- Cavaco Silva obterá menos de 50 % dos votos (incluindo brancos e nulos) na 1.ª volta das eleições presidenciais. Continuará a pensar uma coisa e a assinar outra. "Um modelo de político católico".
- O D. Januário Torgal Ferreira, o Frei Bento Rodrigues, o P. Anselmo Borges, o P. Carreira das Neves e um carmelita não identificado, depois de conversações de carácter doutrinal que demorarão quase 15 minutos - incluindo pausa para chá -, juntar-se-ão à Igreja Anglicana.
Três meses depois o D. Januário abandonará a comunhão anglicana despeitado com a reacção da hierarquia à sua auto-candidatura a cardeal anglicano.
- O Sócrates deixará de ser 1.º Ministro e assumirá o cargo de Presidente do Futebol Clube do Porto.
Pinto da Costa será o novo primeiro-ministro. Agências de rating sobem rating da dívida pública para AAAA+++ ultra. Gangues ucranianos e romenos abandonam o país. Benfiquistas obrigados a usar uma braçadeira vermelha no braço.
- No 3.º trimestre de 2011 o Santo Padre nomeará 5 novos bispos portugueses. Os novos bispos serão velhos conhecidos: Bispo do Porto e bispos auxiliares de Lisboa, Porto e Braga.
Comtinuará a ser possível advogar publicamente a heresia sem quaisquer consequências ... terrenas. - Francisco Louçã fará 60 anos e continuará a ser o mais antigo líder partidário em actividade. Cientistas recolhem ADN de Louçã para tentar encontrar o segredo da eterna adolescência. Jornalistas do Público promovem canonização de Louçã em vida.
- Os seguidores do Monsenhor Lefebvre assinarão a declaração de 1988 já anteriormente subscrita (e posteriormente recusada) pelo Arcebispo Bispo emérito de Tulle. Papa regularizará a situação dos bispos, sacerdotes, capelas e casas da Fraternidade Sacerdotal S. Pio X, concedendo-lhes um estatuto canónico de Administração Apostólica Pessoal.
Misteriosa epidemia de ataques cardíacos entre o episcopado mundial (incluindo o Bispo Williamson da dita Fraternidade).
Santo Padre eleva D. Januário à dignidade de Cardeal com estatuto de não eleitor.
- "Casamento" gay passará a ser universalmente obrigatório. Heterossexuais perseguidos nas ruas, despedidos dos empregos e vítimas de cruéis anedotas (isto ainda será o pior). Primeira parada de orgulho heterossexual em lisboa: participantes exibem os seus fatos escuros e as suas gravatas sóbrias enquanto dão o braço às suas esposas, provocando grande escândalo.
- Papa visitará os territórios anteriormente conhecidos como "Espanha" por 5 vezes.
Bento XVI não visitará Fátima.
- Depois de décadas de prejuízos, a Sonaecom finalmente venderá o Público a José Eduardo dos Santos.
- A universidade católica, a emissora católica, a agência de notícias católica continuarão a ser indistinguíveis das suas congéneres não confessionais. (Excepto no que diz respeito à desconfiança com que as primeiras acolhem o magistério pontifício).
- Em 2011 as causas fracturantes da moda serão a liberalização da prostituição e da eutanásia.
Será publicada uma violenta carta pastoral sobre o aquecimento global.
- Este blog continuará a ser visitado por milhares e milhares de leitores
e o seu autor continuará a ensair o seu encerramento definitivo a cada dois meses.
Assistindo a um acidente em câmara lenta (a.k.a. governo do sobrinho do Dr. Jorge Coelho). E também estou chateado com os idiotas úteis. E, já agora, pode não parecer, mas continuo servo inútil de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.
31.12.10
PREVISÕES PARA 2011
S. SILVESTRE I, papa
Eleito bispo da Sé Romana no ano 314, governou a Igreja no tempo do imperador Constantino Magno, quando o cisma donatista e a heresia ariana provocavam graves danos ao povo cristão. Morreu em 335 e foi sepultado no cemitério de Priscila, na via Salária.
30.12.10
O arsenal das divisões do Papa
"These notes are contained in ... the "Treatise on the Seven Spiritual Weapons" in which [St. Catherine of Bologna (1413-1463)] teaches that to combat evil it is necessary: "(1) to be careful always to do good; (2) to believe that we can never achieve anything truly good by ourselves; (3) to trust in God and, for His love, never to fear the battle against evil, either in the world or in ourselves; (4) to meditate frequently on the events and words of Jesus' life, especially His passion and death; (5) to remember that we must die; (6) to keep the benefits of heaven firmly in our minds, (7) to be familiar with Holy Scripture, keeping it in our hearts to guide all our thoughts and actions".
Bento XVI, 29/12/2010
Bento XVI, 29/12/2010
29.12.10
S. TOMÁS BECKET, bispo e mártir

Nasceu em Londres em 1118. Arcebispo de Cantuária e chanceler do reino - cargo a que renunciou por considerar incompatível com o seu ministério episcopal, defendeu corajosamente os direitos da Igreja contra Henrique II; este condenou-o ao desterro na França durante seis anos. Voltando à pátria, teve de sofrer ainda numerosas dificuldades, até que os guardas reais o mataram em 1170.
S. Tomás opôs-se a Henrique II quando este pretendeu usurpar o poder de julgar os clérigos, tendo excomugado e imposto interdito a dois bispos que tinham defendido o Rei. Como se poderá ler aqui, era também um advogado dos privilégios e do primado petrino.
O Rei, enquanto lançava o telemóvel ao chão com toda a força, terá exclamado: "Mas não há ninguém que me livre deste gaijo, [palavrão] ?" Encontravam-se ali perto 5 assessores que tomaram este desabafo irado como se de uma resolução do conselho de ministros se tratasse.
"The murderers followed him; 'Absolve', they cried, 'and restore to communion those whom you have excommunicated, and restore their powers to those whom you have suspended.'
"He answered, 'There has been no satisfaction, and I will not absolve them.'MORAL DA HISTÓRIA: Passados quase 900 anos, os políticos continuam na mesma, já no que diz respeito aos bispos as opiniões dos historiadores dividem-se...
'Then you shall die,' they cried, 'and receive what you deserve.'
'I am ready,' he replied, 'to die for my Lord, that in my blood the Church may obtain liberty and peace. But in the name of Almighty God, I forbid you to hurt my people whether clerk or lay.'
"Then they lay sacrilegious hands on him, pulling and dragging him that they may kill him outside the church, or carry him away a prisoner, as they afterwards confessed. But when he could not be forced away from the pillar, one of them pressed on him and clung to him more closely. Him he pushed off calling him 'pander', and saying, 'Touch me not, Reginald; you owe me fealty and subjection; you and your accomplices act like madmen.'
"The knight, fired with a terrible rage at this severe repulse, waved his sword over the sacred head. 'No faith', he cried, 'nor subjection do I owe you against my fealty to my lord the King.'
"Then the unconquered martyr seeing the hour at hand which should put an end to this miserable life and give him straightway the crown of immortality promised by the Lord, inclined his neck as one who prays and joining his hands he lifted them up, and commended his cause and that of the Church to God, to St. Mary, and to the blessed martry Denys. Scarce had he said the words than the wicked knight, fearing lest he should be rescued by the people and escape alive, leapt upon him suddenly and wounded this lamb who was sacrificed to God on the head, cutting off the top of the crown which the sacred unction of the chrism had dedicated to God; and by the same blow he wounded the arm of him who tells this. For he, when the others, both monks and clerks, fled, stuck close to the sainted Archbishop and held him in his arms till the one he interposed was almost severed.
"Then he received a second blow on the head but still stood firm. At the third blow he fell on his knees and elbows, offering himself a living victim, and saying in a low voice, 'For the Name of Jesus and the protection of the Church I am ready to embrace death.'
"Then the third knight inflicted a terrible wound as he lay, by which the sword was broken against the pavement, and the crown which was large was separated from the head. The fourth knight prevented any from interfering so that the others might freely perpetrate the murder.
"As to the fifth, no knight but that clerk who had entered with the knights, that a fifth blow might not be wanting to the martyr who was in other things like to Christ, he put his foot on the neck of the holy priest and precious martyr, and, horrible to say, scattered his brain and blood over the pavement, calling out to the others, 'Let us away, knights; he will rise no more.'
P.S. Murder in the Cathedral a verse drama by T. S. Eliot.
28.12.10
Riposto durante la fuga in Egitto (Caravaggio)
[Detalhe]:
'Em verdade vos digo: Sempre que fizestes isto a um destes ...mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes.' (Mt 25, 40)
26.12.10
As opiniões pessoais do Santo Padre
"In the last years of John XXII's pontificate [1316-1334] there arose a dogmatic conflict about the Beatific Vision, which was brought on by himself, and which his enemies made use of to discredit him.
Before his elevation to the Holy See, he had written a work on this question, in which he stated that the souls of the blessed departed do not see God until after the Last Judgment.
After becoming pope, he advanced the same teaching in his sermons. In this he met with strong opposition, many theologians, who adhered to the usual opinion that the blessed departed did see God before the Resurrection of the Body and the Last Judgment, even calling his view heretical. A great commotion was aroused in the University of Paris when the General of the Minorites and a Dominican tried to disseminate there the pope's view.
Pope John wrote to King Philip IV on the matter (November, 1333), and emphasized the fact that, as long as the Holy See had not given a decision, the theologians enjoyed perfect freedom in this matter. In December, 1333, the theologians at Paris, after a consultation on the question, decided in favour of the doctrine that the souls of the blessed departed saw God immediately after death or after their complete purification; at the same time they pointed out that the pope had given no decision on this question but only advanced his personal opinion, and now petitioned the pope to confirm their decision.
John appointed a commission at Avignon to study the writings of the Fathers, and to discuss further the disputed question. In a consistory held on 3 January, 1334, the pope explicitly declared that he had never meant to teach aught contrary to Holy Scripture or the rule of faith and in fact had not intended to give any decision whatever. Before his death he withdrew his former opinion, and declared his belief that souls separated from their bodies enjoyed in heaven the Beatific Vision... John XXII died on 4 December, 1334, in the eighty-fifth year of his age. "
Catholic Encyclopedia, 1917
Before his elevation to the Holy See, he had written a work on this question, in which he stated that the souls of the blessed departed do not see God until after the Last Judgment.
After becoming pope, he advanced the same teaching in his sermons. In this he met with strong opposition, many theologians, who adhered to the usual opinion that the blessed departed did see God before the Resurrection of the Body and the Last Judgment, even calling his view heretical. A great commotion was aroused in the University of Paris when the General of the Minorites and a Dominican tried to disseminate there the pope's view.
Pope John wrote to King Philip IV on the matter (November, 1333), and emphasized the fact that, as long as the Holy See had not given a decision, the theologians enjoyed perfect freedom in this matter. In December, 1333, the theologians at Paris, after a consultation on the question, decided in favour of the doctrine that the souls of the blessed departed saw God immediately after death or after their complete purification; at the same time they pointed out that the pope had given no decision on this question but only advanced his personal opinion, and now petitioned the pope to confirm their decision.
John appointed a commission at Avignon to study the writings of the Fathers, and to discuss further the disputed question. In a consistory held on 3 January, 1334, the pope explicitly declared that he had never meant to teach aught contrary to Holy Scripture or the rule of faith and in fact had not intended to give any decision whatever. Before his death he withdrew his former opinion, and declared his belief that souls separated from their bodies enjoyed in heaven the Beatific Vision... John XXII died on 4 December, 1334, in the eighty-fifth year of his age. "
Catholic Encyclopedia, 1917
25.12.10
23.12.10
DIA DE NATAL*: Diálogo entre o Pai Natal e o Menino Jesus
"Foi numa esquina qualquer que se encontraram o Pai Natal e o Menino Jesus. Enquanto aquele se preparava para trepar um prédio, com o seu saco às costas, este último, recém-nascido, descia à terra e oferecia-se inerme, num pobre estandarte, que cobria uma mísera janela.
- Quem és tu, Menino – disse o velho – e que fazes por aqui?! É a primeira vez que te vejo!
- Sou Jesus de Nazaré e ando há vinte séculos à procura de uma casa que me receba e, como há dois mil anos em Belém, não há quem me dê pousada.
- Pois não é de estranhar! Não vês que vens quase nu?! Porque não trazes roupas quentes, como as que eu tenho, para me proteger do frio do inverno?
- O calor com que me aqueço é o fogo do meu amor e o afecto dos que me amam.
- Eu trago muitos presentes, para os distribuir pelas casas das redondezas. E tu, que andas por aqui a fazer?
- Eu sou rico, mas fiz-me pobre, para os pobres enriquecer com a minha pobreza. Eu próprio sou o presente de quem me acolher. Não vim ensinar os homens a ter, mas a ser, porque quanto mais despojada é a vida humana, maior é aos olhos do Criador.
- E de onde vens e como vieste até aqui? Eu venho da Lapónia, lá para as bandas do pólo norte.
- Eu venho do céu, de onde é o meu Pai eterno, e vim ao mundo pelo sim de uma virgem, que me concebeu do Espírito Santo.
- Que coisa estranha! Nunca ouvi falar de ninguém que tenha nascido de uma virgem e assim tenha vindo ao mundo! E não tens nenhum animal que te transporte para tão longa viagem, como eu tenho estas renas?
- Um burrinho foi a minha companhia em Belém, e foi também o meu trono real, na entrada triunfal em Jerusalém.
- Um burro?! Não é grande coisa, para trono de um rei…
- O meu reino não é deste mundo e a sua entrada é tão estreita que os meus cortesãos, para lá entrarem, se têm que fazer pequeninos, porque destes é o meu reino.
- E que coisas ofereces? Que tesouros tens para dar? Que prometes?
- Trago a felicidade, mas escondida na cruz de cada dia; trago o céu, mas oculto no pó da terra; trago a alegria e a paz, mas no reverso das labutas do próprio dever; trago a eternidade, mas no tempo gasto ao serviço dos outros; trago o amor, mas como flor e fruto da entrega sacrificada.
- Pois eu trago as coisas que me pediram: jogos e brinquedos para os miúdos e, para os graúdos, saúde, prazer, riqueza e poder. Mas, por mais que lhes dê, nunca estão satisfeitos!
- A quem me dou, quer-me sempre mais na caridade que tem aos outros, porque é nos outros que eu quero que me amem a mim.
- Mais um enigma! De facto, somos muito diferentes, mas pelo menos numa coisa nos parecemos: ambos estamos sós, nesta noite de consoada!
- Eu nunca estou só, porque onde estou, está sempre o meu Pai e onde eu e o Pai estamos, está também o Amor que nós somos e estão aqueles que me amam.
- Bom, a conversa está demorada e ainda tenho muitas casas para assaltar, pela lareira, como manda a praxe.
- Eu estou à porta e bato e só entrarei na casa de quem liberrimamente me abrir a porta do seu coração e aí cearei e farei a minha morada.
- Pois sim, mas eu vou andando que já estou velho e cansado …
- Eu acabo de nascer e quem, mesmo sendo velho, renascer comigo, será como uma fonte de água viva a jorrar para a vida eterna.
O velho Pai Natal, resmungando, subiu ao telhado do luxuoso prédio, atirou-se pela chaminé abaixo e desapareceu.
Foi então que a janela onde estava o estandarte se abriu e uma pobre velhinha de rosto enrugado, como um antigo pergaminho, beijou o reverso da imagem do Deus Menino, que estremeceu de emoção. A seguir, encostou a vidraça, apagou a luz e, muito de mansinho, adormeceu. Depois, o Menino Jesus, sem a acordar, pegou nela ao colo e, fazendo do seu pendão um tapete mágico, levou-a consigo para o Céu.
P. Gonçalo Portocarrero de Almada
* Os primeiros cristãos chamavam dies natalis, ou seja, natal, ao dia da sua morte, porque entendiam que esse era o dia do seu nascimento para a verdadeira vida.
- Quem és tu, Menino – disse o velho – e que fazes por aqui?! É a primeira vez que te vejo!
- Sou Jesus de Nazaré e ando há vinte séculos à procura de uma casa que me receba e, como há dois mil anos em Belém, não há quem me dê pousada.
- Pois não é de estranhar! Não vês que vens quase nu?! Porque não trazes roupas quentes, como as que eu tenho, para me proteger do frio do inverno?
- O calor com que me aqueço é o fogo do meu amor e o afecto dos que me amam.
- Eu trago muitos presentes, para os distribuir pelas casas das redondezas. E tu, que andas por aqui a fazer?
- Eu sou rico, mas fiz-me pobre, para os pobres enriquecer com a minha pobreza. Eu próprio sou o presente de quem me acolher. Não vim ensinar os homens a ter, mas a ser, porque quanto mais despojada é a vida humana, maior é aos olhos do Criador.
- E de onde vens e como vieste até aqui? Eu venho da Lapónia, lá para as bandas do pólo norte.
- Eu venho do céu, de onde é o meu Pai eterno, e vim ao mundo pelo sim de uma virgem, que me concebeu do Espírito Santo.
- Que coisa estranha! Nunca ouvi falar de ninguém que tenha nascido de uma virgem e assim tenha vindo ao mundo! E não tens nenhum animal que te transporte para tão longa viagem, como eu tenho estas renas?
- Um burrinho foi a minha companhia em Belém, e foi também o meu trono real, na entrada triunfal em Jerusalém.
- Um burro?! Não é grande coisa, para trono de um rei…
- O meu reino não é deste mundo e a sua entrada é tão estreita que os meus cortesãos, para lá entrarem, se têm que fazer pequeninos, porque destes é o meu reino.
- E que coisas ofereces? Que tesouros tens para dar? Que prometes?
- Trago a felicidade, mas escondida na cruz de cada dia; trago o céu, mas oculto no pó da terra; trago a alegria e a paz, mas no reverso das labutas do próprio dever; trago a eternidade, mas no tempo gasto ao serviço dos outros; trago o amor, mas como flor e fruto da entrega sacrificada.
- Pois eu trago as coisas que me pediram: jogos e brinquedos para os miúdos e, para os graúdos, saúde, prazer, riqueza e poder. Mas, por mais que lhes dê, nunca estão satisfeitos!
- A quem me dou, quer-me sempre mais na caridade que tem aos outros, porque é nos outros que eu quero que me amem a mim.
- Mais um enigma! De facto, somos muito diferentes, mas pelo menos numa coisa nos parecemos: ambos estamos sós, nesta noite de consoada!
- Eu nunca estou só, porque onde estou, está sempre o meu Pai e onde eu e o Pai estamos, está também o Amor que nós somos e estão aqueles que me amam.
- Bom, a conversa está demorada e ainda tenho muitas casas para assaltar, pela lareira, como manda a praxe.
- Eu estou à porta e bato e só entrarei na casa de quem liberrimamente me abrir a porta do seu coração e aí cearei e farei a minha morada.
- Pois sim, mas eu vou andando que já estou velho e cansado …
- Eu acabo de nascer e quem, mesmo sendo velho, renascer comigo, será como uma fonte de água viva a jorrar para a vida eterna.
O velho Pai Natal, resmungando, subiu ao telhado do luxuoso prédio, atirou-se pela chaminé abaixo e desapareceu.
Foi então que a janela onde estava o estandarte se abriu e uma pobre velhinha de rosto enrugado, como um antigo pergaminho, beijou o reverso da imagem do Deus Menino, que estremeceu de emoção. A seguir, encostou a vidraça, apagou a luz e, muito de mansinho, adormeceu. Depois, o Menino Jesus, sem a acordar, pegou nela ao colo e, fazendo do seu pendão um tapete mágico, levou-a consigo para o Céu.
P. Gonçalo Portocarrero de Almada
* Os primeiros cristãos chamavam dies natalis, ou seja, natal, ao dia da sua morte, porque entendiam que esse era o dia do seu nascimento para a verdadeira vida.
22.12.10
20.12.10
Os que deixaram de apoiar Cavaco
"João César das Neves anunciou ontem em entrevista ao DN que este ano não apoia Cavaco Silva, ao contrário do que se passou há cinco anos. "Não é por nenhuma contestação pessoal com ele, é, de facto, porque a assinatura dele está numa enorme quantidade das piores leis contra a família da história de Portugal", esclareceu o economista e activista católico. O professor da Universidade Católica não é o único notável que rompeu com o Presidente. Medina Carreira, que foi um dos seus mandatários em 2006, foi outro que se mostrou desiludido e que ficou fora da candidatura..."Não sei que candidado "write-in" é que vou inscrever no boletim... talvez o S. Nuno de Santa Maria... mas ainda estou em reflexão.
Pode ser que ainda surja um candidato que não viole os ditames da "consciência cristã bem formada [que]não permite a ninguém favorecer, com o próprio voto, a actuação de um programa político ou de uma só lei, onde os conteúdos fundamentais da fé e da moral sejam subvertidos...
[Existem] princípios morais que não admitem abdicações, excepções ou compromissos de qualquer espécie... [São] exigências éticas fundamentais e irrenunciáveis, os crentes têm, efectivamente, de saber que está em jogo a essência da ordem moral, que diz respeito ao bem integral da pessoa.
É o caso das leis civis em matéria de aborto e de eutanásia ... que devem tutelar o direito primário à vida, desde o seu concebimento até ao seu termo natural. Do mesmo modo, há que afirmar o dever de respeitar e proteger os direitos do embrião humano. Analogamente, devem ser salvaguardadas a tutela e promoção da família, fundada no matrimónio monogâmico entre pessoas de sexo diferente e protegida na sua unidade e estabilidade, perante as leis modernas em matéria de divórcio: não se pode, de maneira nenhuma, pôr juridicamente no mesmo plano com a família outras formas de convivência, nem estas podem receber, como tais, um reconhecimento legal. Igualmente, a garantia da liberdade de educação, que os pais têm em relação aos próprios filhos, é um direito inalienável, aliás reconhecido nas Declarações internacionais dos direitos humanos. No mesmo plano, devem incluir-se a tutela social dos menores e a libertação das vítimas das modernas formas de escravidão (pense-se, por exemplo, na droga e na exploração da prostituição). Não podem ficar fora deste elenco o direito à liberdade religiosa e o progresso para uma economia que esteja ao serviço da pessoa e do bem comum, no respeito da justiça social, do princípio da solidariedade humana e do de subsidariedade, segundo o qual “os direitos das pessoas, das famílias e dos grupos, e o seu exercício têm de ser reconhecidos”. Como não incluir, enfim, nesta exemplificação, o grande tema da paz? Uma visão irénica e ideológica tende, por vezes, a secularizar o valor da paz; noutros casos, cede-se a um juízo ético sumário, esquecendo a complexidade das razões em questão. A paz é sempre “fruto da justiça e efeito da caridade”; exige a recusa radical e absoluta da violência e do terrorismo e requer um empenho constante e vigilante da parte de quem está investido da responsabilidade política."
Sempre que confrontado com estas "exigências éticas fundamentais e irrenunciáveis" Cavaco fez beicinho e assinou sempre: aborto, experimentação com embriões e "procriação assistida", emparelhamento gay, divórcio, "educação sexual" nas escolas, capelães hospitalares, orçamentos e legislação que violam ajustiça social...
Mais valia fazer um outsourcing e contratar a Rainha de Inglaterra em part time... ficava mais barato.
Além disso: UM VOTO NO CAVACO É UM VOTO NO SÓCRATES, a "boa moeda" que ele ajudou a emitir e que tanto tem poupado, qual carochinha à procura do João Ratão do 2.º Mandato.
16.12.10
Blowing the Cover Off the Austrian 'Cult' - A heresia libertarian, os "austríacos", Novak, Weigel, o Acton Institute
Thomas Storck, New Oxford Review, December 2010:
"In his apostolic letter Octogesima Adveniens (1971) commemorating the eightieth anniversary of Pope Leo XIII’s Rerum Novarum, Pope Paul VI wrote that “we are witnessing a renewal of the liberal ideology [which] asserts itself both in the name of economic efficiency, and for the defense of the individual against the increasingly overwhelming hold of organizations, and as a reaction against the totalitarian tendencies of political powers.” Despite the understandable appeal of this ideology, Pope Paul reminded us that “at the very root of philosophical liberalism is an erroneous affirmation of the autonomy of the individual….” This condemnation is hardly a novelty; it has been expressed, in varying ways, by all or most of the supreme pontiffs from the nineteenth century until today.
... by liberalism the popes always mean classical liberalism, the doctrine that favors free-market economics and which has historically been hostile to Catholic faith and morals. ... Milton Friedman, for example, saw his support for both free-market economics and legalized abortion as an affirmation of the “autonomy of the individual” criticized by Paul VI. ... all liberalism, of whatever type, is part of a movement that has historically been one of the most effective enemies of Christian civilization.
It is in the U.S. that the classical liberal ideology has had its chief locus for some time, and it exercises a powerful influence over the American mind. Even within the Church this is the case, and one thinks of such well-known writers as Michael Novak or George Weigel, or of the Acton Institute, an organization bold enough to choose the well-known nineteenth-century liberal Catholic dissenter and opponent of papal infallibility, Lord Acton, as its patron.
In The Church and the Libertarian Christopher Ferrara deals principally with a group even more extreme in its liberalism. His book takes a critical look at the libertarian adherents of so-called Austrian economics, and especially their chief Catholic spokesman in the U.S., Thomas E. Woods Jr. These individuals, most of whom are affiliated with the Mises Institute in Alabama, collectively offer not only an explicit criticism of papal social teaching but, to one degree or another, either argue for the legality of abortion, same-sex marriage and adoption, blackmail, and even more bizarre practices such as selling children to the highest bidder or starving them to death at the whim of their parents, or at least fail to condemn those among them, such as the late Murray Rothbard, one of their principal theorists, who do espouse such things. The Catholics among them do not necessarily think such practices are moral, only that they should be legal. They themselves, no doubt, are “personally opposed,” but they do not want to restrict the freedom of others who may want to do such things.
...As an economic theory, Austrian economics is a variation on the standard deductive neo-classical model, but in the hands of many of its practitioners, it has extended its reach into political theory and even moral philosophy. In fact, it has become something of a ruling philosophy that is supposed to explain nearly every aspect of human action and guide our conduct in many areas of life. Not without reason have some critics described it as a “cult.”
Now, not all libertarians are Austrians, but all or nearly all Austrian economists are libertarians. As such, they regard the state as an evil — perhaps as a necessary evil, but always an evil. They like to characterize the state as having “a monopoly on violence,” as if that were its essential characteristic. The high place given the state in Catholic thought does not move them at all — even the Catholics among the Austrians think that their system of thought is superior to the teaching of the Church. Whenever a conflict exists or arises between them and the Church, they simply announce that the Church is wrong, the popes have overstepped the correct bounds of their teaching mandate, and that is that. Yet they react with a certain amount of hysteria if anyone should accuse them of being dissenters or label them as “social modernists,” the term Pius XI used for those who dissent from the Church’s social doctrine. If ecclesiastical authority were as vigilant today about suppressing heresy and dissent as it was in 1910 or 1950, the Catholic Austrians would either have to shut up or leave the Church. But, alas, such is not the case, and they continue with their career of deception and misinformation to the hurt of not a few Catholics.
Hence the timeliness of Ferrara’s book...[continuação]"
11.12.10
85.º aníversário da Encíclica do Papa Pio XI sobre a festa de Cristo Rei (11/12/1925)
Celebra-se hoje o 85.º aníversário da Encílica Quas Primas:
"Nos anima, sin embargo, la dulce esperanza de que la fiesta anual de Cristo Rey... impulse felizmente a la sociedad a volverse a nuestro amadísimo Salvador. Preparar y acelerar esta vuelta con la acción y con la obra sería ciertamente deber de los católicos; pero muchos de ellos parece que no tienen en la llamada convivencia social ni el puesto ni la autoridad que es indigno les falten a los que llevan delante de sí la antorcha de la verdad. Estas desventajas quizá procedan de la apatía y timidez de los buenos, que se abstienen de luchar o resisten débilmente; con lo cual es fuerza que los adversarios de la Iglesia cobren mayor temeridad y audacia. Pero si los fieles todos comprenden que deben militar con infatigable esfuerzo bajo la bandera de Cristo Rey, entonces, inflamándose en el fuego del apostolado, se dedicarán a llevar a Dios de nuevo los rebeldes e ignorantes, y trabajarán animosos por mantener incólumes los derechos del Señor.
Además, para condenar y reparar de alguna manera esta pública apostasía, producida, con tanto daño de la sociedad, por el laicismo, ¿no parece que debe ayudar grandemente la celebración anual de la fiesta de Cristo Rey entre todas las gentes? En verdad: cuanto más se oprime con indigno silencio el nombre suavísimo de nuestro Redentor, en las reuniones internacionales y en los Parlamentos, tanto más alto hay que gritarlo y con mayor publicidad hay que afirmar los derechos de su real dignidad y potestad."
8.12.10
Carta do Prelado do Opus Dei de Dezembro de 2010 (08/12/2010)
Nesta carta, "D. Javier Echevarría sugere preparar o Natal procurando a graça nos sacramentos, e lendo e meditando com frequência a Palavra de Deus".
Excerto:
Excerto:
"... convido-vos a reler um ponto de Forja: «... A turbulência das águas não pôde extinguir o fogo da caridade. Ofereço-te duas interpretações destas palavras da Escritura Santa: uma, que a multidão dos teus pecados passados – a ti que estás bem arrependido – não te afastará do amor do nosso Deus. E outra, que as águas da incompreensão, das contradições, que talvez estejas a sofrer, não deverão interromper o teu trabalho apostólico».
Nos últimos dias, fiz uma viagem rápida a Fátima e a Santiago de Compostela, seguindo os passos do nosso Fundador. Sabeis como o Santuário de Fátima o atraía de modo especial. Como já vos contei noutras alturas, ali acorreu frequentemente S. Josemaria, para confiar à Virgem Mãe as suas intenções, certo de que a oração de Maria é sempre atendida pelo Senhor. Também fui a Santiago de Compostela, recordando a peregrinação do nosso Fundador ao sepulcro do Apóstolo, em 1938, que foi igualmente um ano jubilar, e unindo-me à oração de Bento XVI nesse lugar, poucos dias antes. ... Rezei pela Igreja, pelo Papa, pelos fiéis – cada mulher, cada homem – do Opus Dei.
Recorramos sempre a Jesus por meio de Maria, com fé e perseverança, numa oração de unidade com a Igreja e com toda a humanidade".
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99 ovelhas sem pastor,
Carta do Prelado,
D. Javier Echevarría,
Opus Dei
7.12.10
Mensagem dos Bispos de Portugal em tempo de Natal (07/12/2010)
[Mensagem subscrita pelo Sr. Bispo desta Diocese]
Corresponsáveis na Esperança
Mensagem dos Bispos de Portugal em tempo de Natal
Ocorre este Natal em circunstâncias dramáticas para muitas pessoas e famílias de Portugal, razão por que enviamos colectivamente esta mensagem natalícia aos cristãos e a todos os que se queiram deixar interpelar pela nossa voz. O Natal de Jesus Cristo, Deus feito homem, tem de celebrar-se em comunhão, afectiva e efectiva, com a vida dos homens e mulheres do nosso tempo. 1. Problemas e causas Não pretendemos elencar aqui os diferentes problemas que afectam as populações do nosso país. Mas não podemos dispensar-nos de reflectir sobre as suas causas, sem prejuízo do atendimento diário de cada pessoa e família em situação de carência, reconhecendo que, na base das causas financeiras e económicas da crise, figura o menosprezo de valores e de princípios éticos fundamentais (cf. Bento XVI, «Caritas in Veritate», nn. 21, 53, 45 e 65). Entre as causas mais visíveis, realçamos os poderosos interesses incontroláveis, nacionais e transnacionais, a falta de coragem e verdade governativas, os exagerados interesses individuais, a desregulação dos mercados, a circulação descontrolada de capitais, a competitividade desumana e sem limites, a cultura e a prática das desigualdades sociais, a insuficiência do diálogo e da concertação, a promoção do consumismo, a rejeição da sobriedade e da poupança. Se, por um lado, parece até que se pretende superar a crise sem intervir nas suas causas, por outro, muitas forças que pretendem essa intervenção quase se limitam à contestação sistemática da ordem vigente, sem formularem propostas consistentes e sem experimentarem, no concreto, as suas opções, tornando a governação do mundo e do país muito difícil. 2. Construção da esperança No caminho inverso, o da construção da esperança, não podemos ignorar alguns avanços conseguidos ao longo dos séculos e, especialmente nas últimas décadas, destacamos, entre eles, a democracia, a generalização do acesso ao ensino, a legislação acerca da escolha livre da família no que toca à educação, a preocupação pela segurança interna, a cooperação no âmbito da União Europeia e na esfera internacional. É evidente como vários sectores da sociedade têm contribuído, em maior ou menor grau, para os avanços conseguidos. Na perspectiva cristã, é legítimo afirmar que estamos diante de sinais da presença de Deus no mundo, com uma tríplice interpelação: o reconhecimento do bem que existe; o dizer não ao desperdício de tão valioso património; e a superação dos males que persistem. Apontamos alguns obstáculos à esperança mais graves e visíveis: injustiças e desigualdades gritantes, desemprego e frustrações pessoais e colectivas, pobreza e exclusão social que «bradam aos céus», manifestações de violência doméstica e colectiva, propensão difusa para o derrotismo, cultura do individualismo, falta de aplicação ética no domínio público. Todos nos rebelamos contra estas realidades e somos convidados a assumir a nossa corresponsabilidade na família, no trabalho, na vida associativa, na participação política, na promoção do desenvolvimento, na valorização da escolaridade e da imprescindível liberdade de ensino, no lançamento de iniciativas económicas, ou outras, na criação de emprego, na formação humana e profissional, na acção solidária a favor das pessoas mais pobres e excluídas. 3. Corresponsabilidade universal Corresponsabilidade na esperança é o desafio que nos interpela em cada dia. Sem deixar de apontar a singular responsabilidade dos governantes e dos que possuem cargos públicos, todos somos corresponsáveis, em maior ou menor grau, pelas causas da crise e pela sua superação. Na corresponsabilidade assumida constrói-se a esperança e abrem-se caminhos mais gratificantes às gerações futuras. Mesmo que, pela nossa situação ou momento histórico em que vivemos não houvesse motivo para esperar, somos instantemente convidados à esperança (cf. Bento XVI, «Spe Salvi», n. 35). Todos os cidadãos e suas instituições, empresas e outras organizações são sujeitos activos e destinatários da corresponsabilidade; e esta configura-se mais justa se tiver a pessoa humana no centro das suas motivações. Para que assim aconteça efectivamente, deveria promover-se, a partir do nível local: o conhecimento de todas as situações de carência, a procura das respectivas soluções, mesmo provisórias enquanto não forem viáveis as mais definitivas, e a integração deste esforço numa estratégia nacional de desenvolvimento humano justo e solidário. Tal estratégia será tanto mais sólida quanto melhor conciliar a acção que parte da base com a que parte da cúpula. A gravidade extrema da crise actual e a nossa corresponsabilidade perante ela tornam imperioso o empenhamento sério de todos, nomeadamente pelo diálogo social, pela negociação colectiva e pela concertação. Estamos convictos de que será através do diálogo, da negociação e da concertação que os diferentes interesses e pontos de vista procederão ao esclarecimento e à procura de soluções comuns. Quanto mais se avançar nesta procura de entendimentos e se preservar o respeito recíproco, mais se viabilizam a superação da crise e o desenvolvimento integral. 4. Compromisso solidário da Igreja Convidamos os católicos e as comunidades eclesiais a um forte empenho nalgumas linhas de acção: a criação e o funcionamento dos grupos paroquiais de acção social, em colaboração com a Cáritas, as Conferências de S. Vicente de Paulo e outras instituições; o tratamento e difusão de estatísticas como fonte de conhecimento, de consciência social e de intervenção junto de entidades públicas e privadas; a promoção do diálogo social entre trabalhadores e empresários, e entre diferentes quadrantes políticos, procurando os consensos possíveis e testemunhando uma acção comum indispensável na sociedade, na economia, na cultura e na política; o aproveitamento do Fundo Social Solidário, de carácter emergente, recentemente aprovado pela Conferência Episcopal, que poderá funcionar como pólo dinamizador da acção conjunta a desenvolver. A gravidade da situação actual, em determinados casos, não permite adiamentos. Torna-se urgente redescobrir o verdadeiro e concreto significado da caridade cristã numa variedade de propostas e intervenções imediatas de proximidade. Só suscitando e promovendo um novo «estilo de vida» não dominado pela pressão consumista mas orientado pela sobriedade, será possível partilhar, em termos institucionais e pessoais, respondendo a situações gravíssimas de pobreza envergonhada. Reconhecemos que, seguindo o estilo do Bom Samaritano, a caridade chega onde os mecanismos institucionais não penetram. Todas as crises são desafio a ultrapassar os nossos comodismos em favor dos mais carenciados. Nesse sentido, a celebração do Ano Europeu do Voluntariado em 2011 é uma ocasião propícia para estreitar laços com os mais necessitados, em gestos e atitudes de serviço gratuito. 5. Esperança na verdade Apesar de tudo, e por vezes contra tudo, a esperança é possível, desde que queiramos construí-la seriamente, porque, tal como Bento XVI afirmou relativamente à caridade, também a esperança só pode ser construída na verdade: na aceitação das responsabilidades individuais e colectivas que estão na origem da crise, na coerência dos comportamentos políticos, sociais e económicos indispensáveis à sua superação e na afirmação da solidariedade, cuja bandeira tantas vezes se desfralda em vão. É a esperança, assim fundamentada, que é preciso construir, manter e divulgar. O tempo de Natal convida a este anúncio da corresponsabilidade de todos e cada um para uma nova consciência do bem comum como força e coragem para a promoção da dignidade humana de todos os Portugueses. Que os pobres experimentem a ternura da Igreja em Portugal, através de gestos concretos de partilha e solidariedade. A aceitação positiva das privações é fundamental para ultrapassarmos a presente crise com esperança, contribuindo para o bem de toda a comunidade. Celebrar o Natal é reviver a confiança que Deus põe na pessoa humana, em solidariedade total, sem fronteiras entre o céu e a terra. «Cristo é a nossa esperança» (1 Tm 1,1). Festejar o Natal de Cristo é fortalecer e dar futuro à esperança na sociedade, nas famílias, nos locais de trabalho, no coração de cada homem e mulher. Porto, 7 de Dezembro de 2010 |
4.12.10
Pope Sought in 1988 to Punish pedophile Priests, Report Says
No muito anti-católico New York Times:
"Pope Benedict XVI pushed for “more rapid and simplified” procedures to punish errant priests as far back as 1988, when he was the Vatican’s chief doctrinal officer..."
1.12.10
CARTA ENCÍCLICA DO PAPA PIO XII sobre a INDEPENDÊNCIA de PORTUGAL
1. O VIII centenário da fundação de Portugal e o III de sua restauração, que a vossa gloriosa e nóbil pátria celebra este ano [1940] ... não podiam deixar indiferentes o vigilante interesse desta Sé Apostólica, nem, muito menos, o nosso coração de pai comum dos fiéis.
2. Temos igualmente motivo especial para participar da comemoração de vossa primeira independência, sendo um fato que a Santa Sé, como é notório, colaborou para que lhe viesse dada uma constituição jurídica.
3. ... foi o prêmio com o qual a sé de Pedro compensou o generoso povo português por suas extraordinárias benemerências em favor da fé católica.
4. Tal fé católica, tendo sido, de certo modo, a linfa vital, que alimentou a nação portuguesa desde seu nascimento, assim foi senão a única, certamente a principal fonte de energia, que elevou a vossa pátria ao apogeu da sua glória de nação civil e nação missionária, "expandindo a fé e o império". Refere-o a história e os fatos o atestam...
9. Como foi possível que vós, embora sendo poucos, fizestes tanto na santa cristandade? Onde Portugal encontrou forças para acolher sob seu domínio tantos territórios da África e da Ásia, para estendê-lo até às mais distantes terras americanas? Onde, senão naquela ardente fé do povo português, cantada por seu maior poeta, e na sabedoria cristã dos seus governantes, que fizeram de Portugal um dócil e precioso instrumento nas mãos da Providência, para a atuação de obras tão grandiosas e benéficas?
10. ... homens exímios, conscientes da própria responsabilidade, como Afonso de Albuquerque e João de Castro governam com retidão e prudência as várias colônias portuguesas e prestam ajuda e proteção aos zelosos anunciadores da fé - que grandes monarcas como João III se empenham em mandar para aqueles países. Então o mundo admirava Portugal pela força de seu império e pela sua gigantesca obra civilizadora. Quando, ao invés, a fé declina e o zelo missionário fica desencorajado, quando o braço secular ao invés de proteger, perturba, ao invés de encorajar, paralisa a vitalidade missionária, em particular com a supressão das ordens religiosas, então, naturalmente, com a fé e a caridade, dispersa-se e fragiliza-se toda aquela primavera de bens, da qual havia nascido e se alimentado.
11. Um olhar também para essas sombras, filho amado e veneráveis irmãos, não será menos proveitoso, antes se prestará a uma útil reflexão..."
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