19.4.14

Um longo sábado (pouco) santo

Não sabemos onde estavam os Apóstolos naquele dia de Sábado. Depois da traição de Judas Iscariotes, Pedro troca Jesus pelos favores da multidão. Os outros, excepto João, fogem da cruz, escondem-se, calam-se.

Nesses momentos de desconcerto, os discípulos andam como ovelhas sem pastor, perdidos, desorientados, confusos, sem rumo, cheios de tristeza.

O mundo foi envolvido pelas trevas.

Maria é a única luz acesa sobre a terra. Ela aguarda serenamente o momento da Ressurreição.

Os discípulos a ela recorrem. E ela os consola e tranqüiliza. Protege com a sua fé, com a sua esperança e com o seu amor esta Igreja débil e assustada.

Já desde o princípio Maria foi a Consoladora dos aflitos, dos que estavam em dificuldades.

O que lhes terá dito ?

Talvez lhes tenha recordado que Jesus nos ensinou a cumprir a vontade de Deus por cima de todos os planos próprios, a viver desprendidos de tudo, a saber perdoar aqueles que nos ofendem, a ser apóstolos até o momento da morte, a sofrer sem queixas estéreis... "Não estorves a obra do Paráclito; une-te a Cristo, para te purificares, e sente, com Ele, os insultos, e os escarros, e as bofetadas..., e os espinhos, e o peso da Cruz..., e os ferros rasgando a tua carne, e as ânsias de uma morte ao desamparo... E mete-te no lado aberto de Nosso Senhor, até encontrares refúgio seguro em seu coração chagado". "...Aqui quero sossegar e descansar, e dormir e orar."

Ali encontraremos a paz.

Olhamos para Jesus devagar e, na intimidade do nosso coração dizemos-lhe: "Ó bom Jesus, ouvi-me. Dentro das vossas chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de Vós. Do inimigo maligno, defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me ir para Vós, para que Vos louve com os vossos Santos, por todos os séculos dos séculos”.

Recorramos sem demora a essa luz continuamente acesa na nossa vida que é a Virgem Santíssima. Ela nos devolverá a esperança.

[adaptado]

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