25.8.12

Os chefes de estado e de governo também podem ser santos

Hoje celebra-se a memória de S. Luís de França:
"Nasceu em 1214 e subiu ao trono de França aos vinte e dois anos de idade. Contraiu matrimónio e teve onze filhos a quem ele próprio deu uma excelente educação. Distinguiu-se pelo seu espírito de penitência e oração e pelo seu amor aos pobres. Na administração do reino, foi notável o seu zelo pela paz entre os povos, e mostrou se tão diligente na promoção material dos seus súbditos como na sua promoção espiritual. Empreendeu duas cruzadas para libertar o sepulcro de Cristo e morreu perto de Cartago no ano 1270."
Muitos imperadores, reis e rainhas foram beatificados, canonizados, elevados aos altares, apresentados pela Igreja como modelos de santidade. O exemplo mais recente viveu e faleceu em Portugal: o Arquiduque Carlos de Habsburgo (1887-1922), Imperador da Áustria, Rei da Hungria e da Boémia.

Hoje em dia os membros das famílias reais não são já modelos de virtudes. Quando muito serão modelos de alta costura ou, nos piores casos, modelos fotográficos (atente-se no recente escândalo ocorrido com um dos membros da irreal família inglesa).

O problema não será da monarquia. De facto, aquilo a que agora se chama "república" não deu ainda azo a nenhuma declaração de santidada. Existem, no entanto, alguns candidatos:

Infelizmento, o governo dos povos e das nações pode também ser caminho de perdição (quem diria !):

Is 3,14-15:

"O SENHOR entrará em juízo contra os anciãos e os chefes do seu povo: «Vós devorastes a minha vinha, e os despojos dos pobres enchem as vossas casas. Por que razão calcais aos pés o meu povo, e macerais o rosto dos pobres? Oráculo do Senhor DEUS do universo.»

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