18.5.10

"A crise" made me do it

A desculpa que Cavaco inventou para aprovar esta abominação foi "A crise". Porque, ele por ele, não o faria ...

Não me recordo se "A crise" já estava a decorrer quando o mesmo Cavaco aprovou, sempre contra as suas convicções:

  • a liberalização do aborto
  • a experimentação em embriões e a clonagem
  • a liberalização do divórcio
  • a educação (homo)sexual nas escolas, etc...
Poupe-nos.

O que a decisão de ontem veio legitimar foi a relação contra-natura que existe entre Sócrates e Cavaco. Não é uma relação de amor. Da parte de Cavaco Silva é uma questão de necessidade. Cavaco vende-se pelos 30 votos que ele acha que lhe permitirão ser re-eleito [ou pela 'boa-vontade mediática' que esta decisão lhe vai comprar]. Aliás todo o seu mandato deve ser lido por este prisma.

Os eleitores de Cavaco devem fazer o exercício de história alternativa que consiste em imaginar o que teria sido diferente se nas últimas eleições tivesse sido eleito Manuel Alegre (ou Mário Soares).

E a resposta é ... nada ! Minto. Existe ums pequenina diferença: se Manuel Alegre ou Mário Soares tivessem sido eleitos e depois tomassem as mesmas decisões que Cavaco tomou não estariam a trair o o seu eleitorado... e seriamos poupados ao constante e irritante lavar de mãos de Cavaco.

Cavaco nunca mais.

E a grande consequência desta decisão agora tomada será esta:
"Ao promulgar a “lei” iníqua do falsamente denominado “casamento” entre pessoas do mesmo sexo o Presidente da República, que se proclama católico praticante, comete um gravíssimo pecado que gera uma “grande perseguição” à Igreja. Não só pelo seu pecado em si, mas também por todos os efeitos funestos que dessa “legislação” derivarão."
Infelizmente, já existem demasiados exemplos noutros países...

Sem comentários: