14.9.12

Porque é que Deus permite a "austeridade" !?

A austeridade provoca suicídios, doenças psíquicas, desemprego, pobreza, emigração, injustiça. O direito do jornaleiro ao seu salário, os orfãos, as viúvas, os anciãos, os doentes são sacrificados no altar do deus moloch da ideologia e do materialismo.

Se Deus Pai todo-poderoso, Criador do mundo ordenado e bom, tem cuidado com todas as suas criaturas, porque é que estes males existem ? Porque é que Deus não criou um mundo perfeito em que a austeridade não pudesse existir ?

A resposta está no Catecismo (n.ºs 309-314, 324). Genericamente, a "fé dá-nos a certeza de que Deus não permitiria o mal, se do próprio mal não fizesse sair o bem, por caminhos que só na vida eterna conheceremos plenamente."

No caso específico de Portugal e desta austeridade, o Pe. Nuno Serras Pereira ("Uma solução para a crise") propõe a seguinte aplicação do princípio geral:
"Quem se afasta de Deus, quem renega a Jesus Cristo, produz para si e para os outros um inferno antecipado na terra, uma sombra ténue do verdadeiro Inferno.
É tempo de nos convertermos."
Os efeitos nefastos da negação de Deus seriam um convite à conversão.

Ora isto faz recordar as proclamações dos profetas do Antigo Testamento. Sempre que o povo escolhido escolhia mal - o que era frequente, o Senhor permitia que as suas acções assumissem todas as suas (más) consequências. O povo acabava derrotado e deportado, Jerusalém era conquistada e destruída pelos infiéis, o Templo era destruído - o Senhor já não estava no meio do seu povo. No meio de todas estas tribulações, com a ajuda dos profetas, Israel recordava-se dos tempos favoráveis das antigas alianças, arrependia-se, fazia penitência, cobria e a cabeça de cinzas e vestia-se de saco, e regressava ao bom caminho.

Nesta Terra de Santa Maria, onde "o dogma da Fé se manterá sempre, etc." (o que será este etc ?), a comunidade política assumiu nos últimos anos determinadas decisões contrárias à Lei Divina e à Lei Natural. Será que estamos a sofrer as consequências dessas decisões ?

Fui olhar para a série do PIB pm (Fonte: INE) para tentar confirmar esta hipótese.



A primeira linha vertical marca o 3.º trimestre de 2007, período em que entrou em vigor (15/7) a portaria que regulamenta o aborto em hospitais públicos. A segunda linha diz respeito ao 2.º trimestre de 2010 e à entrada em vigor da Lei n.º 9/2010, de 31 de Maio que "[p]ermite o casamento [sic] civil entre pessoas do mesmo sexo".

As duas variáveis dummy criadas para modelizar os dois eventos acima mencionados são estatisticamente significativas nas condições habituais.

Si no è vero ...

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