30.4.11

O Papa João Paulo II começou expulsar os vendilhões do templo ...

... como se pode ler nesta cronologia.

Muitos foram os vendilhões da heresia, do escândalo, do sacrilégio, da blasfémia, da desobediência, da mentira (neste último caso, são filhos do pai), varridos do terreiro pelo báculo de João Paulo II.

São estes que agora se pronunciam contra a beatificação porque - aos olhos do Mundo - esta será uma renovação da condenação dos seus erros. Mas não é com o juízo do Mundo que eles deviam estar preocupados ...

29.4.11

Ayn Rand: Architect of the culture of death

Descubra as diferenças:

  • "I swear by my Life and my love of it that I will never live for the sake of another man, nor ask another man to live for the sake of mine".

    Ayn Rand, Atlas Shrugged (discurso de John Galt)

  • "É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei. Ninguém tem mais amor do que quem dá a vida pelos seus amigos... É isto o que vos mando: que vos ameis uns aos outros."

    Jo 15, 12-17
P.S. Um excerto interessante do artigo acima linkado:
"Barbara Branden tells us, in her book, The Passion of Ayn Rand, of how Miss Rand managed to make the lives of everyone around her miserable, and when her life was over, she had barely a friend in the world. She was contemptuous even of her followers. When Rand was laid to rest in 1982 at the age of 77, her coffin bore a six-foot replica of the dollar sign. Her philosophy, which she adopted from an early age, helped to assure her solitude: "Nothing existential gave me any great pleasure. And progressively, as my idea developed, I had more and more a sense of loneliness." It was inevitable, however, that a philosophy that centred on the self to the exclusion of all others would leave its practitioner in isolation and intensely lonely."
Em Jo 15, o Senhor diz: "Digo-vos estas coisas para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa".

25.4.11

Hoy me hubiera gustado ser húngaro

A árvore de Páscoa

JOÃO CÉSAR DAS NEVES, DN, 25/04/2011:
"A raiz é o egoísmo. O fruto é a solidão. O tronco, ramos, folhas e flores são muitos. Vários com nomes maravilhosos: direitos humanos, liberdade individual, realização pessoal. Envenenados pela raiz, os grandes valores apodrecem e infectam. O fruto é sempre a solidão.

Vimos o desejo nobre de a igualdade social acabar nos morticínios da guilhotina jacobina; o desejo sublime da afirmação cultural nacional cair na chacina do holocausto nazi; a ânsia magnífica da justiça económica descambar no horror do gulag soviético. Quanto mais elevados os propósitos, mais monstruosas as aberrações distorcidas pela seiva peçonhenta da raiz soberba.

O pior de todos os ramos coube-nos em sorte. Pior porque toca o mais íntimo do ser humano, a família. Corrompidos os mecanismos sociais no século XVIII, os regimes políticos no século XIX, os sistemas económicos no século XX, hoje as entranhas egoístas da árvore atacam a vida pessoal. Entretanto, a humanidade já expeliu muito do veneno dos outros ramos. Ninguém defende a sociedade sem classes, os regimes perfeitos, a economia colectiva. Apesar dos belos ideais, a desgraça dessas concepções egoístas está à vista. Agora todas as forças se dirigem a esfarrapar os laços familiares, as mais íntimas fibras do nosso ser.

A argumentação é a mesma de jacobinos, nazis e comunistas, aplicada à vida íntima. Pretende-se, como então, defender a liberdade, impor a igualdade, forçar a realização pessoal. Por baixo, como antes, sente-se a cauda viperina do egoísmo.

O amor conjugal é valor que todos defendem. Mas, como os direitos individuais de sucesso pessoal se sobrepõem a tudo, tem de acabar na ruptura e divórcio. Como o indivíduo é soberano, a família não se pode defender dos seus caprichos. A lei, em nome da liberdade, acode promovendo a precariedade. Torna-se mais fácil dissolver um casamento que uma sociedade comercial ou contrato de trabalho.

A fecundidade e felicidade das crianças é propósito universal. Mas, como os projectos de consumo ou carreira têm precedência, o filho transforma-se num inimigo a abater. Em relação tão íntima a única solução é a morte. E o Estado lá está para fornecer abortos subsidiados. Os embriões passam de espécie protegida a vírus de extirpar.

A natureza é valor supremo que todos apoiam ecologicamente. Toda a natureza, menos a humana, porque essa limita a igualdade de género. Que é a natureza face ao império dos sentidos? Como o capricho pessoal afinal tem mais direitos que a realidade congénita, o Estado iguala todas as perversões como aceitáveis e equivalentes.

O efeito comum é sempre a agressão à família. O resultado é sempre a solidão. Como a carreira acaba na reforma, a beleza fenece com a idade, a vitalidade se gasta no tempo, todos acabam sós, autónomos, fechados, contemplando uma colecção de caprichos momentâneos, prazeres fugidios, aventuras ocasionais, rupturas, infidelidades, traições. A conclusão é a velhice solitária, vítima do egoísmo que a isolou. Alguns ainda se espantam dos que morrem anónimos: "Uma das pobrezas mais profundas que o homem pode experimentar é a solidão. Vistas bem as coisas, as outras pobrezas, incluindo a material, também nascem do isolamento, de não ser amado ou da dificuldade de amar" (Bento XVI Caritas in Veritate 53).

Os propósitos anunciados eram grandiosos. O mal estava na raiz egoísta, na origem interesseira, na estrutura auto-suficiente. O mal vinha da base, das entranhas. Que fazer a uma árvore envenenada na estirpe? A única solução é enxertar um galho saudável e esperar que a seiva sadia se espalhe no organismo.

Isso foi o que aconteceu e que nós vos anunciamos. Na Páscoa um ramo de puro amor foi pregado na árvore da morte. Agora, além da seiva do orgulho egoísta, circula no tronco, ramos, flores e folhas um fluxo de divina caridade. O fruto é a união. Isso salvou a sociedade pela subsidiariedade, a política pela democ'racia, a economia pela solidariedade. Isso salvará a família dos horrores com que o nosso tempo a persegue. Só o amor vence a solidão."

24.4.11

“I Just Can’t Make It Alone!” Tom Leopold’s Conversion Story

"My name is Tom Leopold and I’m a comedy writer (Seinfeld, Cheers, Will and Grace...). I am a Jewish comedy writer, although I always felt saying that was kind of redundant...

... here is a flashback of how I became Catholic.

Ex-Anglican priest, father of eight, gives up job to become Catholic

"It's a brave decision for Ian Hellyer to give up his job when he has to provide for eight children and his wife is pregnant with the couple's ninth child.

But Hellyer is losing no sleep over his decision...

On Palm Sunday, he formally gave up his 20,000-pound ($33,000) yearly salary as rector of four Church of England parishes in the Dartmoor area of southwest England.

A native of Plymouth, England, Hellyer was ordained an Anglican minister in 1995. He told CNS that, at that time, his college was accepting female applicants to the priesthood and he was comfortable with it.

His opinions on women's ordination evolved in 2001 as he began to question the catholicity of the Church of England in the light of the traditions of the Roman Catholic Church. From that point, he explained, he understood that he was "on a journey to greater communion with the Catholic Church."

In November 2009 when Pope Benedict XVI released his apostolic constitution "Anglicanorum coetibus," which allows the group reception of former Anglicans into the Catholic Church, he said, "it seemed to me quite clear that that's where God wanted me to go."