1.8.17

Uma "excomunhão" para Galat?

Hoje em dia, os hierarcas tudo toleram e premeiam com o seu silêncio (quando não com o seu acordo): sacrilégio eucarístico, adultério, sodomia, eutanásia, aborto, ... universalismo, indiferentismo, ... modernismo.

Tudo?

Tudo, não.

É proibido acreditar naquilo que a Igreja sempre ensinou.

A "liberdade das consciências", o "discernimento", o "diálogo", a "cultura do encontro", a "misericórdia" têm limites.

Galat ousou criticar os "dogmas" bergoglianos, pôs-se a jeito e foi imediatamente "misericordiado":

É pena que não tenha sido utilizado o mesmo critério entre os anos de 1978 e 2013.

Ter-se-iam evitado muitam chatices (e o atual pontificado).

1 comentário:

O dogma da Fé etc disse...

Ainda estou a tentar digerir melhor este acontecimento que me parecia, até certo ponto, previsível... Penso que existe, no Dr. Galat, assim como nas pessoas que lhe estão associadas no programa de televisão, muita fé em Cristo e um genuíno amor pela Igreja. Eles têm-no demonstrado de forma dedicada, insistente e assídua ao longo da sua série de programas que eu tenho seguido desde há vários meses. Mas, como já deves ter reparado João, deixei de republicar os seus vídeos porque não sei - e sublinho o "não sei" - se não estão a ir longe demais nas suas abordagens.

É evidente que vivemos uma situação insólita na Igreja, os escândalos saem a um ritmo quase diário e a hierarquia reage com uma atitude que varia entre o silencio e a celebração desses mesmos escândalos. Mas declarar que um Papa é falso é algo bastante forte e ousado. Seria mais prudente deixarem esse juízo para quem tem competência para tal dentro da Igreja...

Por outro lado (mas enfim, também nenhum de nós é perfeito e muito menos nos tempos que correm), por vezes vejo uma certa ligeireza nas fontes utilizadas naquele programa (tanto mais quando, supostamente, são académicos ligados a um universidade), quando citam, por exemplo, a vidente Maria da Divina Misericórdia ou quando deram por provado que o verdadeiro segredo de Fátima é uma coisa qualquer que há anos que circula na internet nos meios sedvacantistas.

Penso contudo que este caso é bastante interessante para nos ajudar a ter uma imagem do que pode estar para vir ao longo dos próximos tempos.

A prontidão e o voluntarismo do Pe. Fortea é também notável neste caso. Não ouvi falar muito do nome do exorcista espanhol para contestar as comunhões sacrílegas, o discernimento que pode levar à aprovação pastoral de uma relação adúltera, da nova e emergente pastoral gay, para opinar sobre a apresentação de Lutero como "testemunha do evangelho", etc. Quando digo que não ouvi, não quer dizer que não tenha falado, talvez eu estivesse mais distraído!