6.10.12

"Em 2010 e 2011 o défice público real devia ser 11% ou 12%"

Catroga: Governo cometeu "erro político enorme" ao não explicar real situação de Portugal:
"pecado original de todo este processo começa por ser técnico", já que "em 2010 e 2011 a base de partida real do défice público devia ser 11% ou 12% do Produto Interno Bruto (PIB)".

"O certo é que nunca foi comunicada aos portugueses a verdadeira base de partida, a verdadeira dívida pública e o verdadeiro défice público. A 'troika' ainda fez alguma correcção das variáveis, mas foi tecnicamente imperfeita, portanto inquinou toda a fixação de objectivos"
Durante a longa noite socratista, as estatísticas oficiais transformaram-se num giganteca aldeia potemkin. Nas palavras de um assessor do chefe - enquanto tentava imitar a cara de prisão de ventre do animal feroz - "o objectivo é[ra] maquilhar as estatísticas".

Na altura, vários comentadores falaram da incompatibilidade entre o déficit anunciado e as necessidades de finaciamento do Estado.

No início da governação, o Passos ainda começou a tentar falar do desvio colossal das contas. Depois calou-se. Terá sido por "seriedade política"? Terá sido por receio das reacções dos nossos "parceiros" externos? Será que houve alguma negociação interna sobre esta matéria ? Não sabemos.

Com base nestes desvios, Passos poderia ter tentado renegociar o memorando, aliviando a carga imposta sobre a população. Simultaneamente, tinha cravado uma estaca no coração do Sócrates. Nunca mais o bicho se teria atrevido a vir jantar a Lisboa.

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