31.7.10

S. INÁCIO DE LOYOLA, presbítero

"Em 1521, uma bala de canhão fracturou a perna esquerda do Capitão Inácio de Loyola.

Inácio gostava muito de ler livros mundanos e fantasistas, que costumam chamar-se «de cavalaria». Quando se sentiu livre de perigo, pediu que lhe dessem alguns deste género para passar o tempo. Mas não se tendo encontrado naquela casa nenhum livro desses, deram-lhe a «Vita Christi» e um livro da vida dos Santos, ambos em vernáculo.

Com a leitura frequente destas obras, começou a ganhar algum gosto pelas coisas que ali estavam escritas. ... detinha-se a pensar consigo mesmo: «E se eu fizesse como fez São Francisco e como fez São Domingos?».

E reflectia em muitas coisas destas, durante longo tempo. Mas sobrevinham-lhe depois os pensamentos mundanos ..., e também neles se demorava longamente.

E esta sucessão de pensamentos durou muito tempo

Mas havia esta diferença: quando se entretinha com os pensamentos mundanos, sentia grande prazer; e logo que, já cansado, os deixava, ficava triste e árido de espírito; quando, porém, pensava em seguir os rigores dos Santos, não somente sentia consolação enquanto neles pensava, mas também ficava contente e alegre depois de os deixar.

... até que uma vez se lhe abriram os olhos da alma e começou a admirar-se desta diferença e a reflectir sobre ela; e compreendeu por experiência própria que um género de pensamentos lhe deixava tristeza e o outro alegria..."

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