31.1.13

A OPUS DEI e a CONQUISTA DO MUNDO (ou pelo menos das Berlengas)

As coisas não estão a correr bem…

A Opus Dei está em Portugal desde 1946 e só têm 1500 membros.

Para um jornalista habituado a mover-se nos meios da extrema-esquerda ou para um membro de uma associação ateísta (passe a repetição), 1500 pode parecer um número gigantesco; para eles quaisquer 5 pessoas já serão suficientes para organizar um grupo de estudos heterossexuais, fundar uma associação de utentes do Príncipe Real e lançar uma petição contra o assassinato das baratas domésticas.

Mas, na verdade, 1500 pessoas é um número muito pequeno para conquistar Portugal.

Podia dar-se o caso de que estas 1500 pessoas fossem “as” 1500 pessoas que manipulam as alavancas do poder, e nesse caso seriam suficientes.

Mas o DN até diz que não, que a Maçonaria até tem uma presença muito mais numerosa e influente nos centros do poder político.

A Obra, para além de um único deputado (que até se absteve aquando da aprovação da lei e educação (homo)sexual nas escolas), tem apenas um Secretário de Estado das Finanças, diz o DN...

Haha, dirão alguns, é por isso que o orçamento de estado tem sido usado como instrumento para impor a mortificação corporal a todos os portugueses ! Mas a verdade é que este Secretário de Estado já chegou depois do início austeridade…

A falta de poder da Obra é revelada pela falta de resultados.

Quais de entre princípios morais que não admitem abdicações, excepções ou compromissos de qualquer espécie" e que devem presidir à acção política e legislativa dos Católicos não foram violados nos últimos anos  em Portugal ? É olhar para a check list aqui por baixo (clicar para aumentar - tá bonito,fui eu que fiz ):



Para mim a raíz desta falta de eficácia ofensiva é o facto de que a sede do Opus Dei está localizada no Lumiar… tal como o Estádio do Sporting … deve ser qualquer coisa que o António Costa põe na água…

A vitória está garantida. Mas, como diz o Catecismo, o “Reino não se consumará, pois, por um triunfo histórico da Igreja segundo um progresso ascendente, mas por uma vitória de Deus sobre o último desencadear do mal, que fará descer do céu a sua Esposa. O triunfo de Deus sobre a revolta do mal tomará a forma de Juízo final, após o último abalo cósmico deste mundo passageiro).

Não podendo mudar de treinador, como os lagartos, nem comprar fruta aos árbitros, como o futebol corrupto do Porto,  resta seguir o conselho do Mestre: renunciar a nós próprios, tomar a nossa cruz todos os dias e seguir Jesus a caminho da calvário.

A grande atracção do Opus Dei (e não só) é esta mesmo: o exemplo das pessoas e das famílias que vivem a EXPERIÊNCIA DA FÉ, “sem abdicações, excepções ou compromissos”, e por isso são sinal de contradição.

O resto é publicidade enganosa.

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