe o poeta (tradução em castelhano 'Sierra Madre'). Levo o martelo cá de casa e um caixote de Bolicaos que consegui surripiar da dispensa enquanto as miúdas estavam a ver o Ruca.

Hasta la vitória !

Era uma vez um Governo do "centro-direita" (!) que foi derrubado com a ajuda activa dos Cavacos, das Manuelas Ferreira Leite, dos Josés Manueis Fernandes, dos Pachecos Pereira. O Governo caiu por razões que, passados 4 anos, ainda ninguém conseguiu concretizar. Também ninguém sabe explicar porque razão os critérios utilizados com o Santana não foram depois aplicados ao Sócrates.

Com o Sócrates chegaram a liberalização do aborto, a procriação medicamente assistida, a pesquisa em embriões, a 'educação' sexual nas escolas, a agenda revolucionária do lobby gay, a nova lei do divórcio, os ataques à educação religiosa nas escolas e à assistência religiosa nas forças armadas e hospitais...

Em muitos destes processos tivemos ainda direito à assinaturazinha do Cavaco no fim da página.

Os mesmos Cavacos, Manuelas Ferreira Leite, Josés Manueis Fernandes e Pachecos Pereira que ajudaram a eleger o Sócrates, queixam-se agora do autoritarismo socratista - que é real -, da corrupção, dos ataques à liberdade de imprensa, do controlo dos media, do despesismo, da política da mentira espectáculo e pedem que a gente mande o Sócrates para casa para eles poderam voltar a ser quem eram.


Eu emigrava, mas para onde?

(Também não sei se, nestas circunstâncias, a minha religião o permite... já para não falar da minha mulher).