17.10.11

Lido no mais famoso artigo do boletim económico do banco de portugal de sempre ...

  • A percentagem de trabalhadores do sector público com formação ao nível de ensino superior em 2005: 47,9%. No sector privado: 10,6% (Quadro A2, p. 83).

  • "... nesta análise [prémio salarial para trabalhadores licenciados por profissão] foram consideradas apenas as remunerações regulares, sendo de esperar que compensações em espécie e outros benefícios tenham particular relevância no sector privado" (p. 76).

  • "O resultado mais saliente que se retira do quadro é o elevado nível do prémio, na média, associado às profissões em que o sector público é o principal empregador, contrastando com uma penalização para as profissões em que o emprego é repartido pelos dois sectores.

    Esta última penalização é particularmente acentuada para as ocupações mais procuradas no sector privado, como é o caso dos engenheiros, especialistas informática e economistas...

    O elevado nível do prémio calculado para as profissões predominantemente públicas [médicos, enfermeiros, professores universitários e professores do ensino básico e secundário] pode ser um indicador de que as mesmas não são totalmente comparáveis entre os dois sectores. ... No entanto, os salários relativamente mais elevados nestas ocupações deverão reflectir igualmente o considerável poder negocial dos respectivos trabalhadores, decorrentente da importância social das funções que desempenham e do papel dos sindicatos. De facto, todas as ocupações neste grupo têm regimes específicos e tabelas salariais distintas da aplicável ao regime geral" (pp. 75-76).



O meu comentário: O licenciado em engenharia, informática, direito ou economia ganha menos no sector público, e isto sem contar com os fringe benefits que existem no sector privado e não existem no sector público (e sem contar com "rendimentos não declarados" no sector privado).

Esta leitura do documento está mais de acordo com a experiência concreta daqueles que, tendo colegas de curso no sector privado e no sector público, verificam que quem trabalha no sector privado tem um nível de vida superior (casas, carros, férias, escolas dos filhos, desportos praticados, telemóveis e gadjets variados, roupas, etc...).

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