28.2.11

Intenções do Santo Padre - Março de 2011

  • Intenção geral: Que as nações da américa latina possam caminhar na fidelidade ao Evangelho e progredir na justiça e na paz.

  • Intenção missionária: Que o Espírito Santo possa iluminar e dar força àqueles que, em muitas partes do mundo, são perseguidos por causa do Evangelho.

27.2.11

Deus e as riquezas

Bento XVI, Angelus, 27/02/2011:

“não vos inquieteis pois dizendo: Que havemos de comer? O que havemos de beber? Que havemos de vestir? Os pagão é que andam em busca de todas estas coisas. Bem sabe o vosso Pai celeste que precisais de todas elas".

Perante a situação de tantas pessoas, de perto e de longe, que vivem na miséria, este discurso de Jesus poderia parecer pouco realista, senão evasivo. Na realidade o Senhor deseja fazer compreender com clareza que não se pode servir a dois senhores. Deus e a riqueza. Quem acredita em Deus, Pai cheio de amor pelos seus filhos, coloca em primeiro lugar a procura do seu Reino, da sua vontade. E isto é precisamente o contrário do fatalismo ou de um irenismo ingénuo. De facto a fé na Providência não dispensa da luta fatigante por uma vida digna, mas livre do afano pelas coisas e pelo medo do amanhã.

É claro que este ensinamento de Jesus, embora permanecendo sempre verdadeiro e válido para todos é praticado de maneira diferente segundo as varias vocações: um frade franciscano poderá segui-lo de maneira mais radical, enquanto que um pai de família deverá ter em conta os próprios deveres em relação á esposa e aos filhos. Porém, em todo o caso, o cristão distingue-se pela absoluta confiança no Pai celeste, como foi para Jesus.
Bento XVI recordou que é precisamente a relação com Deus Pai que dá sentido a toda a vida de Cristo, ás suas palavras, aos seus gestos de salvação, até á sua paixão, morte e ressurreição. Jesus mostrou-nos o que significa viver com os pés bem firmes na terra, atentos ás situações concretas do próximo e ao mesmo tempo tendo sempre o coração no Céu, imerso na misericórdia de Deus.

Á luz da Palavra de Deus deste Domingo convido-vos a invocar a Virgem Maria com o titulo de Mãe da divina Providência. A ela confiamos a nossa vida, o caminho da Igreja. As vicissitudes da história. Em particular invocamos a sua intercessão para que todos aprendamos a viver segundo um estilo mais simples e sóbrio na laboriosidade quotidiana e no respeito pela criação que Deus confiou ao homem".

Portugal tenta bloquear no Conselho de Segurança envio imediato dos crimes líbios para o Tribunal Penal Internacional

Notícia lida no cachimbo de Magritte.

É a segunda vez que a diplomacia portuguesa alinha pelos interesses da China e dos países árabes desde que o Sócrates caixeiro-viajante embarcou na Grande Campanha de Venda de Dívida Pública às Ditaduras Mundiais. (A primeira vez foi esta).

Seria possível que algum dos nossos representantes eleitos ou que o 1.º Magistrado da Nação investigassem a fundo e comunicassem ao povo quais foram as contrapartidas concedidas pelo Sócrates aos compradores das nossas OT's ?

Obrigado.

Expondo as perigosas premissas dos economistas liberais (Brian Mccall)

(Tradução autorizada publicada no Blog do Angueth
. O texto original em Inglês está disponível aqui)

"A hipótese central subjacente a todo o pensamento econômico liberal (em contraste com pensamento econômico católico) é a ganância. Ora, economistas liberais nem sempre usam essa palavra; eles podem chamá-la “razão de lucro”, “interesse próprio” ou “maximização da riqueza”, mas todos esses termos se resumem à mesma coisa.

Os economistas liberais mais inteligentes ocultam esse princípio declarando que ele é válido apenas no interior da “estrutura” econômica. Uma vez que a riqueza é gerada a moralidade pode ter algo a dizer sobre o que alguém fará com ela; mas, dentro da análise do processo de produção, a maximização do lucro é o critério supremo para a avaliação das escolhas econômicas: a alternativa que produz mais riqueza é a chave para a escolha da ação humana (até mesmo se alguém reconhecer que a moralidade pode impor demandas a um uso ulterior dessa riqueza). Todas as outras considerações no fim retificam esse único critério.

Responsabilidade social, práticas de caridade, preocupação com a segurança de trabalhadores e outros valores podem ser levados em conta pelos economistas liberais, mas somente depois de obtido máximo lucro ou a maximização da riqueza. Uma decisão de doar computadores para uma escola é justificada pelo conselho diretor de uma empresa apenas na medida em que o empreendimento espera receber em algum momento uma quantidade maior de riqueza do que aquela empregada na doação por meio de publicidade ou da boa vontade do cliente. É por isso que os participantes de um sistema controlado e regulamentado pelo pensamento econômico liberal podem ser pessoas decentes, mas sua filosofia impede a “intrusão” de tal moralidade nas decisões de um negócio, no qual a geração do lucro é o maior bem a ser procurado.

Isso isenta os economistas liberais das exigências de justiça e equidade da Lei Moral (Divina e Natural). Além disso, alguns economistas liberais abrem exceções a algumas ofensas odiosas à Lei Natural tal como a fraude e a violência. Não obstante, o homem está sujeito inteiramente à Lei Divina e Natural. Nós não somos livres para escolher quais normas observar e quais deixar fora de nosso “framework” artificial.

Ora, alguém que tenha uma noção do seja que o catolicismo provavelmente sabe que essa filosofia é defeituosa. Para ver exatamente por que ela é defeituosa, nós exploraremos a Doutrina da Economia Católica.

Como ensina Santo Tomás de Aquino, fiando-se em Aristóteles: O homem age em conformidade com os fins. Nós escolhemos ações que, à luz de todos os fatos relevantes, parecem atingir um fim particular. Alguns fins são incompletos; eles não aperfeiçoam todos os aspectos da natureza humana. Alguns fins são mais completos; eles abarcam mais aspectos da natureza humana. O último ou mais completo fim do homem é a salvação eterna; a visão beatífica. Ao atingir esse fim a natureza do homem chega à perfeição. Abaixo desse fim perfeito há outros fins necessários que devem ser perseguidos a fim de que tornem alcançável o fim perfeito. O fim natural mais elevado é o viver uma vida virtuosa numa sociedade pacífica. Abaixo desse fim natural perfeito, a criação de uma riqueza temporal suficiente é um dos fins imperfeitos encerrados naquele fim natural perfeito.

A fim de que possa vir a conhecer, amar e servir a Deus, e viver bem com a sua vizinhança neste mundo de modo a atingir seu fim último – felicidade no paraíso – o homem deve satisfazer as necessidades físicas de sua natureza corporal. A satisfação das necessidades temporais humanas fornecidas pela riqueza é, portanto, um dos fins em direção ao qual a natureza humana, e consequentemente a lei natural, o dirige.

No entanto, nós não podemos perder de vista o fato de que esse fim é apenas intermediário, imperfeito. A riqueza ou lucro não é um fim último em si mesmo; é um meio para se alcançar outros fins e deve ser moralmente avaliado como tal. Ele deve limitar-se, portanto, ao âmbito que se sujeita aos fins últimos naturais e sobrenaturais do homem.

Aqui nós vemos que o erro fatal do economista liberal é que ele faz de um fim imperfeito o critério perfeito da decisão, dentro de uma estrutura que ele usa arbitrariamente para separar a atividade econômica do mesmo grau de escrutínio moral que governa outra atividade humana.

O efeito disso é que a obtenção de riqueza torna-se infinita. Quando um fim imperfeito é tratado como perfeito, então é corrompido, e a orientação própria do homem em direção ao seu verdadeiro fim é obscurecida. É por isso que é exigido do homem pôr limites no aumento da riqueza como um critério de tomada de uma decisão no campo econômico, do mesmo modo que ele deve pôr justo limite em seu apetite concupiscente.

A busca da riqueza

O desejo pela riqueza, assim como o desejo por outras coisas, não é mal em si mesmo, mas deve ser refreado. A geração da riqueza, de acordo com o pensamento econômico Católico, deve ser refreada assim como os desejos de concupiscência devem estar sujeitos à razão. Henrique de Hesse explica isso da seguinte maneira: “Quem quer que tenha o suficiente para essas coisas (para sustentar alguém, para realizar atos de piedade, para manter provisão razoável para futuras emergências, ou para manter a prole), mas ainda trabalha incessantemente para acumular riquezas ou um status social mais elevado, ou de tal modo que mais ele viva sem precisar trabalhar, ou de tal modo que seus filhos sejam ricos e poderosos – tudo isso é impulsionado por condenável avareza, prazer físico e orgulho.” [1]

Ter o suficiente para tudo isso e ainda desejar mais excede as fronteiras da prudência. Então, refreios no desejo pela riqueza não são excessivos, mas antes muito prudentes. Há um limite mais externo para a ganância. São Bernardo concorda com a seguinte conclusão: “Por elas mesmas, no que tange ao bem-estar espiritual, elas [as riquezas] não são nem boas nem más, antes o uso delas é bom, o abuso, ruim; o desejo veemente por elas é pior; a ganância por ganhar ainda mais é vergonhosa.” [2] O uso adequado da riqueza é virtuoso; seu abuso – a avidez por ganhar – é um vício.

Não obstante, a filosofia da economia liberal afirma que toda escolha que aumente a rede de riqueza é boa; o princípio não admite nenhum limite. A razão do lucro, na filosofia do economista liberal, não pode admitir o limite defendido pela filosofia da economia católica. O lucro é sempre bom e mais lucro é sempre algo melhor – novamente, dentro da estrutura que os economistas liberais usam para dispensar a economia de escrutínio moral, enquanto declaram que fora dessa estrutura os capitalistas podem ser pessoais morais e generosas no que tange à decisão de como eles usarão sua riqueza.

Santo Tomás usa uma imagem da natureza para demonstrar como ser propriamente cuidadoso com os bens temporais significa manter tal desejo em seu limite próprio – um tempo adequado. “A formiga é cuidadosa num tempo adequado, e é isso que é proposto para o nosso exemplo. A previsão justa do futuro pertence à prudência. Mas seria um cuidado ou previsão desordenada do futuro se um homem se pusesse a buscar coisas temporais, às quais os termos ‘passado’ e ‘futuro’ se aplicam, como fins, ou se ele passasse a buscá-los excedendo as necessidades da vida presente, ou se ele passasse a monopolizar o tempo por preocupação.” [3] Nós podemos buscar lucros, mas fazê-lo em excesso é um vício, tanto como ser irresponsável em relação a eles (monopolizar o tempo por preocupação).

Comedimento moral VS. Interferência do governo

Antes de prosseguir nesse argumento eu devo fazer uma pausa para esclarecer que o reconhecer um comedimento moral sobre a razão do lucro não é análogo ao asseverar que o governo deve impor esse comedimento em todas as circunstâncias. A questão de qual seja o equilíbrio apropriado na lei pública da Igreja, governo local, governo nacional e refreamento pessoal dirigido por um confessor é uma questão que trata dos meios apropriados. Este é em si um tópico vasto; por séculos e à luz de diferentes circunstâncias o equilíbrio entre o foro íntimo (confissão) e os vários foros externos (cortes civis e eclesiásticas) tem permanecido e continuará.

Não obstante, proponentes do Liberalismo Econômico frequentemente procuram pôr em desordem a questão tentando desviar do assunto deste tópico. Eles confundem o argumento de que a moralidade requer esse refreio com a defesa de um estado policial totalitário. Ao fazer isso, os economistas liberais evitam ter de argumentar contra a questão real: o princípio do lucro não pode ser o único critério de avaliação da justiça e da moralidade das escolhas econômicas.

Ao retornar ao refreio necessário, lembre-se dos outros fins da existência humana. Quais são esses fins? Eles não são senão os fins naturais e sobrenaturais do homem. Então, por exemplo, viver de forma justa ou devolver aos outros seus direitos é um fim da natureza social do homem. A Justiça é uma das virtudes cardeais que o homem deve esforçar-se por obter de modo a aperfeiçoar sua trajetória em direção ao fim perfeito. Portanto, é ilícito obter lucro através do uso de meios que violam a justiça comutativa (que inclui mais que a fraude). O pensamento econômico liberal rejeita esse refreio. Isso para não dizer nada da lei divina à luz da qual as ações humanas devem ser julgadas.

O economista liberal católico Tom Woods argumentou que “a economia é a ciência cujo propósito é empregar a razão humana para descobrir como os fins humanos podem ser alcançados. O que deveriam ser esses meios é assunto para ser decidido pela Teologia e pela Filosofia Moral.” [4] Tudo quanto nos leve ao fim escolhido da forma mais eficiente será a escolha econômica correta. Não obstante, a moral católica não permite ambivalência em relação aos meios. Mesmo que os fins de alguém sejam bons (enquanto estabelecidos pela Teologia e pela Filosofia Moral, como diria Tom), os meios escolhidos também devem ser moralmente justos. Deste modo, afirmar que a economia é meramente a ciência dos “meios” é um argumento imperfeito. A escolha dos meios não é moralmente neutra. Os meios têm implicações morais.

Um típico argumento de economista liberal é que um salário baixo (que esteja abaixo do valor intrínseco do trabalho desempenhado para aquele salário) é aceitável se o livre-mercado produzir tal ordenado (devido a um grande número de trabalhadores desempregados, por exemplo). [5] Argumenta-se que até mesmo o trabalhador que recebe um salário injusto estará em melhor situação no final das contas porque o lucro obtido pelo empregador aumenta a riqueza geral para a sociedade, ou para expor isso da forma favorita dos economistas liberais, uma maré crescente levanta todos os barcos. Admitindo por um momento que essa assertiva seja de fato verdadeira (apesar de ela ser contra-intuitiva), [o fato é que] o pensamento econômico católico proíbe o pagar um salário injusto como sendo um meio para esse fim. Mesmo que mais riqueza seja gerada para a economia ou mais pessoas tenham empregos, se esse fim é alcançado através da violação da justiça, ele não pode justificar um meio injusto. Um trabalhador tem recebido um valor menor do que o do trabalhado realizado. A sociedade pode ser mais próspera, mas o fim do homem chamado justiça foi violado pelo uso de meio injusto. Conforme foi mostrado, a economia é “livre de valores” [6] simplesmente porque ela recusa considerar os valores morais que refreiam o uso de meios injustos.

Ora, o motivo pelo qual economistas liberais não conseguem perceber o erro de os fins justificarem os meios é o afirmar que as atividades econômicas são amorais – não têm implicações morais. Tom Woods, por exemplo, afirma que “absolutamente nada no campo da lei econômica derivada da praxeologia envolve reivindicações normativas” e “é absolutamente irracional argumentar que... a lei econômica deveria ser subordinada à lei moral.” Tom declara isso baseado numa compreensão da Economia como um mero estudo da ação humana para descobrir leis ou operações naturais independentes. [7] Visto que essas leis fazem parte da “natureza” elas não são morais ou imorais; elas apenas existem. Ele compara as leis econômicas até mesmo com a lei da gravidade. [8] O erro decisivo nesse raciocínio é que todas as ações humanas envolvem escolha. As ações humanas não são como a gravidade, que é pré-determinada e opera de forma independente. Escolhas sempre têm implicações morais; ou elas são moralmente lícitas ou são escolhas ilícitas. Tom está certo: a economia envolve o estudo das ações humanas. Não obstante, ao contrário do estudo da gravidade, que existe naturalmente, todos os atos humanos são produtos de uma escolha e têm implicações morais, assim como refreios naturais e divinos.

Consideremos um dos exemplos favoritos de Wood de uma “lei econômica” semelhante, para ele, à gravidade: a lei da oferta e da procura. [9] Quando a oferta diminui ou a demanda aumenta os preços aumentam. Ele afirma que isso pode ser observado empiricamente e, portanto, o movimento do aumento dos preços em decorrência da queda da oferta ou do aumento da demanda é moralmente neutro; isso acontece como resultado da força de uma “lei econômica natural”. Essa asserção é falsa. Os preços não são forças autônomas independentes da escolha humana. Os preços aumentam porque as pessoas escolhem aumentá-los.

Ora, pode ser verdade que desde a aurora da Era Liberal as pessoas passaram a aumentar os preços em tais contextos porque elas acreditam, erroneamente, que não têm escolha alguma: “Uma vez que os preços sempre aumentam com diminuição da oferta, eu tenho de elevar o meu preço.” Na Cristandade, entretanto, quando as pessoas não estavam embriagadas com a propaganda do Liberalismo Econômico, essa não era a reação usual. As causas, natureza e duração da falta de oferta, ou do aumento da demanda, tinham de ser consideradas diante de uma associação, ou de uma autoridade pública, ou um padre confessor que permitiria o mercador a elevar os preços. Então, preços podiam ser alterados, mas desde que houvesse uma razão moralmente lícita para fazê-lo, como um aumento sustentado no custo do transporte das mercadorias.

Além disso, diferentemente da Economia Liberal tal como defendida por Tom Woods, a Economia Católica afirma que não é moralmente permissível o aumento dos preços em decorrência da necessidade particular de um comprador de mercadorias e serviços. Santo Tomás ensina que é injusto da parte de um vendedor cobrar mais porque o comprador necessita particularmente de uma mercadoria. [10]

Para usar outro exemplo oferecido por Woods, [11] se uma crise como os ataques terroristas a Nova York ocorresse e as pessoas fossem destituídas de seus lares, seria justo elevar o custo de um quarto de hotel em 185% simplesmente porque mais pessoas querem quartos? Woods afirma que sim, alegando que permitir esse tipo de extorsão é bom porque permite que o meio pecuniário – o quarto – vá para a pessoa que mais o valorize. Na verdade, isso faz com que o quarto fique com os mais ricos, que podem ou não ser aqueles que dão mais valor ao quarto. Uma pessoa que possua meios modestos e que não tem nenhum outro lugar para encontrar abrigo para sua família pode dar maior valor ao quarto do que um milionário que apenas não quer passar uma noite com seus parentes. A diferença é que o homem de meios moderados tem menos riqueza para expressar o maior valor que dá ao quarto.

Tom tenta desviar do assunto nesse ponto, argumentando que o manter os preços dos quartos em níveis normais num período de crise provocará o desperdício de recursos limitados, com uma família utilizando dois quartos quando ela usaria apenas um se os preços fossem mais altos. [12] Antes de tudo, é precisamente o locatário mais rico, e não o chefe de família com baixo salário, que provavelmente receberá mais do que é devido, locando mais que um para o seu conforto, então o argumento falha por conta disso.

De qualquer modo, uma vez que esse efeito envolve a escolha humana, ele não é inevitável. O proprietário do hotel pode simplesmente determinar que numa emergência uma família com quatro membros poderá locar apenas um quarto de modo que outros que necessitem possam ocupar o segundo quarto. Não há necessidade de elevar o preço em 185% para alcançar o racionamento justo de recursos escassos. Não obstante, uma vez que Tom começou com a falsa premissa moral de que preços e outras decisões econômicas são independentes de uma escolha humana moral, ele argumenta falsamente que as escolhas econômicas deveriam cair onde elas puderem, assim como uma bola jogada só pode cair no chão devido à lei da gravidade.

Então, no final o obscurecimento da escolha humana moral envolvida em todas as atividades econômicas torna-se uma fachada através da qual a riqueza pode ser buscada sem quaisquer limites morais.

Conclusão

A Economia não é uma disciplina que lida com forças invariáveis independentes tal como a física. Ela é o estudo das ações humanas relativas aos meios para se criar bens temporais. Toda ação humana e todos os meios usados para alcançar fins devem ser orientados para, e limitados pelos, fins últimos do homem.

Essa simples verdade tem sido atacada por séculos pelos economistas liberais. É o momento de darmos à Verdade de Cristo, à lei moral natural, o seu lugar apropriado na economia. O único desejo do homem que pode ser moralmente ilimitado é o desejo por Deus. O desejo pela riqueza deve estar sujeito a limites justos, com Deus e Sua lei à vista a todo momento.

Notas:

[1] Henry of Hesse, De contractibus, em John Gerson, Opera omnia, 4 vols. (Cologne, 1483–4), 4, cap. 12, fol. 191ra.

[2] São Bernardo de Clairvaux, De consideratione, trans. George Lewis (Oxford, 1908), bk. 2, ch. 6, p. 47.

[3] Aquino, Summa Theologica II-II, 55, Art. 7 Respostas às Objeções 1 e 2.

[4] Tom Woods, The Church and the Market (Lexington Books 2005)¸ p. 31.

[5] Veja Tom Woods, The Church and the Market, p. 50 et. seq.

[6] Tom Woods, The Church and the Market, p. 31.

[7] Tom Woods, The Church and Market, p. 16.

[8] Tom Woods, The Church and the Market, p. 43.

[9] Veja, por exemplo, Tom Woods, The Church and the Market, Chapter 2.

[10] Summa Theologica II-II Q. 77, Art. 1.

[11] Tom Woods, The Church and the Market, p. 46-47.

[12] Id. p. 47."

26.2.11

The 21st-century ‘saint’ you’ve never heard of (Catholic Herald)

"In January 2010, Fr John Lee Tae-seok, a Korean priest nicknamed “the Schweitzer of Sudan”, lay dying of cancer. His fellow Salesians surrounded him in his last agony and tried to accept the imminent death of the saintly priest who was only in his 40s. Fr John had worked tirelessly for nine years as part of the Salesian mission in war-ravaged southern Sudan. He had given the mission the full benefit of his talents: as a doctor devoted to the victims of leprosy, as a teacher and as a musician.

A few hours before his death, Fr John awoke and said: “Don’t worry. Everything is going to be all right.” He was referring to Sudan. Perhaps he sensed that the south was on the verge of a historic breakthrough. This January, almost exactly a year after Fr John’s death, the southern Sudanese voted for independence... Some believe that Fr John may have had an intercessory role in this. At Fr John’s funeral, Fr Farrington Ryan, the Salesian delegate to Sudan, gave a speech asking Fr John to “implore the good Lord to give us peace in the Sudan”.

John Lee Tae-seok was born in 1962, the ninth of 10 children. His parents, humble and committed Catholics, lived in the town of Busan in South Korea. Fr John lost his father at the age of nine and his mother supported the family by eking out a living as a seamstress in the market. John excelled at school. He had been very impressed by the biography of Albert Schweitzer and wondered about becoming a doctor.

But as he watched his older brother become a Franciscan friar he felt the stirrings of a religious vocation. His mother, however, was keen that John study medicine first. Partly in obedience to her he became a doctor. He worked first as a surgeon in the Korean army. But, when in uniform, he again felt the calling to be a priest. Seeing that he still wanted to pursue a religious vocation his mother gave him her blessing. “If that is what you choose, go ahead” were her words.

John joined the Salesians...

As a deacon, John visited the Salesian mission in southern Sudan. At first sight he found the leper colony a shock. He had been accustomed to practising medicine in the spotless conditions of Korean army wards.

The normally upbeat doctor was so overcome upon seeing the Hansen’s disease patients with their rotting limbs that he fled from their sight and ran into the bush. Once he had recovered he promised his fellow Salesians that he would “get used to it”, but they did not expect him to come back.

To their surprise Fr John wrote to them after his ordination in June 2001 to say that he would be coming soon. He explained that working among the lepers would be “the best way to be a doctor, priest and Salesian”.

Before starting work Fr John went to a hospital in Kenya to revise his medical knowledge about tropical diseases and to do some specialised study of malaria cases. The spirited young priest was certain he would “be a better missionary among the lepers than anywhere else”.

In Tonj he built a medical clinic with his own hands. He treated some 300 patients a day there. He had a Jeep so that he could make personal visits to patients who could never travel to him. In particular, he sought out Hansen’s disease victims.

Fr John had grown up in grinding poverty and never kept himself aloof from the poor of Tonj. He could have lived the affluent life of a highly qualified doctor. But instead, day after day, he was both nurse and doctor to some of the world’s poorest people. No longer daunted by the sight of the lepers, Fr John spent long hours cleaning and bandaging their wounds. He recorded his experience of helping them in two books, The Rays of the Sun in Africa are Still Sad and Will You Be My Friend?

... Bishop Paul Choi Duk-ki, the bishop of the diocese that Fr John hailed from, was moved to tears after seeing footage of the priest caring for the lepers on Korean television. Bishop Choi Duk-ki was determined to travel to Tonj to see Fr John in the flesh.The bishop was greatly inspired by what he saw and said Fr John was “like a saint”. The bishop said the experience had been like “walking with Fr Damian of Molokai, walking with Jesus”. Fr John had let love of Christ be the guiding light in all his endeavours with the lepers and showed clearly that “we have to treat them like Jesus”.

Fr John was known to have a special way with the young people of Tonj. They were drawn to his winning personality and radiant smile. The locals knew the gentle confessor as “Fr Jolly” – a name that stuck. He built the local school with the help of students and taught maths and music. Fr John also started the Don Bosco Brass Band and found that music lifted up the youth, who were in dire circumstances.

But one day Fr John took a rare holiday to Seoul. He had a routine check-up and was diagnosed with cancer of the colon and liver. At first he responded well to chemotherapy, but in the last months of his life his condition rapidly worsened and he died on January 14 2010, aged 47.

Fr John was extremely bright and had a joyful temperament. His all too brief life shows the great feats just one missionary can accomplish. As a result of his work there is now an infinitely higher standard of care for the victims of Hansen’s disease in southern Sudan. Fr John also passed on his love of music to the youngsters he taught and the Don Bosco Brass Band is now the most famous music group in southern Sudan.

A Korean television documentary about Fr John’s life in Tonj has been adapted into a powerful film, Don’t Cry For Me Sudan. Within 10 minutes of watching the film most people are reduced to tears. Some 120,000 people have watched the film in Seoul alone. Members of the Jogye Order of Korean Buddhism, the largest Buddhist denomination in South Korea, were greatly moved by the scenes depicting Fr John tending the lepers. Venerable Jaseung, the head of the order, admitted that he was unsure whether to show it to Buddhist monks and lay workers for fear they would convert to Catholicism after seeing it.

“It depicts the good life of a Catholic missioner and I was worried some of us would convert to Catholicism after being moved by the film,” he said.

But he went ahead because he believed that Fr John was a good role model for Buddhists. “If we could have one Buddhist cleric like him, the better it would be for Buddhism,” he said.

... Fr John ... is regarded by the southern Sudanese as a healer, friend and now an intercessor in heaven."

25.2.11

Disseram-me que se eu não votasse no Cavaco na 1.ª volta ...

... as taxas de juro iam subir.

E tinham razão.

Núncio: "El Papa Benedicto abandonado por los opositores a la Verdad, sobre todo de ciertos sacerdotes y religiosos, no sólo Obispos...

Mons. Adriano Bernardini, Nuncio Apostólico, Homília, 22/02/2010:

"Los años inmediatamente subsiguientes al Vaticano II transcurren en una euforia general para la Iglesia y en consecuencia para el Papa. Pero es suficiente la publicación de la Humanae Vitae, con la que el Santo Padre confirma la doctrina tradicional, en base a la cual el acto conyugal y el aspecto procreativo no pueden ser lícitamente separados, que estallan las críticas mas feroces contra Pablo VI, que hasta aquel momento había agradado al mundo...

Lo mismo se repite más veces en el largo pontificado de Juan Pablo II. Cuando es elegido, las élites culturales occidentales están fascinadas por la lectura marxista de la realidad. Juan Pablo II no se adapta a este embarazoso conformismo cultural y traba con el comunismo un duelo muy duro, que lo lleva sin más a ser un blanco físico de un oscuro proyecto homicida.

Lo mismo le sucederá siempre a Juan Pablo II con respecto a la Bioética, sobre todo con la publicación de la Evangelium Vitae del 1995, un compendio sólido y sin detracciones sobre las principales cuestiones de la vida y de la muerte.

... El Papa Benedicto imprimió a su pontificado el sello de continuidad con la tradición milenaria de la Iglesia y sobre todo de purificación. Sí, porque a la inseguridad de la fe siempre le sigue la ofuscación de la moral.

En realidad, si queremos ser sinceros, debemos reconocer que año tras año ha aumentado, entre teólogos y religiosos, hermanas y obispos, el grupo de cuantos están convencidos que la pertenencia a la Iglesia no comporta el conocimiento y la adhesión a una doctrina objetiva.

Se ha afirmado un catolicismo “á la carte”, en el cual cada uno elige la porción que prefiere y rechaza el plato que considera indigesto. En la práctica un catolicismo dominado por la confusión de los roles, con sacerdotes que no se aplican con empeño a la celebración de la Misa y a las confesiones de los penitentes, prefiriendo hacer otra cosa. Y con laicos y mujeres que buscan sustraer un poco por vez, el lugar al sacerdote para ganarse un cuarto de hora de celebridad parroquial, leyendo la oración de los fieles o distribuyendo la comunión.

He aquí que el Papa Benedicto, precisamente por su fidelidad a la “Verdad” hace una cosa que escapó a la atención de muchos comentaristas: trae de nuevo, integralmente, el credo en la fórmula del concilio de Constantinopla, es decir en la versión normalmente contenida en la Misa. El mensaje es claro: recomenzamos de la doctrina, de los contenidos fundamentales de nuestra fe. “Sí, porque -escribe el teólogo y Pontífice Ratzinger- el primer anuncio misionero de la Iglesia hoy es puesto en peligro por teorías de tipo relativista, que entienden justificar el pluralismo religioso, no solo de facto, sino también de jure”.

La consecuencia de este relativismo, explica el futuro Benedicto XVI, es que se consideren superadas una serie de verdades, como por ejemplo: el carácter definitivo y completo de la revelación de Cristo; la naturaleza de la fe teologal cristiana con respecto a la creencia en las otras religiones; la unicidad y la universalidad salvífica en el misterio de Cristo; la mediación salvífica universal de la Iglesia; la subsistencia en la Iglesia Católica de la única Iglesia de Cristo.

He aquí, por lo tanto, la Verdad como causa principal de esta aversión y diría casi persecución al Santo Padre. Una aversión que tiene como consecuencia práctica su sentirse solo, un poco abandonado.

¿Abandonado de quién? ¡He aquí la gran contradicción! Abandonado por los opositores a la Verdad, pero sobre todo de ciertos sacerdotes y religiosos, no sólo Obispos, pero no de los fieles.

Así el clero está atravesando una cierta crisis, en el episcopado prevalece un bajo perfil, no obstante los fieles de Cristo están aún con todo su entusiasmo. Obstinadamente continúan rezando y van a Misa, a frecuentar los sacramentos y a rezar el rosario. Y sobre todo esperan en el Papa. Hay un sorprendente punto de solidez entre el Papa Benedicto y el Pueblo, entre el hombre vestido de blanco y las almas de millones de cristianos. Ellos entienden y aman al Papa. ¡Esto porque su fe es simple!. Por otra parte es la simplicidad la puerta de ingreso a la Verdad.

Durante esta Celebración Eucarística pidamos al buen Dios y a la Virgen poder formar parte, también nosotros de este tipo de cristianos".

21.2.11

OSCARS 2011: the most unlikely voting member of the Academy (Entertainment Weekly)

"Mother Dolores Hart - The Nun Who Kissed Elvis Presley

Dolores Hart appeared in 10 movies in the late 1950s and early '60s, starring opposite some of the biggest stars of the era: Anthony Quinn, Myrna Loy, and Montgomery Clift. She was one of Elvis Presley's first onscreen kisses. At age 20, she earned a Tony nomination for her Broadway debut ...

And then in June of 1963, the striking starlet with the dark blond hair and piercing blue eyes left it all behind..."

19.2.11

MONDRAGON: Spain's astonishing co-op takes on the world (Ambrose Evans-Pritchard)

"The Mondragon Corporacion is the world’s biggest co-op with 85,000 'worker-owners’, though the Basque group is better known for products such as Orbea bikes that won gold at the Beijing Olympics and sell for up to £11,000, or Fagur fridges, Brandt ovens, Eroski shops, or the coming electric City Car.

... Top brass in Mondragon’s mountain lair may not earn more than six times the lowliest cleaner. "In reality it is just three times after tax, but we don’t need much money to live here," said an ascetic Josu Ugarte Arregui, the global director.

The differential in big Western companies can be 400 times, and is getting worse...

Mr Ugarte struggled to explain how the group keeps talent. High flyers seem to stay for reasons of tribal loyalty or the ideals of Catholic social doctrine. To be a Mondragon manager is to accept the vows of priesthood, and indeed the movement was founded by a parish priest, Jose Maria Arizmendiarreta.

His mission was to lift youths in the hilly Alto Deba region out of poverty after the Civil War, when Basques were on the losing side and a particular target of General Franco’s wrath...

The solidarity ethos has its allure given mounting research by the IMF and other bodies that the extreme gap between rich and poor was a key cause of the global asset bubble and financial crisis, as well as being highly corrosive for democracies. The GINI index of income inequality has reached levels not seen since the 1920s across the West.

Mondragon weathered the 2009 slump in machine tools, car components, and its other cyclical niches by putting 20pc of full staff leave for a year at 80pc pay, with names chosen by lottery. Some of its 256 co-ops froze pay, others took a 10pc cut.

The membership rule is that all new workers must put up €13,400 in share capital, which they can borrow from the group’s Caja Laboral, one of the few Spanish savings banks in robust health.

Profits are largely reinvested or sunk into research centres, though a chunk is spent on social projects. Worker dividends are paid into retirement accounts. The whole system is run by an elected Congress, known as "the supreme expression of sovereignty".

Such an egalitarian venture creates all kinds of problems. "We can’t offshore, so we have to keep climbing the technology ladder and improve core engineering here," said Mr Ugarte...

If a co-op keeps losing money, it is given three years to come up a credible plan, but ultimately workers have to be retrained and found other work. Paid-up 'Co-operativitistas' cannot easily be fired. The wider headcount fell by 7,000 during the crisis, but they were outsiders in building...

America’s United Steelworkers has sought help from Mondragon in creating its co-ops, hoping to emancipate itself from a Wall Street that "hollows out companies by draining their cash and shuttering plants". Yet it is unclear whether the model can easily be exported.

Mondragon’s strength comes from the powerful clan ethos of the Basques...

...  the movement is still flourishing half a century after critics said it would never survive. It generates 3pc of Spain's industrial output of the Basque region and generates annual sales of €24bn. Almost 60pc of its heavy production is exported.

As chairman Jose Maria Aldecoa puts it, with a Churchillian twist: "the co-operative model is absolutely flawed, but it has shown itself the least flawed in a crisis of values and models".
Nem tudo serão rosas, mas parafraseando o presidente da cooperativa, olhem para as alternativas...

18.2.11

How lies about catholics paved way for Cromwell's atrocities in 1641 (The Guardian)

"Hearsay evidence and bible-inspired testimony inflamed popular fears about the "barbaric" Catholic Irish after the 1641 Rebellion, according to linguistic analysis of the world's first war crimes investigation.

A two-day academic conference (18-19 February) will expose unsubstantiated propaganda within the 31 handwritten volumes of witness statements that provided Oliver Cromwell with justification for his subsequent slaughter of defeated garrisons at Drogheda and Wexford.

Described as a prototype "dodgy dossier" featuring allegations of cannibalism, the 17th-century accounts of atrocities committed against Protestant settlers have been put online for the first time.

Historians, linguists, software specialists and the public have been invited to trawl through newly transcribed versions of the original documents held in Trinity College, Dublin.

"One of the iconic narratives that comes up in hearsay evidence is reports of atrocities against pregnant women who were said to have been ripped open, had their babies pulled out and beaten against rocks," said Dr Mark Sweetnam, who has been working on the texts.

"That image is drawing on biblical prophecy ... and contemporary accounts of European massacres.

"It's very striking that it crops up regularly in hearsay accounts but I never came across an example of it in eyewitness evidence.

"While these depositions were being taken, they were being leaked and published in London with the clear intention that they would elicit the sympathy of English Protestants."

The rebellion, which broke out in October 1641, was a significant moment in the formation of identity in Ireland.

It poisoned Anglo-Irish relations for centuries, focusing attention on attacks by dispossessed Irish Catholic rebels on Anglo-Scottish, Protestant settlers.

The conference is being held at Aberdeen University, where several of the project's researchers are based.

"We can now corroborate some of the more intuitive analysis made by historians and back up those assumptions," said Dr Barbara Fennell, a senior lecturer in language and linguistics at Aberdeen.

"The more lurid and appalling the 'atrocity' was, the less reliable is the evidence.

"These 'atrocities' were used by Cromwell to show how cruel, barbarous and alien the Irish were ... but it's based on highly unreliable evidence."

Some of the atrocities, however, such as the drowning of as many as 100 Protestants at Portadown, were corroborated by eyewitness accounts. That barbarity is still depicted on Orange Order banners and loyalist murals in Northern Ireland.

Dr Nicci MacLeod, a forensic linguist who has studied the way women's complaints of rape are recorded by police, took part in the research. "The atrocious acts committed against women and children are a central image of the rebellion as it was reported in London and propaganda texts of the period," she said.

"We have been able to show that there are significant differences between the use of words and phrases meaning 'heard' as opposed to 'saw' when it comes to the worst atrocities reported within the depositions, such as an act of cannibalism and many of the more infamous events.

"These appear to be reported more frequently through hearsay than the more moderate events."

17.2.11

Why Is Qaddafi Still a Colonel?

A Slate explica porque razão o coronel Kadhaffi ainda é coronel.

A Slate ainda está a investigar a razão pela qual o Eng. Sócrates nunca passou de bacharel em Engenharia.

15.2.11

Love versus Freedom (Frederick D. Wilhelmsen)

A tale is told—it is not apocryphal—that when Lenin and Trotsky were drawn up on the outskirts of Moscow in a train after the communist victory, the whole country in ruins and tens of thousands dead and still lying in the fields unburied, Trotsky asked Lenin: “But now are we going to have freedom?” Lenin answered: “Freedom? For what?” In this exchange, I am going to take Lenin’s side against Trotsky, although personally I have always found Trotsky to be a more sympathetic figure than Lenin.

Our goal here, as I understand it, is the role of love and liberty within a commonwealth that would embrace both. My opponent is free and I am in love. Many readers of this journal are too young to remember the famous debate between L. Brent Bozell and Frank Meyer that worked itself out in the pages of National Review. Although the subject was couched in terms of virtue and freedom, the subject in truth was the same facing us today. I am filled with deja vu. Years pass and the applications of philosophical options change but the delineations seem to retain their original lineaments.

Permit me to advance a philosophical proposition to the truth of which is evident to anyone who attends carefully to what he does when he chooses anything freely. Liberty is a function of Love. Choice bears upon means capable of achieving what I love at this moment. My love may be vicious or noble; it may be steady or ephemeral but nobody is free when he loves, in the moment which he loves. There is an eternity about the act of love even if it lasts for only a minute. When a man says to a woman, “I love you,” unless he be a liar bent on conquest, what he intends is eternal. The love may pass but while it lasts it enjoys an everlasting character.

If I were to spend the evening at leisure (I was perhaps free to make this decision but once made it is my love), I will command my intellect to discover the means whereby I might achieve that love. I might determine that I can fulfill my desire by reading a book I have wanted to read for some time; by lounging in my room doing nothing; by going to a motion picture; by playing chess with a friend. Note carefully: None of these is my end, neither reading the book, lounging in my room, playing chess, or anything else. My concrete end is an evening of leisure.

As means, no one of them determines me because the others will do the job as well. Not being determined, I determine myself. This self-determination in reference to an end is the essence of free choice. Free choice is an act of the will towards some finality loved, and that act is not determined if there is a multiplicity of ends capable of fulfilling the same goal. Somebody once asked G.K. Chesterton what book he would want—he could only have one—were he exiled on a desert island. Chesterton answered: a manual on how to build a boat. His end would be to get off that bloody island and go home. If the only way to do so was to build a boat, he would build a boat or at least try to build a boat. When only one means emerges as capable of reaching our end, there is no freedom at all. Freedom emerges as a psychological possibility when there is more than one means to a finality, none determining the will but each capable of achieving the goal. Freedom psychologically is always a means, never an end.

From this we can draw the conclusion that no polity under the sun has ever been constructed around freedom as an end. The business is a philosophical and psychological impossibility. We are not free with reference to goals we love, and these goals antedate any exercise of liberty on our part. Often classical liberalism and libertarianism have raised the banner of absolute liberty as a political goal. But this cannot be done, try as we may. Love governs liberty. When men try to pull this off, they end in tyranny. Plato’s “democratic man” lacks any fixed goal or love. His psyche soon degenerates into being the slave of his passions. If I am not guided from some star without, be that star noble or ignoble, I will be governed from within by the basest of my instincts.

Political freedom in the West was born, teaches Lord Acton, when the subject of existence, the individual person, was institutionalized in the Middle Ages in more than one way. Being a member of a guild, a township, kingdom or empire and Church, man had to choose in case of a conflict between them. Where there is no conflict between means—and means always conflict because the selection of one of them involves the abandonment of the others—there is no liberty, no political freedom. And these choices are always made in the light of some love that moved the man making the choice.

Every polity known to man historically has been knit into being, rendered thereby the polity that it is, by some love annealing into unity and society men who would otherwise be isolated into an anarchy, Hong Kong or Singapore versus the United States or France, let us say. Many years ago I coined the term “public orthodoxy” to describe that to which I refer here: the public orthodoxy consists in those convictions, and our love for them, that stamps upon a society the seal of its very identity, that makes this community to be what it is. This public affirmation of the absolute can be enshrined in a constitution. It does not have to be. It can be discovered in the songs, the art, the style of being surrounding any given society. At bottom this affirmation is always religious because it reflects how men respond to their brush with the absolute. Societies are what they are thanks to what they love, and freedom within such communities, should it flourish, is always in terms of something more profound than liberty: it is love.

If the question before the house is either liberty or love, then I insist that the opposition is false. If the love be a love of virtue then that love englobes liberty because without liberty virtue is always truncated. If, however, the question is crafted in such fashion that we are asked to elect either love as an end or freedom as an end, we face a sundering sword separating traditionalists from libertarians and quasi-libertarians and, I must add, traditionalists from neoconservatives. A nest of contradictions swarm into the debate and render it futile at bottom. If by freedom we mean choice, and thus far this is the meaning I am giving to the word, then I think I have demonstrated already that choice can never be an end in itself. Even more: if we were to choose between choosing and a good loved and cherished, then some even deeper end must be loved by us that presumably can be fulfilled by one another of these two putative means. But one of them, choice for the sake of choosing, is no end at all and furthermore—even if we could pull off this psychological legerdemain—in what service would this choosing be?

But there is a second and even deeper meaning to the word liberty, a liberty beyond freedom of choice, and this is liberation from evil. Although the man whose character is not annealed in the good proper to his nature can occasionally choose to act decently, this act is difficult, rare, and capricious. Virtue—the teaching is Aristotle’s—involves a steadying of the will which makes honorable decisions relatively easy. The good man does not have to agonize over whether he will pay what he owes. He just pays out of a nature inclined towards honesty through much experience in being honest. Virtuous life and the love for it is all the more virtuous in the measure of the ease with which we exercise our liberty towards the good.

From these considerations follows the truth that a political order geared toward nourishing the good life and virtue, its love, removes—to the degree possible—the temptation to vice, to wickedness. If we have chosen virtue over vice, then we shore up the weak, strengthen our young, and we outlaw depravity when we have to. Love opposes liberty only when liberty opposes love. The question must shift to the content of love. If conformed to man’s good, then liberty is properly put to that lofty service. If the love is opposed to man’s good, then liberty is properly repressed by an ordained love—as does the love of a father for his son’s good prohibit that boy from losing himself in debauchery. Laws against pornography, public indecency, abnormal behavior, the glorification of greed and gluttony, and finally—abortion, cut down a man’s choices but in doing so liberate him, free him from temptation and open him to the good life. We all know the nineteenth century romantic tales about good men who play the piano in brothels. As entertaining as these stories might be (I found one or two of them very amusing), they can scarcely be thought to reflect reality soberly. If you live in filth, you are going to get dirty. Every good polity protects the virtue of its people but, paradoxically, this limitation of the freedom of choice is for the sake of the higher liberation from evil of which I have just spoken.

I sometimes think that men such as my old friend Frank Meyer, now gone to God, thought that we should make it hard for people to be good by permitting every option, no matter how evil, to stalk the streets and tempt the soul. Possibly this extreme exaltation of freedom wants the good life restricted to those few who are strong but who are willing to let the rest of us wallow in sin. I find here a lack of charity. I am my brother’s keeper! Our weaker brethren and our children, possibly the mass of mankind, are also called to virtue and society is obliged under its command to seek the common good to make it feasible for them to find the good. Every society protects its public orthodoxy or way of life. Censorship is consubstantial with political existence. Liberals usually censor conservatives by silencing them, not publishing them, banishing them from television and other mass media, denying them tenure at universities. But the children of mammon are wiser than the children of light! This effective repression would be normal behavior were it not compounded with the hypocrisy that they are the party of liberty. The traditionalist is more honest when he states flatly, as I do here, that some repression and censorship are indispensable for the flowering of good men in the large and by the handful.

The usual skeptical and relativist reply to such reasoning is the customary epistemological negativism. Some of you are thinking it right now! How do you know what is the good to be loved? What if your good not be mine? And all of this goes with the talk today about “values,” yours versus mine. And the answer to this is simply to point to the two thousand and more years of Western civilization which has built up slowly a consensus on the nature and content of the natural law, itself a participation in the Divine Law. If the decay caused by publically and even legally established skepticism denies that tradition, then all standards collapse, and we return to the jungle. Then indeed we choose for the sake of choosing, we raise the banner of total liberty which soon collapses, as Plato taught, in the tyranny of the passions. We are there already.


We cannot walk in the streets of our cities at night. Our houses and apartments are turned into armed camps. Our children are sexually abused and our women are raped with impunity. Half of the American population is armed to the teeth. No man can trust his own shadow. No common belief unites us in anything and as civility becomes a memory and perversion and infanticide are converted into “alternative life styles.” Our only hope is the Lock and the Key as Hobbes once put it, keeping out the savagery from beyond. But we are all free! Are we not? Into these ruins has collapsed what was once the glory of mankind, Western Christian civilization, “the saving grace of this world,” in Belloc’s immortal prose. And that grace is now gone because rejected in the name of a false understanding of liberty.

Les cavaliers de l'Epiphanie: «Viva Cristo Rey!», «Viva nuestra Santissima Señora de Guadalupe!» (Le Figaro)



"Chaque année, pour la fête de l'Adoration des Mages, plusieurs milliers de Mexicains gravissent à cheval le mont Cubilete en hommage au Christ-Roi. ...
«Viva Cristo Rey!» A peine parvenu sur le lieu du rassemblement, Miguel Angel Garcia lance le cri de ralliement. Des dizaines de chapeaux blancs se soulèvent et autant de poitrines lui répondent: «Viva!» «Viva nuestra Santissima Señora de Guadalupe!» poursuit-il. Les sombreros s'élèvent suivis d'un «Viva!» pour saluer la sainte patronne du Mexique. ... Au fond d'une clairière, les bannières du Christ-Roi et de Notre-Dame de Guadalupe reposent contre le socle d'une haute croix bleue, point de départ de la «cabalgata de Cristo Rey» - la cavalcade du Christ-Roi.

En cette année 2011, c'est la cinquante-sixième édition de ce pèlerinage équestre. Etalé sur trois jours, il se déroule dans un Etat rural du centre du Mexique, celui de Guanajuato. Des groupes de cavaliers se forment en différents points et convergent vers le pied du Monte Cubilete, un abrupt volcan culminant à 2580 mètres surmonté d'une imposante statue du Christ d'une vingtaine de mètres de haut. Deux par deux, ils attaquent ensuite les lacets qui mènent au sanctuaire, formant un cordon de trois kilomètres de long."
 [continua]

13.2.11

Stalin's Cannibals (Slate)

"While Lenin was content, for a time anyway, to allow the new Soviet Union to develop a "mixed economy" with state-run industry and peasant-owned private farms, Stalin decided to "collectivize" the grain-producing breadbasket that was the Ukraine. His agents seized all land from the peasants, expelling landowners and placing loyal ideologues with little agricultural experience in charge of the newly collectivized farms, which began to fail miserably. And to fulfill Five-Year Plan goals, he seized all the grain and food that was grown in 1932 and 1933 to feed the rest of Russia and raise foreign capital, and in doing so left the entire Ukrainian people with nothing to eat—except, sometimes, themselves.

... In the face of starvation, some families divided, parents turning against children, and children against one another. As the state police, the OGPU, found itself obliged to record, in Soviet Ukraine "Families kill their weakest members, usually children, and use the meat for eating." Countless parents killed and ate their children and then died of starvation later anyway. One mother cooked her son for herself and her daughter. One 6-year-old girl, saved by other relatives last saw her father when he was sharpening a knife to slaughter her. Other combinations were, of course, possible. One family killed their daughter-in-law, and fed her head to the pigs, and roasted the rest of her body."

One more horror story. About a group of women who sought to protect children from cannibals by gathering them in an "orphanage" in the Kharkov region:

"One day the children suddenly fell silent, we turned around to see what was happening, and they were eating the smallest child, little Petrus. They were tearing strips from him and eating them. And Petrus was doing the same, he was tearing strips from himself and eating them, he ate as much as he could. The other children put their lips to his wounds and drank his blood. We took the child away from their hungry mouths and we cried."

According to Snyder "at least 2,505 people were sentenced for cannibalism in the years 1932 and 1933 in Ukraine, although the actual number of cases was most certainly greater."
Catecismo da Igreja Católica fala de "estruturas de pecado":
1869. ... Os pecados provocam situações sociais e instituições contrárias à Bondade divina; as «estruturas de pecado» são expressão e efeito dos pecados pessoais e induzem as suas vítimas a que, por sua vez, cometam o mal. Constituem, em sentido analógico, um «pecado social».
Os responsáveis por estas "estruturas de pecado" são - pelo menos - co-responsáveis pelos pecados horrendos que as mesmas induzem.

Mas em defesa da União Soviética de Estáline convirá recordar que o canibalismo era crime e houve gente presa e condenada por estes actos.

Pelo contrário, na União Europeia do séc. XXI o aborto é justificado, incentivado e subsidiado.

12.2.11

Enviesamento bloquista nas ciências sociais (artigo do New York Times)

"The fields of psychology, sociology and anthropology have long attracted liberals [esquerdistas], but they became more exclusive after the 1960s...

[Dr. Haidt told the audience that he had been corresponding with a couple of non-liberal graduate students in social psychology whose experiences reminded him of closeted gay students in the 1980s...]

“The fight for civil rights and against racism became the sacred cause unifying the left throughout American society, and within the academy,” he said, arguing that this shared morality both “binds and blinds.”

“If a group circles around sacred values, they will evolve into a tribal-moral community,” he said. “They’ll embrace science whenever it supports their sacred values, but they’ll ditch it or distort it as soon as it threatens a sacred value.” ... But academics can be selective, too, as Daniel Patrick Moynihan found in 1965 when he warned about the rise of unmarried parenthood and welfare dependency among blacks — violating the taboo against criticizing victims of racism.

“Moynihan was shunned by many of his colleagues at Harvard as racist,” Dr. Haidt said. “Open-minded inquiry into the problems of the black family was shut down for decades, precisely the decades in which it was most urgently needed. Only in the last few years have liberal sociologists begun to acknowledge that Moynihan was right all along.”
Mas o mais curioso é que aquilo que evidente para todos desde há décadas, só agora começa a ser discutido por estes "observadores profissionais" da realidade social.

Aborto, gayzismo, etc..., tornaram-se os novos dogmas desta seita de "cientistas".

11.2.11

A Falta de Caridade e o 11 do 2 (Pe. Nuno Serras Pereira)

"1. Não sofre dúvida que a maior acusação que se pode fazer a um discípulo de Cristo é a de que não tem Caridade. Uma vez que Deus é Amor e que Jesus Cristo é o mesmo Incarnado, que nos amou até ao extremo, e nos deixou como novo e definitivo Mandamento o de amarmos como Ele nos amou não pode haver maior ingratidão nem maior dissemelhança com o Criador e Redentor do que arredar-se da caridade, isto é, do amor. Por isso S. Paulo nos adverte que sem amor verdadeiro, sem caridade, nada somos e nada nos aproveita.

São tão numerosas as vezes que, por causa dos meus textos, tenho sido arguido, por amigos e desconhecidos, de falta de caridade, que já lhe perdi a conta. Não competirá pois a um monstro medonho como eu colocar em dúvida a infabilidade destes cristãos amorosos que têm a bondade de assim me distinguir. No entanto, não deixo de atentar, com alguma surpresa, que nunca deles ouvi a mesma invectiva em relação a outras pessoas, cristãs ou não, a propósito dos temas que costumo abordar.

Nunca, mas mesmo nunca, escutei essa acusação dirigida aos grandes responsáveis pela legalização (1984) e depois pela liberalização (2007) do aborto. Nem Zita Seabra, nem Álvaro Cunhal, nem Mário Soares, nem Odete Santos, nem Manuel Alegre, nem António Guterres, nem Ramalho Eanes, Jorge Sampaio, nem Francisco Louçã, nem Fernando Rosas, nem José Sócrates, nem Pedro Silva Pereira, nem Maria Barroso, nem Maria de Belém, nem José Saramago, nem Miguel Oliveira e Silva, nem Luís Graça, nem António Correis de Campos, nem Ferreira do Amaral (o economista), nem Helena Matos, nem José Manuel Fernandes, nem Frei Bento Domingues, nem P. Anselmo Borges, nem Aníbal Cavaco Silva, nem Paulo Portas, nem Marcelo Rebelo de Sousa, nem Fernando Nobre, nem Eurico Reis, nem Maria José Nogueira Pinto (que autorizou o abortamento, quando dirigia a Maternidade Alfredo da Costa, de crianças nascente anencéfalas), nem os membros a APF, nem o pessoal da “clínica” dos Arcos, etc., etc., etc.

Temos pois que escangalhar e retalhar crianças decapitando-as, decepando-as, envenenando-as, queimando-as, triturando-as, com a cumplicidade activa do estado que nos rouba nos impostos para tal, não é falta de caridade. Mas dizê-lo chamando as coisas pelos nomes, evitando eufemismos, isso sim é uma grave falta de amor; e se porventura se mostra por desenho, pintura ou fotografia o que sucedeu às vítimas então é puro terrorismo. O problema não é o matar mas sim o mostrar.

Que o homicida e o serial killer (por si ou por interpostas pessoas), se apresentem como pessoas de bem, enganando e manipulando as mentes dos desprevenidos e incautos servindo-se, para isso, de meios ingentes pagos com o dinheiro dos nossos impostos, não é falta de caridade. Desmascará-los porém é uma grandíssima injúria toda alheia ao amor fraterno e cristão.

Estar num hospital, num centro de saúde, ou numa clínica entretidos a aniquilar pessoas indefesas e totalmente inocentes, não é falta de caridade. Irromper por ali a dentro tentando impedir, mesmo que por meios pacíficos, ou dissuadir as mães grávidas ou o pessoal matador de levarem o seu intento adiante é motivo suficiente para chamar a polícia, ser levado a uma esquadra e apresentado a um juiz.

Se não se prestar o auxílio e socorro devido a uma pessoa nascida, em perigo, é crime; assistir a uma pessoa nascente também o é! Por outras palavras, ajudar uma pessoa nascida, em perigo, é um acto de caridade; fazer o mesmo em relação a uma nascente é uma barbaridade.

2. Assinei uma petição, para ser apresentada, à assembleia da república, por ocasião do quarto aniversário do referendo, inválido (jurídica e politicamente), sobre o aborto que serviu de pretexto para a sua liberalização factual, até às dez semanas de idade da criança, intitulada com o conhecidíssimo verso de Sophia: Vemos, ouvimos e lemos; não podemos ignorar. E se assinei é porque concordo. Não posso, no entanto, deixar de confessar que uns tempos depois, pensando naquele título, considerei como aquilo era falso para a maioria das pessoas.

De facto, raramente o assunto é abordado quer na rádio quer na imprensa – e quando o é, é-o enviesadamente e submergido numa torrente tamanha de notícias que se “afoga” desaparecendo num turbilhão -, para que se possa dizer que verdadeiramente ouvimos e lemos.

Se não ouvem nem lêem, muito menos vêem, porque não só a comunicação social mas, geralmente falando, os mesmos movimentos pró vida, em Portugal, censuram as imagens que mostram a realidade.

Ora acontece que apesar de ser o mostrengo que todos reconhecem e apontam, uma vez que sou Sacerdote não posso deixar de advertir quem me lê que é uma gravíssima falta de Caridade esconder, ocultar, disfarçar, distorcer a verdade; é uma gravíssima falta de amor estar implicado ou cooperar na matança de inocentes e também ser indiferente ao destino destes nossos irmãos mais pequeninos e vulneráveis que só nos têm a nós para os defender. Deixemo-nos de “coar mosquitos e engolir camelos”. E imploremos, neste 11 do 2, a intercessão de Nossa Senhora de Lurdes para que nos alcance de Seu Filho e nosso Salvador a verdadeira caridade e nos dê o desassombro da verdade.

Se em Portugal, quotidianamente se matassem, propositadamente, 53 pessoas já nascidas, que sururu e alvoroço aí não haveria!?"

10.2.11

"There are people who want to keep our sex instinct inflamed in order to make money out of us" (C.S. Lewis)

"conser­vatism's success ended up making the world safe for the secular, hedonistic values of Aquarius. Traditional attitudes about...sex, the role of women in society, the permissible scope of artistic expression [obscene language]... have all taken a beating. And what's more, many if not most conservatives today wouldn't undo the broad thrust of these changes even if they could....
Capitalism seems to tend toward an exuberantly pluralistic pursuit of personal fulfillment.... [and] unprecedented freedom of action.... ... limited government, individual liberty, and free markets. America is truly free: homosexuality, pornography, birth control, abortion, premarital sex, out-of-wedlock births, divorce, shack-ups, sexual debauchery, obscene language, the drug culture, etc. This is liberty. Do your own thing! This is not licentiousness, it's freedom. ... C.S. Lewis said: "There are people who want to keep our sex instinct inflamed in order to make money out of us."...

9.2.11

ÉTICA BESTIAL (Pe. Gonçalo Portocarrero Almada)

"Nas suas Memórias do Tempo de Vésperas, o Prof. Adriano Moreira conta que era da praxe dos finalistas de Direito uma visita ao Jardim Zoológico, a cuja direcção então presidia o Prof. Emídio da Silva. Com picardia universitária, o representante do curso cumprimentava-o nos seguintes termos: «Estando no Jardim Zoológico, não podíamos deixar de visitar o Senhor Professor!». O mestre, imperturbável, respondia com amável hospitalidade: «Estão em vossa casa!».


A propósito de animais, o «The New York Times» recentemente noticiou terem sido detectados comportamentos «homossexuais» em 450 espécies zoológicas, entre as quais cita as moscas de esterco e alguns primatas. Muito embora tais atitudes sejam, também no reino animal, absolutamente invulgares, porque a regra é o acasalamento entre machos e fêmeas, não faltou quem quisesse transpor essa excepção para a sexualidade humana, concluindo a «naturalidade» dos comportamentos homossexuais.

A referência a uma eventual «homossexualidade» animal não é inocente, porque indicia uma oculta intenção: a de humanizar os comportamentos animais ou, melhor dizendo, animalizar a sexualidade humana. Assim, a principal referência seria agora a etiologia animal, convertida em padrão do que é genuinamente natural e, por isso, normal, ou seja, norma social e ética universal. Porque o que é natural, é bom.

É antiga a ambiguidade neste âmbito. Quando o Bambi chora de dor, o Dumbo é um exemplo de lealdade na amizade e o rei da selva é trespassado pelas setas de Cupido, não é apenas o mundo irracional que é antropomorfizado, mas a condição humana que é reduzida à mera dimensão animal. O que é humanamente natural já não é o racional e social, mas o que é mais imediato e mais instintivo, o que é primário e espontâneo.

Mas, afinal, o que é natural?! Num ser irracional, o instinto é normal, mas não assim na criatura racional. É natural que um cão satisfaça publicamente as suas necessidades fisiológicas, mas já não seria natural que o seu dono procedesse do mesmo modo. É por isso que não é notícia que um cão morda um homem, mas sim o contrário. Natural, no homem, não é apenas nem principalmente o que é inato, mas o que é de acordo com a sua natureza, ou seja, racional.

É natural ganir ou ladrar, mas não para um ser humano, para quem não seriam normais tais irracionalidades. Mesmo quando o homem, dada a sua condição corpórea ou «animal», é acometido por alguma irreprimível reacção orgânica, como espirrar, bocejar, ou transpirar, procura racionalizar e socializar essas manifestações físicas, pois uma atitude de total desinibição seria inconveniente e irracional e, portanto, anormal.

A ética não é meramente descritiva do que são as pulsões inatas do indivíduo, mas a racionalização das suas tendências imediatas em ordem ao bem comum: é próprio do ser humano viver de uma forma inteligente a sua atracção sexual, pelo que não faz sentido procurar, no reino animal, referências que possam pautar o comportamento humano. Legitimar o que é instintivo e animal, à conta de que é natural, é renunciar à dignidade da criatura racional e rebaixar o homem à sua condição animal, abdicando do que lhe é próprio e específico, ou seja, a sua dimensão intelectual e espiritual.

Todos os seres humanos, quaisquer que sejam as suas tendências ou opções, merecem todo o respeito devido à sua dignidade, mas isso não implica a legitimação de todos os seus actos. Um documentário sobre bisontes rematava com a seguinte «moral»: o homem tem muito a aprender com estes animais! Não me senti minimamente aludido, não sei se por não me seduzirem as manadas. Mas há quem ache consoladora a analogia entre certos comportamentos humanos e as práticas sexuais de algumas moscas e macacos que, segundo a referida fonte, têm, por via de excepção, relacionamentos íntimos com animais do seu mesmo género. Convenhamos que, se esse é o paradigma da sua moralidade, essa ética é mesmo … bestial."

8.2.11

Catholic social teaching is simply not libertarian (Michael Gerson)

"... there is certainly a distinctive Catholic teaching on politics - a highly developed and coherent tradition that has influenced many non-Catholics, myself included. Human life and dignity, in this view, are primary. The common good takes precedence over selfish interests. Local institutions - families, churches, unions, religious schools - should be respected, not undermined, by government. The justice of a society is measured by its treatment of the poor and vulnerable.

These distinctive commitments have created tensions with liberal Catholic politicians who elevate autonomy and choice as the highest political values - higher even than the rights of the weak. But the Catholic tradition also challenges elements of conservatism...

... Catholicism asserts the value and dignity of duly constituted authority, both religious and political, which cannot be dismissed as "elites." Further, in a direct assault on the spirit of the age, it teaches that genuine freedom is found in submission to just authority. The alternative is the "freedom" of a fish liberated from the sea. Neither radical individualism nor disdain for government is an option.

... Catholic social teaching is simply not libertarian. Neither, of course, are most conservatives. But where Republicans veer toward libertarianism, they will run smack into the bishops.

The Catholic tradition asserts the necessity of limited government. The establishment of justice and acts of compassion should be done at the lowest, most human levels of society, instead of by distant, centralized bureaus - a perspective fully consistent with the designs of America's founders. But gaps in the justice and compassion of a society require government intervention to secure the common good, which is not common until it includes the poor, the immigrant, the sick, the disabled, the unborn. Catholic teaching elevates the primary importance of families, charities and strong communities - while rejecting the simplistic notion that such institutions render government unnecessary. In determining the proper balance between civil society and government, there is much room for political debate. But the search for that balance is a source of sanity in our political life, involving the rejection of both collectivist and libertarian utopias.

So how will Catholic Republicans respond to these arguments? The U.S. Conference of Catholic Bishops, after all, has no canonical standing, just a moral authority ...

But there will probably come a point when red lines get crossed and Catholic and other religious leaders declare: Contempt for immigrants, even illegal immigrants, is not a moral option. Or, cutting AIDS and malaria funding violates pro-life principles. Or, health-care repeal without a serious alternative is not responsible."

7.2.11

Cinco Chagas do Senhor – FESTA (07/02/2011)

"O culto das Cinco Chagas do Senhor, isto é, as feridas que Cristo recebeu na cruz e manifestou aos Apóstolos depois da ressurreição, foi sempre uma devoção muito viva entre os portugueses, desde os começos da nacionalidade. São disso testemunho a literatura religiosa e a onomástica referente a pessoas e instituições. Os Lusíadas sintetizam (I, 7) o simbolismo que tradicionalmente relaciona as armas da bandeira nacional com as Chagas de Cristo. Assim, os Romanos Pontífices, a partir de Bento XIV, concederam para Portugal uma festa particular, que ultimamente veio a ser fixada neste dia."
 
 

Intenções do Santo Padre – Fevereiro

  • [Intenção Geral]Respeitar a identidade da família. Para que a identidade da família seja respeitada por todos e para que seja reconhecida a sua insubstituível contribuição em prol de toda a sociedade.

  • [Intenção Missionária] Levar Cristo aos que sofrem. Para que, nas terras de missão em que o mais urgente é a luta contra a doença, as comunidades cristãs saibam testemunhar a presença de Cristo junto dos que sofrem.

6.2.11

À VOLTA DO VOTO: A Igreja, a abstenção e o voto útil (P. Gonçalo Portocarrero de Almada)

"Nas eleições presidenciais a abstenção ultrapassou os cinquenta por cento. Há quem entenda que o generalizado abstencionismo é um voto de protesto da maioria dos eleitores. Sobre esta questão, quisemos ouvir o Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada.

  1. Nas vésperas das eleições presidenciais, assinou dois artigos de opinião que foram entendidos como uma tentativa de influenciar o voto dos cristãos.

    P.GPA – Foram então muito mal entendidos, porque tive o cuidado, precisamente para não dar azo a esse tipo de leituras, de não referir nenhuma candidatura, nenhum nome de nenhum candidato, nem nenhum partido ou força política. Também não abordei questões de política partidária, nem emiti qualquer juízo sobre matéria opinável.

  2. Mas a alusão ao voto inútil e ao voto em consciência não era, de algum modo, um convite a não votar na candidatura presidencial vencedora?

    P. GPA – Era, sobretudo, uma chamada de atenção contra o relativismo a que necessariamente se apela quando se recorre ao argumento do voto útil, e um apelo para a necessidade de votar em consciência. Confesso que me repugna a impunidade política dominante e uma atitude indulgente dos eleitores significa uma certa cumplicidade com essas incoerências.

  3. Mas isso não implica um juízo moral dos candidatos?

    P. GPA – Enquanto pessoas, é óbvio que ninguém os deve julgar, mas os seus actos políticos podem e devem ser objecto de apreciação moral. Se um candidato defraudar sistematicamente as legítimas expectativas dos seus eleitores e esse facto não tiver quaisquer consequências, é caso para dizer que, em política, o crime compensa. É esta perversa lógica que me pareceu importante denunciar.

  4. Mas é evidente que os artigos desfavoreciam a candidatura presidencial que veio a ganhar as eleições, embora com um resultado muito inferior ao total das abstenções.

    P.GPA – Pelo contrário, porque em vez de considerar em pé de igualdade todas as candidaturas, afirmei sempre que, se algumas não seriam de modo nenhum admissíveis para um cristão coerente, outras, como a que veio a ganhar, poderiam ser uma opção lícita, em virtude do princípio do mal menor, para quem se revê na Doutrina Social da Igreja.

  5. Então, como explica algum mal-estar suscitado por esses seus artigos de opinião?

    P. GPA – Não creio que haja motivo para essa admiração se tivermos presente que a pregação de Jesus Cristo também causava escândalo, sobretudo entre os fariseus e os pusilânimes. Hoje, seria preciso acrescentar também os inimigos da liberdade e da Igreja.

  6. Como assim?!

    P. GPA – O voto dos cristãos é sempre apetecível, nomeadamente num país cuja matriz cultural é essencialmente cristã. Por isso, há sempre quem queira apropriar-se desse voto, recorrendo ao argumento do «voto útil»: os cristãos devem votar e devem votar bem, isto é, votar na candidatura menos má.

  7. Mas, não é correcto este argumento?

    P. GPA – Claro que não! Ninguém, mesmo sendo católico, é dono do voto dos cristãos, nem a Igreja pode ficar refém de nenhuma força ou partido político. Que os fiéis possam votar na candidatura menos má não quer dizer que estejam obrigados a votar nela, porque também é moralmente legítimo o voto em outras candidaturas, desde que compatíveis com a fé cristã, bem como a abstenção, o voto em branco ou o voto nulo.

  8. De todos os modos, uma tal atitude parece, em termos políticos, pouco razoável e pouco ou nada construtiva.

    P. GPA – Talvez, mas em termos morais, que são os únicos que me interessam, é importante defender a liberdade da Igreja e a dos fiéis nestas matérias. Acho curioso que os mesmos políticos que apelaram energicamente à participação no sufrágio e censuraram, com azedume, a abstenção, foram também os que impediram essa mesma participação, quando excluíram a possibilidade de um referendo sobre o casamento de pessoas do mesmo sexo, que dezenas de milhares de eleitores tinham pedido.

  9. Mas, não lhe parece que se trata de uma questão eminentemente política?

    P. GPA – Antes de o ser, é ética e pastoral. Depois de publicados os artigos que referiu, muitos fiéis confidenciaram-me que tinham ficado muito aliviados nas suas consciências, porque erradamente pensavam que estavam obrigados a votar e a votar útil, apesar disso lhes parecer uma violência e uma falsidade, na medida em que não se identificavam minimamente com nenhuma candidatura. É missão dos pastores esclarecer as almas dos fiéis sobre estas questões e defender a sua liberdade de consciência.

  10. De todos os modos, não teria sido mais conveniente que esse esclarecimento não tivesse ocorrido em plena campanha eleitoral?

    P. GPA – Desculpe-me a ingenuidade, mas pensava que a campanha eleitoral servia precisamente para abordar estes assuntos. É recorrente essa tentativa de amordaçar a Igreja, com a desculpa de que se não deve intrometer em política. Nas vésperas do referendo do aborto, também não faltou quem quisesse silenciar a Igreja, mas os pastores devem pregar a vida nas vésperas dos referendos, nos dias dos referendos e nos dias seguintes aos referendos, porque a nossa agenda é o Evangelho e não o calendário político ou eleitoral."

5.2.11

Tribunal constitucional francês recusa "casamento" gay

"le Conseil a jugé qu'en maintenant le principe selon lequel le mariage est l'union d'un homme et d'une femme, le législateur a, dans l'exercice de sa compétence, estimé que la différence de situation entre les couples de même sexe et les couples composés d'un homme et d'une femme pouvait justifier une différence de traitement quant aux règles du droit de la famille. Il n'appartient pas au Conseil constitutionnel de substituer son appréciation à celle du législateur sur la prise en compte, en cette matière, de cette différence de situation."
A propósito, o que dizem os partidos "da oposição" sobre esta matéria em Portugal ?

Existe algum partido que prometa revogar esta aberração ?

3.2.11

Rajoy derogará la Ley del Aborto, Educación para la Ciudadanía

O líder da oposição espanhola anuncia que, caso derrote Zapatero nas próximas eleições, revogará a lei do aborto e a lei sobre a educação sexual nas escolas.

Em Portugal, a oposição parlamentar sobre esta matéria é inexistente, apesar de cerca de 1,5 milhões de eleitores terem votado "Não" no referendo de 2007.

(Talvez seja porque o tempo escasseia: entre os "casamentos" gay dos dirigentes e os processos contra militantes pretensamente "homofóbicos", não há tempo para tratar das questões menores).

2.2.11

Diplomacia portuguesa recusa-se a assinar declaração contra a perseguição dos cristãos

"Italy and France (!) fought in vain for the reference to Christians, without which the document would not have made sense, considering the Iraqi and Egyptian events of the past couple of months. What has not been widely reported in the English-language media is the list of European nations that blocked the specific reference to Christians. According to Spanish website Libertad Digital, they were: Spain, Ireland, Portugal, Cyprus, and Luxembourg."
[Fonte]


São as contrapartidas da compra da dívida portuguesa por parte da China e dos países árabes.

1.2.11

Leninist vanguard parties

"Whatever the mix of aspirations of those on the streets of Cairo, such uprisings are easy prey for tight-knit organizations – known in the revolutionary lexicon as Leninist vanguard parties".

 Ambrose Evans-Pritchard, Daily Telegraph