1.5.18

MAIO, MÊS de Maria

"Amai-me, segui-me e conduzir-vos-ei à Felicidade"
[O mês de Maio é dedicado à Bem-aventurada Virgem Maria.

Durante o mês de Maio, muitas famílias enfeitam o altar da família e a de Nossa Senhora com flores frescas. Durante este mês (e se possível durante todo o ano) é especialmente recomendado que se reze o Rosário em família ou pelo menos uma dezena.

Outras devoções marianas associadas ao mês de Maio são: a recitação da ladainha lauretana, altares dedicados a Nossa Senhora, a coração (com flores) das estátuas de Nossa Senhora, romarias e procissões.]

Porque razão se dedica o mês de Maio a Nossa Senhora?

A primeira razão é porque Maio é o mês da esperança e da promessa...

É o mês da esperança porque anuncia o verão. Mesmo que por vezes o tempo se torne sombrio e desagradável, sabemos que o bom tempo chegará mais cedo ou mais tarde.

Maio é então o mês, se não do cumprimento, pelo menos de promessa; e não é este o aspecto sob o qual que mais adequadamente consideramos a Santíssima Virgem a quem este mês é dedicado? O Profeta diz: “Virá uma vara da raiz de Jessé, e uma flor se erguerá da sua raiz". Quem é a flor, senão Nosso Senhor? Quem é a vara, ou o belo talo, caule ou planta de da qual a flor nasce, senão Maria, Mãe de Nosso Senhor, Maria, Mãe de Deus? Foi profetizado que Deus deveria vir à Terra. Na plenitude dos tempos, o Anjo Gabriel anunciou a Maria: "Salve, cheio de graça, o Senhor é contigo; abençoada és tu entre as mulheres". Ela era a promessa certa da vinda do Salvador, e, portanto, Maio é por um título especial o seu mês.

A segunda razão é que Maio é o mês da alegria...

É o mês em que a natureza ressurge após o frio e a neve do inverno e após a chuva e o vento do início da primavera. É a época em que surgem os primeiros rebentos nas árvores e nos jardins. Os dias tornam-se mais longos e o sol nasce mais cedo e põe-se mais tarde. A alegria da natureza adequa-se especialmente à nossa devoção àquela que é a Rosa Mística e a Casa de Ouro.

É também a época mais festiva e alegre do ano litúrgico. Quem desejaria que Fevereiro, Março ou Abril fosse o mês de Maria considerando que são meses da Quaresma e da penitência? Quem escolheria Dezembro, a época do Advento - um tempo de esperança, de facto, porque o Natal está a chegar -,  mas também um tempo de jejum?; o Natal em si não dura um mês; Janeiro tem de facto a alegria da Epifania mas, na maioria dos anos, é interrompido pelo Domingo da Septuagésima que anuncia já a Quaresma.

O mês de Maio, pelo contrário, pertence à época da Páscoa, que dura cinquenta dias. A grande festa da Ascensão de nosso Senhor ao Céu é quase sempre em Maio; o Pentecostes, a Festa do Espírito Santo, é habitualmente em Maio; as Festas da Santíssima Trindade e o Corpus Christi calham também frequentemente em Maio. É, portanto, tempo de frequentes Aleluias porque Cristo ressuscitou da sepultura, Cristo subiu ao alto do Céu e Deus Espírito Santo desceu para tomar o Seu lugar.


É portanto muito apropriado que este mês, em que especialmente nos gloriamos e nos regozijamos com a Providência divina e com a nossa redenção e santificação, seja de Maria, a primeira das criaturas, a filha mais aceitável de Deus, a mais querida e mais próxima Dele.

Mas Maria é também Rainha de todos os santos, e é neste mês que a Igreja celebra as festas de alguns dos maiores santos. O Arcanjo São Miguel e três apóstolos têm dias de festa neste mês: São João, o discípulo amado, São Filipe e São Tiago; sete Papas, dois deles especialmente famosos, São Gregório VI e São Pio V; dois dos maiores Doutores, Santo Atanásio e São Gregório Nazianzeno; uma virgem especialmente favorecida por Deus, Santa Maria Madalena de Pazzi; e uma santa mulher, Santa Mónica, a mãe de Santo Agostinho. Estes são alguns dos frutos mais escolhidos da multiforme graça de Deus, e formam a corte de sua gloriosa rainha.


[Adaptado de Cd. John Henry Newman. Meditations on the Litany of Loretto, for the Month of May, 1916]

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